Sinais do tempo: “Reunião confidencial para manobrar Sínodo a aceitar uniões do mesmo sexo”


Cerca de 50 participantes, entre bispos, teólogos e representantes da mídia, participaram do encontro realizado na Pontifícia Universidade Gregoriana.

Por EDWARD PENTIN, NC REGISTER | Tradução §|Olhar Católico|§ | ROMA – Uma reunião de estudo de um dia – aberta apenas a um seleto grupo de indivíduos – teve lugar na Pontifícia Universidade Gregoriana, na segunda-feira, com o objetivo de incitar “inovações pastorais” no próximo Sínodo dos Bispos sobre a Família em Outubro.

Cerca de 50 participantes, entre bispos, teólogos e representantes da mídia, participaram do encontro a convite dos presidentes das conferências Alemã, Suíça e Francesa dos bispos – Cardial Reinhard Marx, bispo Markus Büchel e Arcebispo Georges Pontier.

Um dos principais tópicos discutidos na reunião a portas-fechadas foi como a Igreja poderia melhor acolher aqueles que estão em uniões estáveis do mesmo sexo, e que supostamente “ninguém” se opõe que sejam reconhecidas como válidas pela Igreja.

Os participantes também falaram da necessidade de “desenvolver” o ensinamento da Igreja sobre a sexualidade humana, diferenciando de uma teologia do corpo, como a famosa ensinada por São João Paulo II, mas o desenvolvimento de uma “teologia do amor”.

Um padre suíço discutiu a “importância do instinto sexual humano”, enquanto outro participante, falando sobre a Santa Comunhão para os divorciados recasados, perguntou: “como podemos negá-lo, como se fosse um castigo para as pessoas que falharam  e encontraram um novo parceiro com quem começará uma nova vida?”

Marco Ansaldo, um repórter de jornal diário italiano La Repubblica, que estava presente na reunião, disse que as palavras pareciam “revolucionárias, expressadas por clérigos”.

Biblicista francesa Anne-Marie Pelletier elogiou o diálogo que teve lugar entre os teólogos e bispos como um verdadeiro “sinal dos tempos”. Segundo La Stampa, outro jornal diário italiano, Pelletier disse que a Igreja precisa entrar em “uma dinâmica de escuta recíproca”, no qual o magistério continua a guiar consciências, mas ela acredita que ele só pode efetivamente fazê-lo se ele “ecoa as palavras para o batizado”.

A reunião teve o “risco do novo, na fidelidade a Cristo”, afirmou ela. O artigo também citou um participante dizendo que o sínodo seria um “fracasso” se ele simplesmente continuar a afirmar o que a Igreja sempre ensinou.

A reunião a portas-fechadas, idealizada pelos bispos da conferência alemã sob a liderança do Cardeal Marx, foi proposto pela primeira vez na reunião anual dos chefes das três conferências episcopais, realizada em janeiro, em Marselha, França.

O dia de estudo teve lugar poucos dias depois de o povo da Irlanda ter referendado apoio ao “casamento” de pessoas do mesmo sexo e no mesmo dia em que o Conselho Ordinário do Sínodo dos Bispos reuniu-se em Roma. Alguns observadores não veem este timing como uma coincidência.

O Conselho do Sínodo é o responsável para elaboração do Instrumentum Laboris para o Sínodo de Outubro sobre a Família. Junto ao documento estarão as respostas ao questionário enviado aos leigos de todo o mundo. Essas respostas, particularmente da Suíça e Alemanha, aparentam ser esmagadoramente a favor da Igreja adaptar seus ensinamentos ao mundo secular.

Por que a falta de publicidade?

Ninguém sabe por que este dia de estudo se deu confidencialmente. Tão confidencial que nem mesmo jesuítas proeminentes da Faculdade Gregoriana ficaram sabendo completamente dele. The Register descobriu por um vazamento de Jean-Marie Guénois em uma história no Le Figaro.

