Montfort – Consequencias do Pecado


 Responsabilidade pelas consequencias do pecado
PERGUNTA
Nome: Leandro Batista da Silva
   
Local: Curitiba – PR, Brasil
Religião: Católica
Escolaridade: Superior concluído
Profissão: Administrador

Salve Maria

Gostaria de parabenizá-los por dar continuidade ao trabalho do Professor Fedeli e tentar esclarecer uma dúvida em relação ao pecado.
Sei que os pecados que cometemos devem ser expiados e nosso julgamento dependerá da gravidade de cada um deles.

Minha dúvida é a seguinte: Alguém que comete um pecado como, por exemplo, assassinato de um pai de família, deverá responder por esse pecado diante de Deus, mas a família que sofreu a perda além disso começa a enfrentar dificuldades financeiras, a mãe não consegue dar conta da educação dos filhos, eles mais tarde se envolvem com drogas e crimes, outras pessoas são afetadas por estes atos como um efeito dominó. O assassino responderá também pelos efeitos tardios de seu pecado?

Leandro

RESPOSTA
Muito prezado Leandro,
     Sim, todos nós seremos julgados no juízo particular e no juízo universal. As conseqüências dos nossos atos serão conhecidas no juízo universal, quando, em função de um pecado particular cometido, conheceremos seus desdobramentos históricos. Conheceremos então o “pecado de conseqüência“.
     Segue o texto do Catecismo Romano para Párocos que evidencia esses ensinamentos:
(Versão Portuguesa baseada na edição autêntica de 1566, traduzido por Frei Leopoldo Pires Martins, O.F.M.
Catecismo redigido por decreto do Concílio de Trento (Infalível), e publicado por Ordem de São Pio V
Edição: Serviço de Animação Eurcarística Mariana.)
     Na página 146 (I Parte: Do Símbolo dos Apóstolos) Capítulo Oitavo: Sétimo Artigo do Símbolo (Credo) “Donde há de vir julgar os vivos e mortos” 
(…)
Motivos para o juízo universal: Abrir todas as consciências;

Será então necessário mostrar por que, além do Juízo Particular para cada um, se fará ainda outro geral para todos os homens.
Ora, os mortos deixam às vezes filhos que imitam os pais; parentes e discípulos que seguem e propagam seus exemplos em palavras e obras. Esta circunstância deve aumentar os prêmios ou castigos dos próprios mortos.
Tal influência, que a muitos empolga, em seu caráter benéfico ou maligno, não acabará senão quando romper o último dia do mundo. Convinha, pois, fazer então uma perfeita averiguação de todas essas obras e palavras, quer sejam boas, quer sejam más. O que, porém, não seria possível sem um julgamento geral de todos os homens.
     Meditar sobre o pecado de conseqüência é um bom instrumento para entendermos mais perfeitamente a ofensa cometida contra Deus com um único pecado, às vezes um mal conselho, uma decisão ruim ou ainda o mal uso do tempo, são atos que ofendem a Deus Nosso Senhor muito mais do que podemos imaginar.
     Só para ilustrar podemos pensar em uma alma que pratica o aborto, essa alma infeliz, não somente impediu que uma pessoa vivesse, mas, interrompeu toda uma descendência de pessoas que poderiam nascer daquela criança.
     Outro exemplo: quando um católico deixa de dar um argumento a favor da religião para alguém somente por respeito humano, ou por medo, pode estar dificultando a ação de Deus pela conversão, não somente daquela pessoa, mas de toda uma família que poderia se converter em função do argumento ora omitido.
     Também nossas ações boas têm conseqüências boas, e às vezes méritos maiores devido aos seus bons desdobramentos: rememoremos o episódio da samaritana no Evangelho de São João. Depois que Cristo a convence o evangelho assim continua:
 
A mulher, pois, deixou o seu cântaro, e foi à cidade, e disse àquela gente: Vinde ver um homem, que me disse tudo que tenho feito; será este porventura o Cristo? Saíram, pois, da cidade, e foram ter com ele. (Mt 4, 28-30)
(…)
Ora muitos samaritanos daquela cidade creram em Jesus, por causa da palavra daquela mulher, que dava este testemunho: Ele disse-me tudo que tenho feito(Mt 4, 39)

In Corde Jesu, semper, 
Bruno Oliveira
 

O HOMEM DAS DORES


PERANTE DEUS MEDROU, POBRE REBENTO

EM SOLO SÁFARO DEITOU RAÍZES.

HOMEM DAS DORES ENTRE OS INFELIZES,

NADA EVITOU DO HUMANO SOFRIMENTO

NÃO RECUSOU AS MÁGOAS E O TORMENTO

DA NOSSA CONDIÇÃO, COM NOSSAS CRISES

PAGANDO NOSSOS CRIMES E DESLIZES

AO PREÇO DO SUPLÍCIO MAIS CRUENTO!

DA FRONTE ESCORREM SANGUE E SUOR EM BAGAS,

CURANDO NOSSO MAL COM SUAS CHAGAS,

CICATRIZANDO EM NÓS CADA FERIDA….

LEVADO AO MATADOURO, SOFRE TUDO

SEM RECLAMAR, COMO UM CORDEIRO MUDO,

POIS DE SUA MORTE É QUE NOS VEM A VIDA.

O “crente” que foi pro céu


O “crente” que foi pro céu (cordel)

 

“Tem um “crente” aqui no céu!!!”
E a confusão se deu,
todos perguntavam: “Onde???”
O alerta se ascendeu,
a milícia foi chamada
pra ver onde se escondeu.

