Os Pais da Igreja também ensinam


O DOM DAS LÍNGUAS NÃO É BLÁ BLÁ BLÁ
O VERDADEIRO DOM DAS LÍNGUAS (TEXTO ATUALIZADO)

A virgem Santíssima e o dom das línguas
Questão IV: Se a Virgem recebeu o dom de línguas, chamado por alguns “glossolalia”.
a) “Afirmativamente, porque recebeu este dom com os apóstolos no dia dePentecostes, e, como disse Santo Alberto Magno: A Virgem estava com eles quando apareceram as línguas repartidas como de fogo, logo recebeu o dom das línguas com eles” (Mariale, q. CXVII); b) Ademais, ainda que não tivesse de ir pregar o Evangelho as diversas nações e gentes, todavia, no principio da Igreja nascente se concedia com freqüência este dom aos fiéis, ainda a aqueles a quem não se havia conferido o ministério de pregar e propagar o Evangelho como consta (At, XIX, 6); c) E assim convinha, porque acudindo Maria muitos fiéis de diversas nações, já por piedade filial, e que buscavam de instruções, devia conhecer seus idiomas para entendê-los e instruí-los plenamente nas coisas da fé. d) Finalmente, Suarez julga provável que ainda antes dePentecostes, Maria já tivesse usado desta graça, caso a necessidade ou a ocasião tivesse exigido, como quando Cristo foi adorado pelos magos, é de crer que Mariaentendeu a sua linguagem, como é também crível que, quando foi ao Egito, entendia e falava a língua dos egípcios. (In 3, disp. XX) – (ALASTRUEY, Gregório. Tratado de la Virgen Santíssima. Madrid: BAC, 1945, p. 350-351) Continue lendo »

Bento XVI apresenta São João Damasceno


Queridos irmãos e irmãs: 

Hoje quero falar de João Damasceno, um personagem de primeira categoria na história da teologia bizantina, um grande doutor na história da Igreja universal. É sobretudo uma testemunha ocular da passagem da cultura grega e siríaca, compartilhada na parte oriental do Império bizantino, à cultura do Islã, que ganhou espaço com suas conquistas militares no território reconhecido habitualmente como Médio ou Próximo Oriente. João, nascido em uma rica família cristã, ainda jovem assumiu o cargo – talvez ostentado também por seu pai – de responsável econômico do califado. Bem cedo, contudo, insatisfeito pela vida da corte, amadureceu a escolha monástica, entrando no mosteiro de São Sabas, perto de Jerusalém. Era por volta do ano 700. Não se afastando nunca do mosteiro, dedicou-se com todas as forças à ascese e à atividade literária, sem desdenhar uma certa atividade pastoral, da qual dão testemunho sobretudo suas numerosas Homilias. Sua memória litúrgica se celebra em 4 de dezembro. O Papa Leão XIII o proclamou Doutor da Igreja universal em 1850. 

Dele se recordam no Oriente sobretudo os três Discursos contra quem calunia as imagens santas,  que foram condenados, após sua morte, pelo Concílio iconoclasta de Hieria (754). Estes discursos, contudo, foram o principal motivo de sua reabilitação e canonização por parte dos Padres ortodoxos convocados no II Concílio de Niceia (787), sétimo ecumênico. Nestes textos é possível encontrar os primeiros intentos teológicos importantes de legitimação da veneração das imagens sagradas, unindo a estas o mistério da Encarnação do Filho de Deus no seio da Virgem Maria. Continue lendo »

Discípulos e Missionários de Jesus Cristo na fraternidade e na partilha, gerando a nova sociedade


Festa de Santo Afonso Maria de Ligório.

8ª. Noite de Novena – 31/07/2008

Tema: “Discípulos e Missionários de Jesus Cristo na fraternidade e na partilha, gerando a nova sociedade“.

 

Amados irmãos que celebram durante estas nove noites a vida de santidade e serviço de Santo Afonso de Ligório, que a paz de Jesus e o amor de Maria estejam com todos nós!

É com alegria que pela segunda vez me faço presente nessa festa, e com alegria também falo de S. Afonso. Para os que não lembram, no ano passado falei para vocês sobre o tema ser discípulos e missionários de Jesus Cristo com S. Afonso.

Como ser discípulos e missionários, nós entendemos que devemos “beber” da Graça que a Santa Igreja nos oferece através dos Sacramentos e também ser fonte de graças (cf. Jo4, 14) para aqueles que ainda não conhecem a Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo, onde, segundo o Santo Padre, o Papa Bonifácio VIII, fora Dela não há Salvação.