Em declarações ao The Register, após a reunião, o Cardeal Marx insistiu que o dia de reunião não era secreto. Mas ficou irritado quando pressionado sobre por que ele não foi anunciado, dizendo que ele tinha simplesmente que vir a Roma para “assuntos privados” e que tinha todo o direito de fazê-lo. Próximo do papa Francisco e membro do conselho de nove cardeais, ele é conhecido por ser especialmente ansioso para reformar a abordagem da Igreja aos homossexuais. Durante a homilia de Pentecostes, domingo passado, o cardeal Marx falou de uma “cultura de acolhimento” na Igreja para os homossexuais, dizendo que “não são as diferenças que contam, mas o que nos une”.

Cardeal Marx também não é o único entre os participantes da reunião a pressionar por mudanças radicais para a vida da Igreja. O chefe dos bispos suíços, o bispo Büchel, tem falado abertamente em favor da ordenação de mulheres, dizendo em 2011 que a Igreja deveria “orar para que o Espírito Santo nos permita ler os sinais dos tempos”. Arcebispo Pontier, chefe dos bispos franceses, também é conhecido por ter tendências heterodoxas.

Os organizadores da reunião não estavam dispostos a revelar os nomes de todos os que participaram, mas o The Register obteve a lista completa dos participantes. Entre eles incluíam-se o padre jesuíta Hans Langendörfer, secretário-geral da Conferência Episcopal Alemã e na figura principal por trás da recente reforma das leis trabalhistas da Igreja alemã a controversa que permite que divorciados recasados e casais homossexuais trabalhem em instituições da Igreja.

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Papa Francisco: “Encontrar Jesus fora da Igreja não é possível”


Cidade do Vaticano, 23 abr 2013 (Ecclesia) – O Papa presidiu hoje no Vaticano à missa evocativa de São Jorge, nome próprio de Francisco, tendo afirmado que “encontrar Jesus fora da Igreja não é possível”, revela a Rádio Vaticano.

Na celebração que decorreu na Capela Paulina com a participação de dezenas de cardeais, Francisco recordou que o Papa Paulo VI (1897-1978) dizia ser “uma dicotomia absurda querer viver com Jesus sem a Igreja, seguir Jesus fora da Igreja, amar Jesus sem a Igreja”.

“A identidade cristã é uma pertença à Igreja, à Igreja mãe”, acrescentou.

A Igreja está entre as “perseguições do mundo” e a “consolação” de Deus, afirmou Francisco na homilia da eucaristia evocatória do mártir que o rito católico, sírio e bizantino assinalam a 23 de abril.

“No momento em que começa a perseguição, começa a atividade missionária da Igreja”, sublinhou Francisco, referindo-se à tradição associada a São Jorge, que terá sido morto cerca do ano 303 ao testemunhar a fé, aquando das persecuções aos cristãos ordenados pelo imperador romano Diocleciano.

O Papa frisou que esta expansão da mensagem cristã se deveu à ação do “Espírito Santo”, mesmo perante a desconfiança de alguns dos responsáveis pela comunidade de crentes.

“Pensemos hoje na missionariedade da Igreja, nos que saíram de si próprios, nos que tiveram a coragem de anunciar Jesus aos gregos – coisa quase escandalosa naquele tempo -, nesta mãe Igreja que cresce, cresce, com novos filhos aos quais dá a identidade de fé. Não se pode acreditar em Jesus sem a Igreja, di-lo o próprio Jesus”, prosseguiu.

Ao começar a homilia, Francisco dirigiu uma saudação aos membros do Colégio Cardinalício presentes: “Obrigado porque me sinto bem acolhido por vós. Obrigado. Sinto-me bem convosco”.

O decano (presidente) deste colégio, D. Angelo Sodano, apresentou uma mensagem de felicitações no início da celebração, pedindo o dom da “fortaleza” e lembrando os que sofrem “por causa da sua fé”.

No fim da missa Francisco deteve-se por instantes, em oração, diante de um ícone da Virgem Maria.