 

Logo o Anjo Gabriel,
deu a ordem de prisão,
e a busca e captura
foi em toda direção,
a primeira testemunha
deu-lhes esta descrição:

 

“Ele era baixo e gordo,
tinha um paletó lascado”.
Logo o anjo desenhista
fez um retrato falado,
e no céu distribuiu
com a cara do safado.

 

E os anjos comentavam,
fazendo especulação:
“será o  Edir Macedo?
Ou a bispa Sônia, então?
Ou R.R. Soares,
com a sua enganação?”
Era grande o comentário
no meio da multidão.

 

Disse o apóstolo Paulo:
“aqui não pode entrar
os que são de divisão,
é bom deles se afastar,
esses não servem a Cristo,
existem pra dispersar”. …………………..(Rm 16,17-18)

 

Pedro disse: ”esses indoutos
de Escrituras na mão
pegam os pontos difíceis
fazem deles confusão
distorcendo as Escrituras
pra a própria perdição.” ———(2 Pd 3,16) Continue lendo »

Céu, pecado, psicopata… Frei Rojão!


 Fonte: http://freirojao.blogspot.com/2010/07/o-reino-dos-ceus-tomado-por-psicopatas.html

Frei, estou lendo umas coisas aqui sobre os psicopatas, serial killers, crimes cometidos por essas pessoas e a psicopatia em geral. Gostaria de saber se essas pessoas que são acometidas dessa ‘doença’ terão seu lugar no céu, já que se tratam de psicopatas. se eu cometo um crime eu logo me arrependerei por motivos morais e cristãos. já os psicopatas não vivem isso pq eles não tem emoções. Como se explica isso na ótica católica.

Frei Rojão responde:

Nunca viu o Auto da Compadecida? O chefe cangaceiro entrou no céu a despeito de matar quase toda a cidade, ele era louco mas só Deus sabia.

Para ser pecado deve haver pleno consentimento. Sendo assim, pessoas que cometem ilícitos por grave compulsão alheia a sua vontade não tem culpa, portanto não tem pecado.

Isso difere da negligência. Pessoas podem cometer ilícitos por negligência, mas a culpa recai na negligência. Alguém que sabe ter um sério distúrbio e que não se trata – podendo o fazer, e tendo consciência de que pode o fazer – torna-se culpada. Da mesma maneira um motorista é culpado por dirigir embriagado. Ninguém em sã consciência deseja causar um acidente embriagado, mas ao dirigir bêbado assume-se este risco, se se conhece o risco. Em hipótese, alguém que assume um risco que não conhece e provoca o mal não peca. Por exemplo, alguém que liga inadvertidamente uma chave elétrica e eletrocuta alguém, mas sem a menor noção que era um contato elétrico. Cabe perguntar: “Estava conhecedor dos efeitos?”. Se não, não é pecado.

Eis a diferença teológica entre o doloso e culposo. Todo pecado é doloso por definição.

Assim se aplica aos pecados contra a castidade feito por efeito de álcool – também matéria grave. Ainda que o álcool reduza a capacidade de julgamento, embriagar-se em situação perigosa para a virtude é praticamente permitir o pecado. Antes do primeiro gole havia pleno consentimento na possibilidade que isto ocorresse. E convenhamos: nem álcool, nem nenhuma droga tira totalmente o livre-arbítrio. Exceção feita se você ganha um boa-noite cinderela e é violentada dormindo ou narcotizada. Neste caso, não havia vontade de nada ilícito, nem vontade de ter um facilitador comportamental de ilícitos.

A regra é: “Acordado em sã consciência, você faria?”. Se sim é pecado. Se não, não. Exemplo: Anestesias. As vezes voltamos muito esquisitos da anestesia. Imagine alguém vontando da sala cirúrgica e não dizendo ainda coisa com coisa começa a balançar o dito para as enfermeiras de sua maca. Risível em alguém semi-anestesiado, depravado em uma pessoa em sã consciência. A regra da ausência de consciência plena mitiga e até anula arroubos noturnos causados por sonhos mais picantes – que acontecem naturalmente sem culpa própria (supondo uma pessoa que não os alimentou com pornografia ou pensamentos sujos). Mas isto é controverso. Já me jogaram a pecha de laxista na cara, a despeito do catecismo comentar a mesma coisa em linguagem desidratada.

A indução ao pecado recai na mesma regra. Alguém plenamente desconhecedor dos códigos morais não peca por induzir alguém ao pecado. Por analogia, excusa-se aqueles que não são católicos mas nunca tiveram o mínimo contato para conhecer a fé. Este tema é extenso demais.

Ao contrário, pode-se argumentar na “Lei Natural”, todos conhecem códigos mínimos da Lei Natural, e extrair a culpa pela violação delal. Exemplo básico de Lei Natural? Homem com mulher, masculino se une ao feminino. Que não me venham dizendo que isso não está impresso no mais básico do ser humano, ou dos animais, ou mesmo dos vegetais? Há uma resistência da Lei Natural ao comportamente homossexual.

Observe que as hipóteses “puras” de não-pecado e pecado não existem na vida real. Sempre estamos em condições cinzas, entre a falta de culpa e a culpa total. Como pecado sempre é intenção e consciência, apenas Deus tem autoridade para julgar os pecados, porque vê plenamente os efeitos que culminaram na falta. Os homens podem – com sua justiça humana – apenas buscar uma reparação provisória. A nós cabe um santo “egoísmo” de só cuidarmos de nossas intenções e nossos pecados. E os pecados dos outros? Quem não tiver pecados, que atire a primeira pedra!.