E também lembro que falei sobre o vosso padroeiro, este Doutor da Igreja, fiel discípulo da Mãe de Deus, o que dá no mesmo de ser discípulo do Filho, pois como afirma S. Luiz de Monfort: “Jesus é tudo em Maria, e Maria é tudo em Jesus, antes se apartaria do sol a luz do que separar Maria de Jesus“, portanto, um curto caminho para sermos verdadeiros discípulos/missionários de Jesus Cristo é sermos totalmente de Sua Mãe, assim como Santo Afonso é.

E para entrarmos no tema propriamente dito, vamos falar da fraternidade, da partilha e da nova sociedade.

  • Þ Fraternidade: não devemos confundir a fraternidade cristã com a fraternidade do ideal maçônico imposto na Revolução Francesa, e que até hoje infelizmente tentam “enfiar” nas nossas cabeças nas escolas. Sobre esses ideais vejamos o que fala o papa Leão XIII citando a Ordem Terceira de S. Francisco como exemplo de Fraternidade em sua encíclica que condena a maçonaria, Humanum Genus: “essa Associação é uma verdadeira escola de Liberdade, de Fraternidade, de Igualdade, não segundo a maneira absurda como os mações entendem estas coisas, porém tais como com elas Jesus Cristo quis enriquecer o gênero humano, e como S. Francisco pôs em prática. Falamos, pois, aqui da liberdade dos filhos de Deus, em nome da qual recusamos obedecer a senhores iníquos que se chamam Satanás e as más paixões. Falamos da fraternidade que Nos prende a Deus como ao Criador e Pai de todos os homens. Falamos da igualdade que, estabelecida sobre os fundamentos da justiça e da caridade, não sonha com suprimir toda a distinção entre os homens, mas excele em fazer da variedade das condições e dos deveres da vida uma harmonia admirável e uma espécie de concerto maravilhoso com que naturalmente aproveitam os interesses e a dignidade da vida civil.”
  • Þ Partilha: esta fraternidade que nos prende a Deus é a que nos leva consequentemente a partilhar os sofrimentos e angústias do nosso próximo. Já paramos pra pensar como vai o meu irmão? Tenho partilhado meu tempo com ele? Como posso partilhar minha vida com Deus que não vejo sem antes partilhar com o meu irmão que vejo? Como discípulos e missionários de Jesus Cristo nós somos chamados a exercer a partilha na caridade, pois “Uma sociedade que não consegue aceitar os que sofrem e não é capaz de contribuir, mediante a compaixão, para fazer com que o sofrimento seja compartilhado e assumido mesmo interiormente é uma sociedade cruel e desumana. A sociedade, porém, não pode aceitar os que sofrem e apoiá-los no seu sofrimento, se os próprios indivíduos não são capazes disso mesmo” (Spe Salvi, 38; Papa Bento XVI)
  • Þ Gerar uma nova sociedade: mais uma vez também não podemos confundir a geração de uma nova sociedade com a Nova Ordem desejada pelas Sociedades Ocultas. Por nós mesmos, nós não somos capazes de nada, pois “O homem é um apoio falaz” (Sl115, 2). Acreditar que o homem pode por si só gerar uma sociedade perfeita é utopia, é sonho antigo, que a própria história da humanidade provou e continua provando que isto não é possível. No entanto “Tudo posso naquele que me conforta.” (Fl4, 13), ou seja, com Deus é que conseguiremos alcançar a Pátria Celeste, só Deus é quem pode gerar uma nova sociedade, pois Ele mesmo diz “eu vou criar novos céus, e uma nova terra” (Is65, 17a), não um novo céu e uma nova terra material como andam pregando por aí os Testemunhas de Jeová, mas sim novo céu e nova terra espiritual onde contemplaremos a Deus Face a face.

Para finalizar convido a todos, para como Santo Afonso Maria de Ligório nós sermos fraternos sabendo que temos a Deus como Criador e Pai, tenhamos compaixão do nosso próximo e clamemos a Deus que venha a nós o Vosso Reino!

Louvado seja o nome de Nosso Senhor Jesus Cristo!

E que para sempre seja louvado, e Nossa Mãe, Maria Santíssima! Amém

 

Que Deus nos abençoe e Maria nos guarde!

 

PSL Cedro

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Gratiam tuam, quaesumus, Domine, mentibus nostri infunde; ut qui, angelo nuntiante, Christi Filii tui encarnationem cognovimus, per Passionem eius et Crucem, ad Resurrectionis gloriam perducamur. Per eumdem Christum Dominum nostrum. Amen.

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