Jorge Mario Bergoglio nasceu a 17 de dezembro de 1936 em Buenos Aires, tornou-se arcebispo da capital argentina em 1998, foi criado cardeal em 2001 e eleito Papa a 13 de março de 2013.

São Jorge, cavaleiro que abandonou o exército romano aquando da sua conversão ao cristianismo, era venerado desde o século IV na Palestina, onde havia uma igreja levantada em sua honra, e o seu culto propagou-se pelo Oriente e Ocidente, tornando-se patrono de vários países, cidades e instituições civis e eclesiais, como os Escuteiros.

Sepultado em Lod, próximo de Telavive, em Israel, o mártir São Jorge é habitualmente representado na iconografia cristã montado a cavalo, lutando contra um dragão que simboliza as forças do mal.

Homilia do Santo Padre na Santa Missa Crismal


Amados irmãos e irmãs,

Com alegria, celebro pela primeira vez a Missa Crismal como Bispo de Roma. Saúdo com afeto a todos vós, especialmente aos amados sacerdotes que hoje recordam, como eu, o dia da Ordenação.

As Leituras e o Salmo falam-nos dos «Ungidos»: o Servo de Javé referido por Isaías, o rei David e Jesus nosso Senhor. Nos três, aparece um dado comum: a unção recebida destina-se ao povo fiel de Deus, de quem são servidores; a sua unção «é para» os pobres, os presos, os oprimidos… Encontramos uma imagem muito bela de que o santo crisma «é para» no Salmo 133: «É como óleo perfumado derramado sobre a cabeça, a escorrer pela barba, a barba de Aarão, a escorrer até à orla das suas vestes» (v. 2). Este óleo derramado, que escorre pela barba de Aarão até à orla das suas vestes, é imagem da unção sacerdotal, que, por intermédio do Ungido, chega até aos confins do universo representado nas vestes.

As vestes sagradas do Sumo Sacerdote são ricas de simbolismos; um deles é o dos nomes dos filhos de Israel gravados nas pedras de ónix que adornavam as ombreiras do efod, do qual provém a nossa casula actual: seis sobre a pedra do ombro direito e seis na do ombro esquerdo (cf. Ex 28, 6-14). Também no peitoral estavam gravados os nomes das doze tribos de Israel (cf. Ex 28, 21). Isto significa que o sacerdote celebra levando sobre os ombros o povo que lhe está confiado e tendo os seus nomes gravados no coração. Quando envergamos a nossa casula humilde pode fazer-nos bem sentir sobre os ombros e no coração o peso e o rosto do nosso povo fiel, dos nossos santos e dos nossos mártires, que são tantos neste tempo.

Depois da beleza de tudo o que é litúrgicoque não se reduz ao adorno e bom gosto dos paramentos, mas é presença da glória do nosso Deus que resplandece no seu povo vivo e consolado –, fixemos agora o olhar na ação. O óleo precioso, que unge a cabeça de Aarão, não se limita a perfumá-lo a ele, mas espalha-se e atinge «as periferias». O Senhor dirá claramente que a sua unção é para os pobres, os presos, os doentes e quantos estão tristes e abandonados. A unção, amados irmãos, não é para nos perfumar a nós mesmos, e menos ainda para que a conservemos num frasco, pois o óleo tornar-se-ia rançoso… e o coração amargo.