Ao final, respondi e não respondi sua pergunta. Um psicopata “puro”, totalmente descontrolado, não peca. Mas quem pode entrar em sua mente para julgar que em momento algum ele não se deu conta de sau doença ou não pôde resistir à compulsão? E não nos deixeis cair em tentação… Santa Maria, mãe de Deus, rogai por nós, os pecadores!

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Espiritismo e os seus erros


A Sagrada Escritura condena a reencarnação e qualquer forma de espiritismo.


 

Fonte: http://www.lepanto.com.br/dados/ApEspiritas.html  

A Sagrada Escritura nega a Reencarnação  

A morte é uma conseqüência do Pecado Original. Quem nos traz a vida, novamente, é Nosso Senhor Jesus Cristo, através da Redenção. 

Não há segunda chance, como está em S. Paulo: “Está decretado que o homem morra uma só vez, e depois disto é o julgamento” (Hb 9, 27). “Assim o homem, quando dormir, não ressuscitará, até que o céu seja consumido, não despertará, nem se levantará de seu sono” ( Jó, XIV,12). 

A doutrina espírita, com o seu reencarnacionismo, defende que o homem é o seu próprio salvador. Cada um se “auto-salva” através da iluminação progressiva. Portanto, há uma negação da Redenção de Nosso Senhor Jesus Cristo. 

A tese de que S. João Batista é Elias reencarnado, como eles defendem, não procede, visto que S. João respondeu peremptoriamente a uma comissão de judeus que o interrogavam a respeito: “Não sou Elias” (Jo.1 , 21)  

Depois, na própria Transfiguração do Tabor, apareceram Elias e Moisés. Ora, pela tese espírita, o espírito toma a forma do último corpo que habitou. Como S. João já havia morrido, não seria possível ele aparecer como Elias… 

As palavras de Nosso Senhor só podem ser entendidas no sentido que a Igreja ensina, ou seja, que S. João Batista era como um outro Elias. Se assim não for, a Bíblia estaria em contradição e a própria tese espírita-cristã ficaria sem fundamento. 

A morte é, pois, uma conseqüência do pecado e um castigo sobre os homens, que precisam da graça que nos vem através da Redenção. 

Onde está escrito que a Ressurreição será em nosso mesmo corpo?  

A Ressurreição da carne é um dogma católico constante no Credo. Base da Fé católica. 

Na Sagrada Escritura, são inúmeros os trechos que afirmam, explicitamente, a ressurreição de nossa mesma carne. 

Jó, no meio de seus sofrimentos (com sua carne já corrompida pela lepra), consolava-se com a lembrança da sua futura ressurreição (Jó, 19, 35), os irmãos Macabeus também (II Mac. VII, 2). Marta também disse a Nosso Senhor: “Sei que meu irmão há de ressurgir na ressurreição que haverá no último dia” (S. Jo. 11, 24). 

Não apenas os santos ressuscitarão, mas também os réprobos, como se lê em S. João (5, 28), S. Mateus (25, 31). 

Além disso, a ressurreição de todos os homens será instantânea e universal (1 Cor. 15, 62). 

Nosso Senhor Jesus Cristo declarou muitas vezes que ressuscitaria os mortos: “Virá uma hora em que todos os que se acham nos sepulcros ouvirão a voz do Filho de Deus; e os que obraram bem, sairão para a ressurreição da vida; mas os que obraram mal, sairão para a ressuscitados para a condenação” (S. Jo. 5, 28). E: “O que come a minha carne e bebe o meu sangue, tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia” (S. Jo. 6, 55). 

Cristo provou, diversas vezes, que tem o poder de ressuscitar os mortos e nos disse: “Eu sou a ressurreição e a vida” (Jo. 11, 25).  Ao mesmo tempo, se só a alma fosse punida ou recompensada, a retribuição aos méritos dos homens não seria perfeita. Diz Tertuliano: “porque muito boas obras, como o jejum, a castidade, o martírio, não podem ser realizadas senão por meio do corpo, é pois justo que ele participe da felicidade da alma“. 

Quando, diz Teodoreto, se levanta uma estátua a um general vitorioso, gosta-se de o representar com a armadura que usava no combate; e a alma não deveria ser glorificada no corpo em que venceu o seu inimigo?” “A retribuição é, pois, a razão última da ressurreição” (Tert).  Depois, Cristo quis salvar o homem todo, em corpo e alma; se, portanto, pelo seu sacrifício só tivesse salvado a alma, sem o corpo, a redenção seria incompleta (Tert.); o demônio, na sua obra de destruição, teria sido mais poderoso que Cristo na sua obra de restauração; isto é impossível: o triunfo de Cristo foi completo. “Por um só homem entrou a morte no mundo, e por um só homem a ressurreição” (1 Cor. 15, 2). (apud. Francisco Spirago “Catecismo Popular”) 

Podemos transcrever citações múltiplas na mesma linha, o que não deixa margem à dúvidas em relação à ressurreição da carne: “Este [corpo] corruptível revestirá a incorruptibilidade e este [corpo] mortal, a imortalidade” (1 Cor. 15, 52). 

Nós teremos, portanto, os mesmos corpos e não outros novos, a fim de que um receba o que é devido às boas ou más ações que houver praticado enquanto andava revestido do seu corpo” (2 Cor. 5, 10). 

Filosoficamente, explica Santo Tomás de Aquino: “Ainda que dentro de 10 ou 12 anos todas as moléculas materiais do nosso corpo hão de estar mudadas, o nosso corpo conserva-se idêntico a si próprio, porque o princípio, a substância são os mesmos; assim os corpos ressuscitados conservarão a sua identidade, ainda quando todas as moléculas materiais lhes não fossem restituídas” (Santo Tomás de Aquino). 