O bom sacerdote reconhece-se pelo modo como é ungido o seu povo; temos aqui uma prova clara. Nota-se quando o nosso povo é ungido com óleo da alegria; por exemplo, quando sai da Missa com o rosto de quem recebeu uma boa notícia. O nosso povo gosta do Evangelho quando é pregado com unção, quando o Evangelho que pregamos chega ao seu dia a dia, quando escorre como o óleo de Aarão até às bordas da realidade, quando ilumina as situações extremas, «as periferias» onde o povo fiel está mais exposto à invasão daqueles que querem saquear a sua fé. As pessoas agradecem-nos porque sentem que rezamos a partir das realidades da sua vida de todos os dias, as suas penas e alegrias, as suas angústias e esperanças. E, quando sentem que, através de nós, lhes chega o perfume do Ungido, de Cristo, animam-se a confiar-nos tudo o que elas querem que chegue ao Senhor: «Reze por mim, padre, porque tenho este problema», «abençoe-me, padre», «reze para mim»… Estas confidências são o sinal de que a unção chegou à orla do manto, porque é transformada em súplica – súplica do Povo de Deus. Quando estamos nesta relação com Deus e com o seu Povo e a graça passa através de nós, então somos sacerdotes, mediadores entre Deus e os homens. O que pretendo sublinhar é que devemos reavivar sempre a graça, para intuirmos, em cada pedido – por vezes inoportuno, puramente material ou mesmo banal (mas só aparentemente!) –, o desejo que tem o nosso povo de ser ungido com o óleo perfumado, porque sabe que nós o possuímos. Intuir e sentir, como o Senhor sentiu a angústia permeada de esperança da hemorroíssa quando ela Lhe tocou a fímbria do manto. Este instante de Jesus, no meio das pessoas que O rodeavam por todos os lados, encarna toda a beleza de Aarão revestido sacerdotalmente e com o óleo que escorre pelas suas vestes. É uma beleza escondida, que brilha apenas para aqueles olhos cheios de fé da mulher atormentada com as perdas de sangue. Os próprios discípulos – futuros sacerdotes – não conseguem ver, não compreendem: na «periferia existencial», vêem apenas a superficialidade duma multidão que aperta Jesus de todos os lados quase O sufocando (cf. Lc 8, 42). Ao contrário, o Senhor sente a força da unção divina que chega às bordas do seu manto.

É preciso chegar a experimentar assim a nossa unção, com o seu poder e a sua eficácia redentora: nas «periferias» onde não falta sofrimento, há sangue derramado, há cegueira que quer ver, há prisioneiros de tantos patrões maus. Não é, concretamente, nas auto-experiências ou nas reiteradas introspecções que encontramos o Senhor: os cursos de auto-ajuda na vida podem ser úteis, mas viver a nossa vida sacerdotal passando de um curso ao outro, de método em método leva a tornar-se pelagianos, faz-nos minimizar o poder da graça, que se ativa e cresce na medida em que, com fé, saímos para nos dar a nós mesmos oferecendo o Evangelho aos outros, para dar a pouca unção que temos àqueles que não têm nada de nada.

O sacerdote, que sai pouco de si mesmo, que unge pouco – não digo «nada», porque, graças a Deus, o povo nos rouba a unção –, perde o melhor do nosso povo, aquilo que é capaz de ativar a parte mais profunda do seu coração presbiteral. Quem não sai de si mesmo, em vez de ser mediador, torna-se pouco a pouco um intermediário, um gestor. A diferença é bem conhecida de todos: o intermediário e o gestor «já receberam a sua recompensa». É que, não colocando em jogo a pele e o próprio coração, não recebem aquele agradecimento carinhoso que nasce do coração; e daqui deriva precisamente a insatisfação de alguns, que acabam por viver tristes, padres tristes, e transformados numa espécie de colecionadores de antiguidades ou então de novidades, em vez de serem pastores com o «cheiro das ovelhas» – isto vo-lo peço: sede pastores com o «cheiro das ovelhas», que se sinta este –, serem pastores no meio do seu rebanho, e pescadores de homens. É verdade que a chamada crise de identidade sacerdotal nos ameaça a todos e vem juntar-se a uma crise de civilização; mas, se soubermos quebrar a sua onda, poderemos fazer-nos ao largo no nome do Senhor e lançar as redes. É um bem que a própria realidade nos faça ir para onde, aquilo que somos por graça, apareça claramente como pura graça, ou seja, para este mar que é o mundo atual onde vale só a unção – não a função – e se revelam fecundas unicamente as redes lançadas no nome d’Aquele em quem pusemos a nossa confiança: Jesus.