A comunicação com os mortos é real ou ilusória  

Existe a possibilidade de almas que estão no purgatório pedirem orações pelos vivos. 

Todavia, a comunicação com os mortos nunca pode ser provocada: “Não se ache no meio de ti quem pratique a adivinhação, o sortilégio, a magia, o espiritismo, a evocação dos mortos: porque todo homem que fizer tais coisas constitui uma abominação para o Senhor” (Dt 18, 9-14) 

As diversas condenações ao espiritismo na Sagrada Escritura  

Se uma pessoa recorrer aos espíritos, adivinhos, para andar atrás deles, voltarei minha face contra essa pessoa e a exterminarei do meio do meu povo“. “Qualquer mulher ou homem que evocar espíritos, será punido de morte” (Lev 20, 6 – 27). 

Em Isaias, vemos que é do espiritismo que se trata, quando Deus fala de feitiçaria, adivinho, etc… pois no cap. 8, 19, se lê a queixa de Deus “Acaso não consultará o povo o seu Deus? Há de ir falar com os mortos acerca dos vivos”? Em Jeremias lemos: “Não vos seduzam os vossos profetas, nem os vossos adivinhos… eu não os enviei” (19, 8,9). No Levítico (20, 27), Deus ordena a pena de morte de apedrejamento contra os pitões e adivinhos, que seriam – e eram de verdade – como os médiuns e esoteristas de hoje (vê-se isso especialmente em Isaías 47, 13). 

No Deuteronômio (13, 1 a 5) se encontram passagens bem sugestivas de como Deus se ira contra os que forjam religiões falsas: “Quando profeta ou sonhador de sonhos se levantar no meio de ti e te der um sinal ou prodígio e suceder tal sinal ou prodígio… não ouvirás as palavras de tal profeta e sonhador, porquanto o Sr. vosso Deus vos prova se amais o Senhor vosso Deus… E aquele profeta sonhador de sonhos morrerá, pois falou rebeldia contra o Senhor vosso Deus.” 

A quem consultar? À Deus ou aos espíritos?  

Além disso, temos o fato de que esses espíritos entram em contradição entre si (Ver “O Livro dos Espíritos” cap. V, no. 222, p. 139, do próprio Alan Kardec). Mesmo em relação à reencarnação, os espíritos divergem em seus pronunciamentos (“Livro dos Médiuns” C. 27, No. 8, p. 338). 

A Igreja católica considera que esses espíritos podem ser demônios (como descreve a Sagrada Escritura) ou simples manifestações subjetivas dos envolvidos (como descreve a psicologia). 

Como explicar o sofrimento na visão católica  

Sobre o sofrimento, o que ocorre é que a mentalidade do século XX é muito influenciada por uma visão de “gozo da vida”. Nosso Senhor, que não tinha nenhum pecado, sofreu por todos nós. Santa Terezinha do Menino Jesus, quando descobriu sua doença (tuberculose), ficou muito feliz por poder sofrer em união à Cristo. 

Ensina S. Paulo: “Agora eu me regozijo nos meus sofrimentos por vós, e completo, na minha carne, o que falta das tribulações de Cristo” (Colossenses 1, 24). 

Nosso Senhor também disse: “quem quiser vir após mim, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me“. 

Ora, a vida do católico (e de toda a criatura), neste terra, é um “vale de lágrimas”. 

O sofrimento é um sinal de benção de Deus, que ama seus filhos e os ajuda e chegarem até Ele. Quando você conhecer alguém que não tenha sofrimento, desconfie. Ele pode estar recebendo nessa terra o pagamento pelo que já fez de bom, pois não receberá na eternidade… O homem justo expia os seus pecados e os dos outros, como Cristo expiou por nós na Redenção. 

Existe um livro muito interessante, chamado “carta do Além”, que não tem nada de espírita. Trata-se de um sonho de uma freira. Nesse sonho, essa freira recebe uma carta de uma antiga amiga, que havia sido condenada ao inferno. Depois de ler a carta, ela transcreve em um papel. Nesse documento, a amiga diz, claramente, que Deus já tinha dado à ela, durante a sua vida, tudo o que lhe era de “direito”, por cada ato bom que, em algum momento de sua vida, ela havia feito. 

Voltando ao sofrimento, hoje é pouco conhecido o motivo que leva o Padre, durante o ofertório, a acrescentar uma gota de água ao vinho que será transformado no Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo. Essa gota de água é o nosso sofrimento, de cada homem, que é unido ao sofrimento de Cristo, segundo nos ensina S. Paulo, como já visto:”Agora eu me regozijo nos meus sofrimentos por vós, e completo, na minha carne, o que falta das tribulações de Cristo” (Colossenses 1, 24). 

Quanto mais uma pessoa pode sofrer pelos outros (e por si), tanto mais ela se aproxima de Deus por seus méritos e pela assistência de que necessita. 

Pode-se observar que, normalmente, quanto mais sofrida é a pessoa, tanto mais ela tem Fé em Deus. O sofrimento aproxima o homem de seu criador, assim como uma criança procura seu pai quando não consegue resolver por si mesma algum problema. 

Portanto, não devemos nos assustar com pessoas que sofrem mais do que outras. Elas foram chamadas a uma vocação específica e muito grande. Elas compram graças para os outros e intercedem, com seus sofrimentos, junto ao trono de Deus. 

Temos o caso de Jó, na Sagrada Escritura. 

Como Jó era fiel, o demônio dizia que a fidelidade dele advinha do fato de que ele tinha riquezas. Deus, então, permitiu que o demônio retirasse a riqueza de seu servo Jó. E assim foi. Jó ficou pobre e, na sua pobreza, bendizia ao Senhor seu Deus: “Deus me deu, Deus me tirou, louvado seja o santo nome de Deus”. O demônio, ainda não satisfeito, afirmou que ele era fiel apenas por que tinha uma família muito boa e com muitos filhos. Novamente, Deus permitiu que o demônio atentasse contra a família de Jó. Morreram os seus filhos, ficou apenas a sua mulher. Esta, para provocar a Jó, dizia que ele deveria maldizer a Deus. Jó, porém, repetia: “Deus me deu, Deus me tirou, louvado seja o santo nome de Deus!”. O demônio continuava insatisfeito e lançou sua última carta: retirou a saúde do grande homem que os séculos cantam e glorificam em sua paciência. Jó, conta a Sagrada Escritura, ficou com a pior doença da época: a lepra. No monte de sua desgraça, Jó repetia: “Deus me deu, Deus me tirou, louvado seja o santo nome de Deus!”. Depois de tantas provas de fidelidade, Deus restituiu a saúde, a família e o dinheiro a Jó. 

Esse é o amor filial, o amor de reverência, o amor de adoração que se deve à Deus. Jó é um dos maiores homens do Antigo Testamento! Ele foi grande por quê? Porque soube amar a Deus no seu sofrimento. Soube se entregar por inteiro ao seu criador, de quem recebeu tudo sem nenhum mérito. Agora, ele retribuía com um pouco o muito que recebera: a sua existência. 

Deus nos convida à tomarmos a nossa “Cruz” e a “seguí-lo”. 

O Demônio é o pai da gnose, fundamento do Espiritismo.  

O demônio é o pai do espiritismo. Ele não é um “estado de espírito”, mas o autor da religião gnóstica (fundamento do espiritismo). Foi dele o primeiro brado igualitário do mundo: “Não servirei!“. Foi com a mesma falácia que ele tentou Eva: “Se comeres desse fruto, sereis iguais a deus“. A gnose preceitua exatamente a igualdade dos homens com Deus, tanto em seu fundamente filosófico, como em sua doutrina da reencarnação e da iluminação evolucionista. 

Na Sagrada Escritura fica claro que o demônio é um ser criado, que se revoltou (através do seu livre-arbítrio) contra o seu criador. 

Tanto anjos como demônios podem interferir na vida dos homens, assim como podem se manifestar com vozes e se materializar em corpos (ou possuí-los). 

Para maiores detalhes, ver o fundamento da Nova Era no seguinte endereço: http://www.angelfire.com/id/Viotti

A Comunhão sacrílega


De modo que qualquer que comer do pão, ou beber do cálice do Senhor indignamente, será culpado do corpo e do sangue do Senhor. Examine-se, pois, o homem a si mesmo, e assim coma do pão e beba do cálice. Porque quem come e bebe, come e bebe para sua própria condenação, se não discernir o corpo do Senhor. Por causa disto há entre vós muitos fracos e enfermos, e muitos que dormem.(1 Cor 11, 27-30)
 