Amados fiéis, permanecei unidos aos vossos sacerdotes com o afeto e a oração, para que sejam sempre Pastores segundo o coração de Deus.

Amados sacerdotes, Deus Pai renove em nós o Espírito de Santidade com que fomos ungidos, o renove no nosso coração de tal modo que a unção chegue a todos, mesmo nas «periferias» onde o nosso povo fiel mais a aguarda e aprecia. Que o nosso povo sinta que somos discípulos do Senhor, sinta que estamos revestidos com os seus nomes e não procuramos outra identidade; e que ele possa receber, através das nossas palavras e obras, este óleo da alegria que nos veio trazer Jesus, o Ungido. Amem

Dilma, a católica, quer ensinar ao Santo Padre


Por Reinaldo Azevedo, da Veja.

Lamentáveis as declarações da presidente Dilma Rousseff sobre a Igreja e o papa Francisco. Ficou com inveja de Cristina Kirchner. O páreo, a depender da área, é duro. Vejam a violência que as duas praticaram contra o Paraguai no caso do Mercosul. O tratado do bloco recusa o ingresso de ditaduras. Jogaram fora a democracia paraguaia e acolheram a ditadura venezuelana. Em certos quesitos, as duas se juntam como massa negativa. O resultado é inferior à soma das partes. Antes que trate das batatadas da hora, cumpre lembrar um pouquinho a trajetória recente do binômio “Dilma-Igreja”, sempre destacando que a presidente brasileira tem uma boa maneira de se preservar de críticas como esta: dispensando-se de tratar de assuntos sobre os quais não entende nada. A Presidência da República, com seu vasto palco para enganos e desenganos laicos, deveria lhe bastar. Seria prudente abster-se dos temas religiosos. Ou, então, que vá estudar o tema.

Dilma, na vida adulta, nunca foi católica. Pode ter sido na infância e na primeira juventude por influência da família. Depois de taludinha, suas opções foram outras. Como ela já deu mostras de se orgulhar do seu passado, não vai se importar se eu lembrar que, em vez de se ajoelhar no altar do Cristo, preferiu os da Polop e da VAR-Palmares, duas organizações terroristas. Era da área de inteligência. Que se saiba, nunca matou ninguém, mas as organizações de que ela era um dos “seres inteligentes” mataram, sim. Em tempo de Comissão da Verdade, preferem fingir que isso é mentira. Mas é verdade! Com efeito, isso nada tem a ver com a essência do cristianismo.

Em entrevista, Dilma já declarou que reza quando o avião balança — “uma rezadinha”, ela disse. É o que chamo de Teologia da Cumulonimbus. Ainda candidata dos primeiros dias, foi ao programa de Datena, chamou Nossa Senhora de “deusa” — fundando, então, o politeísmo cristão! — e se disse devota dessa entidade. O entrevistador, querendo puxar papo para ver se a conversa rendia, indagou: “De qual Nossa Senhora?” Ela não hesitou: “Ah, de Nossa Senhora de forma geral”. A Nossa Senhora de Forma Geral é a padroeira dos políticos que estão tentando dar um truque nos católicos, afetando uma fé que não têm. No fim das contas, acham que religião é uma besteira, coisa de gente atrasada, do miolo mole. Já andam até dizendo que o cérebro dos crentes é menos desenvolvido do que o dos ateus e agnósticos. Imaginem que prodígios não teriam realizado Santo Agostinho, Santo Tomás, Pascal e Descartes se tivessem um cérebro como o de Dilma Rousseff ou de Cristina Kirchner…  Adiante.