Santo António Maria Claret
Santo António Maria Claret
Não há praticamente nenhum crime que mais ofende a Deus que a comunhão sacrílega. Os Santos Padres o demonstram em palavras e exemplos extraordinários. O comungante em pecado mortal comete um crime maior que Herodes, diz Santo Agostinho, mais assustador do que Judas, diz São João Crisóstomo, mais terrível do que o cometido pelos judeus, crucificando o Salvador, dizem outros santos.E a tudo isso, acrescenta São Paulo, será réu do Corpo e Sangue de Cristo, que diz a Glosa: a ser punido como se, com as suas mãos, tivesse morto o Filho de Deus.
A comunhão sacrílega é um crime tão grande que Deus não espera para o punir no inferno. Ele já começa neste mundo a indignar-se com tamanho crime, permitindo a doença e a morte. No tempo dos Apóstolos, segundo São Paulo, muitos dos males de alguns derivaram de comunhões sacrílegas, sofrendo ferimentos muito graves e outros morreram. São Cipriano refere que alguns de seu tempo, não sendo dignos de receber a Sagrada Comunhão, depararam-se com uma dor intolerável nas entranhas e às portas da morte. São João Crisóstomo conhecia muitos possuídos por demónios por causa deste crime. O Papa São Gregório assegura que, em Roma, houve grandes estragos devido à peste que apareceu, por se terem continuado as diversões imorais e os espectáculos de impurezas após a Comunhão pascal.
Lemos na vida de um monge de São Bernardo se atreveu a comungar em pecado mortal. Algo terrível! Logo que o Santo lhe deu a Sagrada Hóstia, rebentou como Judas e como ele foi condenado eternamente.
Segundo o famoso P. Arbiol, havia uma senhora que, num evento solene foi à confissão e o confessor, a encontrando numa ocasião próxima de pecado, ele disse que não poderia absolver a menos que primeiro se afastasse da ocasião, e disse-lhe ainda que naquele dia não podia receber a Sagrada Comunhão. Mas ela quis receber o Corpo de Jesus, independentemente do que o confessor lhe tinha dito, e imediatamente tomou a Hóstia Sagrada na garganta, engasgada, caindo morta na mesma igreja, na presença de muitas pessoas.
Um grande número de casos desta natureza poderia referir-se não só antigo mas igualmente à idade moderna, mas isso não acontece muito, porque, creio eu, que os bons, com santo temor, se retraem de frequentar os Santos Sacramentos e Jesus, pelo amor que nos tem para o nosso bem, obviamente prefere deixar impune o sacrilégio e receber os bons muitas vezes, estes que não se atrevem a tomá-lo, assustados com a punição dos pecadores.
Mas se a estes últimos pecadores não os pune de forma visível, já o está a fazer invisivelmente: com a cegueira de entendimento, dureza de coração, do seu abandono neste mundo, e em seguida, no outro, com o castigo eterno do Inferno. Encomendemo-nos à Santíssima Virgem Maria, para que alcancemos a ajuda que precisamos para receber com frequência e dignamente os Sacramentos.
E para que conheçamos o quanto convém receber dignamente os Sacramentos e os diferentes efeitos causados por eles, um outro caso que li na vida dos Santos Padres:
Houve um Bispo muito virtuoso, que, tendo sido avisado duas pessoas que viviam de maneira ilegal aos olhos de Deus, suplicou ao Senhor que se dignasse a manifestar o pecado na consciência de cada um deles. Deus ouviu suas preces, e um dia depois de ter distribuído a Sagrada Comunhão a uma grande multidão, viu que cada um tinha seu rosto negro como o carvão, outros olhos brilhantes, e outros muito elegantes, vestidos de branco. O bom bispo repetiu a súplica, para que Deus lhe manifestasse aquele mistério. Naquele instante, apareceu um anjo, e disse: “Fica sabendo que os que têm a cara preta são impuros e desonestos, os olhos brilham outros são avarentos, usurários e vingativos, e aqueles que parecem tão bonitos, vestidos brancos são aqueles que estão adornados de graça e de virtudes.” Aproximaram-se então as duas pessoas acusadas de viverem em pecado e o Bispo também as viu bonitas e resplandecentes. O santo bispo pensou que fora enganado, mas o Anjo disse-lhe que de facto era verdade o que se dizia deles, mas tendo-se afastado do pecado e fazendo uma boa confissão, eles foram perdoados de todos os seus pecados.
Portanto irmão, amado em Jesus Cristo, eu imploro e peço para não receberes a Sagrada Comunhão em pecado mortal, mas não te preocupes se te encontras nesse tão miserável estado. Confessa-telogo que possas, exercita e pratica fervorosamente muitos actos de humildade, confiança e de amor a Deus e,com esta disposição, colherás grandes frutos celestiais que nos são dados na Sagrada Eucaristia, para aqueles que A recebem dignamente.
Os frutos principais da Sagrada Comunhão dignamente recebida:
1.º Aumenta a graça.
2.º Dá luz à alma para distinguir o bem do mal, para segui-lo e evitá-lo, respectivamente.
3.º Aviva fé e esperança.
4.º Estimula a caridade.
5.º Modera a raiva e outras paixões, preservando-nos do pecado.
6.º Estamos unidos com Jesus Cristo.
7.º Dá – nos dá um espírito manso.
8.º Repele os demónios, para que não nos tentem tantas vezes.
9.º Acalma o remorso da consciência.
10.º Dá-nos uma grande confiança em Deus, na hora da morte.
11.º Dá força e alimenta a alma.
12.º Finalmente, dá-nos uma ajuda especial para perseverar no bem e chegar à glória eterna, sendo penhor de salvação.
Fonte: Blog A Saúde da Alma

A televisão me deixou burro, muito burro demais…


Um amigo meu, ao ler uma reportagem que afirmava que na Itália, segundo recente pesquisa, uma criança em cada três trocaria seu pai ou sua mãe por um apresentador de TV, comentou que acabou tirando a TV de casa, para evitar sua má influência.

Dei-lhe meus parabéns; afinal, eu também não tenho um palquinho para o capeta falar absurdos na minha sala.

Outro dia eu estava na casa de uma amiga, e comentei isso com ela. Ela, com a TV ligada permanentemente, disse que não era bem assim, que era só trocar de canal…

Por acaso (ou mais exatamente pela Providência, já que não há coincidência…), neste exato momento olhei para a tela da sua TV e havia um grupo de rapazes estuprando uma moça. Disse eu então: “Olha só, eles estão estuprando a moça dentro da sala da senhora. O que a senhora vai fazer a respeito?”…

A televisão é um problema em si; afinal a sua forma de atuar impede, ou pelo menos dificulta extremamente, o raciocínio. É muito difícil pensar e ver TV ao mesmo tempo.

Com isso, a pessoa que vê TV está um pouco com em uma daquelas câmaras de privação sensorial que agora voltaram à moda. A diferença é que na câmara de privação sensorial a pessoa não tem nenhum estímulo externo, o que faz com que ela passe a ter alucinações, enquanto na TV o nosso juízo consciente do que é exibido é suspenso e a informação entra e fica gravada em nosso subconsciente, sem que tenha sido julgada.

O resultado daí vemos todos os dias: coisas que nunca seriam aceitas normalmente agora o são, apenas por terem sido vistas um grande número de vezes na TV.

Um exemplo disso é a obscenidade da dança da garrafa. Se há alguns anos um candidato a cargo eleitoral exibisse meninas de cinco anos de idade seminuas rebolando para introduzir uma garrafa em suas partes pudendas, ele seria linchado em praça pública.

Mas exatamente isso aconteceu em minha cidade, e o sujeito foi eleito. Qual a razão? Uma súbita queda no padrão moral?

Não. As pessoas, ao ver aquele absurdo, reconheciam aquilo que havia sido visto muitas vezes na telinha, e seu cérebro não registrava nenhum sinal de alarme. Ao ver a barbárie cometida, eles simplesmente pensavam “Ah, já vi isso no Faustão”.

A TV é simplesmente uma máquina de hipnotizar! No livro “Admirável Mundo Novo” (quem não leu, leia!), o autor descreveu um sistema pelo qual as crianças e adultos eram constantemente hipnotizados; eles ouviam incessantemente gravações com frases-feitas, que acabavam se marcando em seu espírito ao serem ouvidas durante o sono.