Não era católica, mas precisava se fingir porque isso poderia lhe custar votos. Gabriel Chalita, aquele rapaz pio, a arrastou para uma missa em Aparecida, onde ela se atrapalhou um tantinho ao se persignar. Desdisse várias entrevistas concedidas quando ministra e passou a se declarar contrária à legalização do aborto. Tornada presidente da República, escolheu para o Ministério da Mulher uma fanática do abortismo, que confessara em entrevista, que publiquei aqui, ter participado de uma ONG que atuara na Colômbia, à revelia do governo daquele país, ensinado as mulheres a praticar  o, pasmem!, autoaborto!  A própria ministra confessava, nessa entrevista, que atuara como aborteira sem nem mesmo ser médica. Tudo isso é fato, não boato. Nada disso precisa de “comissão da verdade”. São fatos que dispensam mentiras oficiais.

Às bobagens da hora
Dilma está em Roma para a entronização do papa, que acontece hoje. A história nos poupou do espetáculo de ter lá o Luiz Inácio Apedeuta da Silva. Depois de ter dado algumas diretrizes a Barack Obama, ele não se dispensaria de ser o farol do papa nesta era de incertezas, não é mesmo? Mas Dilma quase não nos deixa com saudade de seu Pigmaleão.

Leio na Folha, em reportagem de Felipe Seligman, que Dilma decidiu dar algumas dicas ao papa e, acreditem, um discreto puxão de orelha no Sumo Pontífice. Foi até mais ousada do que Cristina Kirchner. Ensinou a devota da “deusa” Nossa Senhora de Forma Geral:
“Eu acho que ele tem um papel a cumprir. [A defesa dos pobres] é uma postura importante. É claro que o mundo pede hoje além disso. Que as pessoas sejam compreendidas e que as opções diferenciadas das pessoas sejam compreendidas”.

A fala deixa entrever que, para Dilma, a Igreja Católica anda descolada do mundo. Com 10 anos à frente do governo brasileiro, é razoável que puxe a orelha de um trono de dois mil anos. Cumpre indagar: qual diferença a Igreja Católica não respeita? O cristianismo é justamente a religião que nasce das diferenças, que se anulam pela conversão! Ademais, a Igreja pretende falar ao mundo — e fala mesmo, ou não se daria tamanha importância ao papa —, mas suas orientações valem para seus fiéis. Tampouco os Estados nacionais estão obrigados a seguir seus princípios. Por que, afinal, é tão importante que a Igreja diga “sim” a práticas que se chocam com seus próprios fundamentos?

Quem disse que a Igreja não respeita as “opções diferenciadas”, seja lá o que ela tenha querido dizer com isso? Alguém tem notícia de fiéis perseguidos pela Igreja Católica, dentro e fora dos templos, por conta de suas escolhas? Dilma não é católica. Dilma não sabe nada do catolicismo. Dilma não é nem mesmo obrigada a saber — razão por que deveria, então, calar-se. Mas dá para entender. Tem em mente os padrões de certa política brasileira, não é? A Igreja abraça o pecador, mas não o pecado. É diferente dos petistas, por exemplo, que ficam logo com os dois: o Zé Dirceu vira herói, e a corrupção passiva e a formação de quadrilha são elevadas à condição de arte. É o que os petistas chamam de “opções diferenciadas”. Aliás, a base de apoio de Dilma é uma verdadeira coleção de… opções diferenciadas no cotejo com a moral e os bons costumes.

A Folha informa que Dilma foi indagada sobre a possibilidade de a Igreja atuar na defesa de “políticas progressistas”. Segundo a presidente, o papa não parece ser alguém que “irá defender esse tipo de posição”. Que “tipo de posição”? Do que ela fala? O que é ser “progressista”? A defesa da morte, por exemplo, se confunde com o progresso? Quando cardeal em Buenos Aires, Jorge Bergoglio andava entre os pobres. Bom jesuíta, jamais ficou encastelado.

A presidente disse ainda que é “uma honra ter um papa latino-americano” e que isso é uma afirmação da “região”. Barbaridade! Um papa perde a pátria. Para que a “região se afirmasse”, seria necessário, em primeiro lugar, que tivesse uma pauta e uma visão de mundo comuns, o que é falso. Nem os membros do Mercosul se entendem.  A verdade é que os autoritários do subcontinente estão infelizes com a escolha. A banda ideológica à qual falam — embora menos, Dilma também — está é insatisfeita com a escolha. Os tiranetes acham que o papa Francisco pode colaborar com uma guinada conservadora na região.

Quem dera fosse verdade! Uma guinada que conservasse a democracia!

Explicação heráldica do brasão do Papa Francisco


MISERANDO ATQVE ELIGENDO

Com misericórdia o elegeu

O escudo obedece às regras heráldicas para os eclesiásticos. Nele estão representadas armas da Companhia de Jesus, a qual pertence o pontífice, sendo que a cor blau (azul) simboliza o firmamento e o manto de Maria Santíssima e, heraldicamente, significa: justiça, serenidade, fortaleza, boa fama e nobreza; o sol representa Nosso Senhor Jesus Cristo, o “Sol da Justiça”, reforçado pelo monograma de Cristo: IHS (adotado por Santo Inácio em 1541) sobreposto pela cruz, que sendo de goles (vermelho) simboliza: o fogo da caridade inflamada no coração do Soberano Pontífice pelo Divino Espírito Santo, que o inspira diretamente do governo supremo da Igreja, bem como valor e o socorro aos necessitados, que o Vigário de Cristo deve dispensar a todos os homens. Os cravos, enquanto instrumentos da paixão, lembram a nossa redenção pelo sangue de Cristo e sua cor, sable (preto), representa: sabedoria, ciência, honestidade e firmeza. A estrela, de acordo com a antiga tradição heráldica, simboliza aVirgem Maria, mãe de Cristo e da Igreja; enquanto a flor de nardo simboliza São José, patrono da Igreja Universal, que na tradição daiconografia hispânica, é representado com um ramo de nardo nas mãos. Sendo ambos de jalde, têm o significado heráldico deste metal, já descrito acima. Colocando no seu escudo tais imagens, o Papa pretendeu exprimir a própria particular devoção a Nossa Senhora e ao seu castíssimo esposo. Somadas as três representações, têm-se a homenagem do pontífice à Sagrada Família: Jesus, Maria e José, modelo da família humana que devem ser defendidas pela Igreja. Os elementos externos do brasão expressam a jurisdição suprema do papa. As duas chaves decussadas, uma de jalde (ouro) e a outra de argente (prata) são símbolos do poder espiritual e do poder temporal. E são uma referência do poder máximo do Sucessor de Pedro , relatado no Evangelho de São Mateus, que narra que Nosso Senhor Jesus Cristo disse a Pedro: “Dar-te-ei aschaves do reino dos céus, e tudo o que ligares na terra será ligado no céu, e tudo o que desligares na terra, será desligado no céu” (Mt 16, 19). Por conseguinte, as chaves são o símbolo típico do poder dado por Cristo a São Pedro e aos seus sucessores. A mitra pontifícia usada como timbre, recorda em sua forma e esmalte, a simbologia da tiara, sendo que as três faixas de jalde (ouro) significam os três poderes papais: Ordem, Jurisdição e Magistério, ligados verticalmente entre si no centro para indicar a sua unidade na mesma pessoa.O pálio papal (omofório), muito usado nas antigas representações papais, simboliza ser o Papa pastor universal do rebanho que lhe foi confiado por Cristo. No listel, o lema ” MISERANDO ATQVE ELIGENDO ” (Com misericórdia o elegeu), foi retirado de uma homilia de São Beda, o Venerável, (Hom. 21; CCL 122, 149-151) que, comenta o evangelho de São Mateus (Mt 9,9), escrevendo “Vidit ergo lesus publicanum et quia miserando atque eligendo vidit, ait illi Sequere me’ (“Viu Jesus a um publicano e como o olhou com sentimentos de amor o elegeu e lhe disse: siga-me”). Este lema, presente na Liturgia das Horas da festa de São Mateus, é um tributo à misericórdia divina, tendo um significado espcial e particular na vida e no itinerário espiritual do pontífice.