Mas isso traz um problema: como mudar as frases? Se a pessoa ouve sempre aquela frase, como fazer para que creia que aquela não é mais válida e deve ser substituída por outra? Afinal, a transitoriedade é própria da mentira, e tal necessidade é constante.

A solução não foi inventada em um romance, ela está presente: a TV hipnotiza as pessoas de um modo que permite (na verdade até incentiva) a mudança da mensagem.

Poderíamos então perguntar: será que não seria melhor fazer uma TV que apresentasse uma mensagem positiva?

A resposta é um claro “não”. Pelas próprias limitações do meio (som de pouca amplitude, imagem de baixa resolução, falta de concentração do espectador, etc.), é praticamente impossível tratar de amor ou ternura na TV. Por outro lado, a ira e o ódio são facilmente expressos, bem como a vaidade, o orgulho, a luxúria, a preguiça, a cobiça…

Vejamos as razões disso:

1 – A própria natureza do meio (TV), requer uma simplificação do discurso, que passa a ser construído sobre o visual (mais exatamente sobre o sensório, já que o som também influi) e não mais sobre o lógico. Com isso há uma “in-formação”, no sentido latino da palavra: a TV dá forma àquilo que transmite e ao receptor. É por isso que as pessoas raramente pensam “vou assistir a tal e tal coisa”, mas sim “vou assistir TV”. O meio é a mensagem.

2 – Como qualquer fenômeno hipnótico, a sua repetição constante favorece o seu efeito. Assim, ver um documentário uma vez por semana ou mês não o deixará tão hipnotizado quanto deixar a TV ligada o tempo todo.

É por isso que aqueles que não assistem TV cotidianamente têm normalmente uma reação muito diferente da que têm os que a assistem cotidianamente à presença de uma TV ligada. Em uma sala de espera ou restaurante, por exemplo, a TV passa “despercebida” (conscientemente) pela maior parte dos presentes, que por serem viciados desligam imediatamente o seu juízo crítico ao ouvir o característico som da TV.

Aqueles que não são viciados, contudo, se sentem frequentemente incomodados pela presença da TV. Ela chama mais a sua atenção, pois o seu juízo crítico não foi desligado.

Para que a TV seja suportável, é necessário que a cada vez que o nosso cérebro esteja “acostumado” ao que se está passando, aconteça algo que dê ao cérebro a impressão de que algo mudou; se isso não acontecesse, entraria em ação o nosso senso crítico, e desligaríamos a TV.

Isto é feito através dos chamados “eventos técnicos”, como as alterações de câmera, zoom, mudanças de volume, etc. É por isso que os vídeos caseiros são insuportáveis: não há nenhum tipo de interrupção, o que faz com que o cérebro não receba esta “tapeação”, e passe a ponderar as coisas exibidas.

Exatamente o contrário ocorre na publicidade. É só ver a diferença de tempo entre um acontecimento técnico na publicidade (pode ser até mais de uma vez por segundo!) e em um filme ou noticiário. Mesmo no noticiário sempre acaba sendo necessário usar zoom, troca de locutor, etc.

Ou seja: mesmo que a programação da TV seja boa (EWTN, Rede Vida, etc.), nunca devemos deixar a TV ligada ou assistir todos os dias; isso nos torna mais vulneráveis à sua ação, e a TV na sala de espera do dentista vai ser capaz de entrar na cabeça da gente sem pedir licença.

3 – A programação da TV, a não ser que haja um controle muito forte (o que hoje em dia é anátema), só tende a piorar e tornar-se mais e mais escandalosa e abusiva. É da natureza do meio.

A TV francesa era uma TV de alto nível; quando foi privatizada, começou a sua decadência, já que apenas o IFOP – ibope de lá – passou a ditar o que deve ser exibido. Hoje não há mais os programas de literatura que havia, mas em compensação está cheio de apresentadores de auditório e sexo explícito. Foi só deixar o controle nas mãos do mercado, que dançou tudo.

Se a TV tivesse, entretanto um controle forte para evitar este tipo de coisa, como ocorria na França antes da privatização das emissoras, talvez ela não tivesse efeitos imediatos tão maléficos. Infelizmente isso só aconteceria se o Estado fizesse uma censura forte e eficaz, o que dificilmente seria feito hoje, quando a contestação é considerada uma virtude.

Como a própria natureza do meio televisivo impede que seja feito um juízo crítico daquilo que é assistido, a única maneira de fazer com que os viciados continuem a se interessar (e o ibope aumente) é apresentar os incentivos ao pecado, desculpem, as “atrações”, de maneira cada vez mais crua e selvagem. Só assim as consciências embotadas e anestesiadas pela TV podem prestar alguma atenção. E dá-lhe de ver gente comendo sushi sobre mulheres nuas (o que se for repetido o suficiente acabará por ser considerado uma modalidade aceitável da gastronomia…), concursos de maior ou mais belo traseiro, crianças órfãs e aleijadas sendo espezinhadas, humilhações de pessoas comuns, etc.