Fonte: Wikipédia

Comunicado da Casa Geral da Fraternidade São Pio X sobre a eleição de S.S. Francisco


No anúncio da eleição do Papa Francisco, a Sociedade de São Pio X ora a Deus para dar abundantemente para o novo Pontífice as graças necessárias para o exercício de sua pesada carga.

Que sustentado pela Divina Providência, o novo papa possa “confirmar os irmãos na fé” [1] , com a autoridade que São Pio X declarou no início do seu pontificado: “Nós não queremos ser, e com a ajuda de Deus, Nós não seremos mais nada, no meio da sociedade humana, o ministro de Deus para nós autoridade revestida. Seus interesses são os nossos interesses para dedicar nossa força e vida, esta é a nossa determinação inabalável. ” [2]

São Francisco de Assis com o novo pontífice chamado, ouviu o divino crucificado o dizer: “Vai, Francisco, e repara a minha Igreja”. É com esse espírito que os bispos, sacerdotes e religiosos da Sociedade de São Pio X fornecem o Santo Padre seu desejo filial para “restaurar todas as coisas em Cristo, para que Cristo seja tudo em todos” [ 3] , de acordo com seus meios, por amor da Santa Igreja Católica Romana.

Menzingen, 13 de março, 2013

Habemus Papam Fraciscum! O reformador.


Talvez ninguém tenha parado pra perceber ainda, e é compreensível, mas notem que a escolha de “Franciscum” por S.S. Papa Francisco está em total continuidade com a escolha de Bento XVI por “Benedictus”. Explico:

O Bispo Emérito de Roma havia escolhido este nome em “homenagem” a São Bento, conhecidamente um grande reformador da Europa e dos mosteiros de sua época. S.S. Bento XVI fez jus ao nome que escolheu carregar: foi de fato um verdadeiro reformador, aliás um “reformador da reforma”, se é que vocês me entendem. Seus gestos litúrgicos foram muito significantes nessa “reforma da reforma”. Também a sua sempre vigilante atenção doutrinária. Bento XVI foi um reformador doutrinal. Onde entra então nosso querido Papa Francisco?

Entra exatamente no seu nome: Francisco. É evidente que tal escolha é inspirada em São Francisco de Assis. Outro grande reformador da Igreja Católica. Reformador de costumes, principalmente. Um reformador moral. E talvez seja exatamente esta a reforma de que a Igreja necessita hoje. Após as sólidas bases doutrinais deixadas por S.S. Bento XVI, ou seja, o reformador doutrinal, entra em cena agora “Fracesco” o reformador moral. Sim, moral. O reformador de uma cúria desmoralizada e desacreditada por escândalos de corrupção e chantagem.

Minhas esperanças

Com base no exposto acima, espero então ver uma igreja – isso com “i” minúsculo – fortalecida moral e doutrinalmente, não aberta, mas fechada para este mundo moderno. Isso mesmo, fechada para toda imoralidade que o mundo moderno tenta infiltrar nela a todo instante. Isso é possível. Nós tempos um clero santo bem maior que um minúsculo clero pecador, que infelizmente é quem faz a fama da “i”greja. Agora, falando de Igreja – com “i” maiúsculo: não tenho dúvidas, segue firme e forte como rocha referencial em meio as tribulações deste vale de lágrimas.

Habemus Papam! Não estamos mais órfãos! Nunca estivemos. Viva Sua Santidade o Papa Francisco… Da Argentina (mero detalhe)

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Gratiam tuam, quaesumus, Domine, mentibus nostri infunde; ut qui, angelo nuntiante, Christi Filii tui encarnationem cognovimus, per Passionem eius et Crucem, ad Resurrectionis gloriam perducamur. Per eumdem Christum Dominum nostrum. Amen.

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