Para que a pessoa tenha capacidade de resistir ao hipnotismo televisivo, ela deve ter desenvolvido o seu raciocínio lógico (linear…) e seu senso crítico. Ora, isso só pode ser feito sem TV, pois a sua hipnose é mais forte que a lógica da maior parte das pessoas, vitimada exatamente pelo pensamento cubista que a TV infunde. – A visão cubista da realidade é uma noção desenvolvida pelo teórico da comunicação Marshall McLuhan; segundo ele, a televisão, por não apresentar de maneira sequencial o acontecimento, transmitindo apenas partes fragmentadas e desconexas dele, proporciona uma visão da realidade que ele chama de cubista, em analogia à arte cubista, em que o nariz é visto de lado, a boca de frente, a orelha de cima…

Os efeitos deste vício – posto que a TV vicia, e muito! – são extremamente perniciosos. Ela é, como a cachaça, uma forma de não pensar. A diferença é que a droga chamada TV não apenas embota o raciocínio como as outras, mas também insere diretamente ao subconsciente mensagens totalmente contrárias à própria Lei Natural. Seus efeitos, portanto, são muito graves, na medida em que em geral assistir TV é um vício comum a toda a família.

Famílias inteiras não mais conversam, apenas ouvem o capeta falando em sua sala. As crianças constantemente expostas à TV não desenvolvem ou desenvolvem de maneira atrofiada o raciocínio lógico, o que é causado pela própria visão cubista da realidade que é inerente à TV.

Vejo isso claramente nos meus alunos de escola, que são em sua imensa maioria incapazes de formular uma frase longa e coerente. Eles falam aos arrancos: “Sabe, ele, o cara, ele foi, no mercado não, ele foi lá, é, na padaria que ele foi, que a mãe dele, sabe, a mãe dele que queria ir lá, e ele foi no lugar dela”. Na verdade eles não expressam idéias, apenas concordam com o que lhes é apresentado. O que escrevem é mais ou menos a mesma coisa, só que com uma profusão de palavras cujo significado eles não conhecem bem; afinal, como eles não lêem, consideram que a característica essencial do texto escrito é a presença de palavras “esquisitas”.

Quando eu tinha cinco anos de idade a minha mãe, que Deus a tenha em Sua santa glória, jogou fora a TV. Até hoje sou-lhe agradecido por isso. Minha avó me deu uma TV de presente quando eu cheguei à adolescência. Um dia eu me dei conta de que a TV estava ligada no Bozo havia mais de meia hora! No mesmo dia a troquei por uma garrafa de mergulho, e foi um dos melhores negócios que já fiz.

Depois disso já tive TVs sem antena, ligadas ao videocassete. Pelo menos assim posso exercer um controle maior sobre o que entra em minha casa. Hoje não tenho nem um nem outro. Afinal, estou morando em uma região onde a TV pega bem mesmo sem antena, e eu tenho crianças em casa. TV e criança na mesma casa não são uma combinação saudável (aliás, nem TV, nem cocaína, nem nenhuma outra droga perigosa).

Autor: Carlos Ramalhete – Livre cópia e difusão do texto em sua íntegra com menção do autor.

A anticoncepção em perguntas e respostas


1. Para que serve a união sexual?

Para exprimir o amor entre os cônjuges e para transmitir a vida humana.

2. Toda relação sexual tem que gerar filhos?

Não necessariamente. Mas ela deve estar sempre aberta à procriação. Senão ela deixa de ser um ato de amor para ser um ato de egoísmo a dois.

3. Uma mulher depois da menopausa não pode mais ter filhos. Ela pode continuar a ter relações sexuais com seu marido?

Pode. Pois não foi ela quem pôs obstáculos à procriação. Foi a própria natureza que a tornou infecunda.

4. Um homem que tenha o sêmen estéril não pode ter filhos. Mesmo assim ele pode ter relação sexual com sua esposa?

Pode. Pois não foi ele quem pôs obstáculos à procriação. Foi a própria natureza que o tornou infecundo.

5. E se o homem ou a mulher decidem por vontade própria impedir que a relação sexual produza filhos?

Neste caso eles estarão pecando contra a natureza. Pois é antinatural separar a união da procriação.

6. Quais são os meios usados para separar a união da procriação?

Há vários meios todos eles pecaminosos:

a) o onanismo ou coito interrompido: consiste em interromper a relação sexual antes da ejaculação (ver Gn 38,6-10)

b) os métodos de barreira, como o preservativo masculino (condom ou “camisinha de Vênus”), o diafragma e o preservativo feminino.

c) as pílulas e injeções anticoncepcionais, que são substâncias tomadas pela mulher para impedir a ovulação.

7. Como é que a pílula anticoncepcional funciona?

A pílula anticoncepcional é um conjunto de dois hormônios – o estrógeno e a progesterona – que a mulher toma para enganar a hipófise (uma glândula situada dentro do crânio) e impedir que ela produza o hormônio FSH, que faz amadurecer um óvulo. A mulher que toma pílula deixa de ovular, pois a hipófise está sempre recebendo a mensagem falsa de que ela está grávida.

8. A pílula é um remédio para não ter filhos?

Você não chamaria de remédio a um comprimido que alguém tomasse para fazer o coração parar de bater ou para fazer o pulmão deixar de respirar. O que a pílula faz é que o ovário (que está funcionando bem) deixe de funcionar.

Logo ela não é um remédio, mas um veneno.

9. Quais são os efeitos desse veneno?

Além de fechar o ato sexual a uma nova vida, a pílula – conforme estudos realizados – expõe a mulher a graves conseqüências para a sua saúde. Eis algumas delas:

   – ·         doenças circulatórias: varizes, tromboses cerebrais e pulmonares, tromboflebites, trombose da veia hepática, enfarto do miocárdio;

   – ·         aumento da pressão arterial;

   – ·         tumores no fígado;

   – ·         câncer de mama;

   – ·         problemas psicológicos, como depressão e frigidez;

   – ·         obesidade;

   – ·         manchas de pele;

   – ·         cefaléias (dores de cabeça);

   – ·         certos distúrbios de visão;

   – ·         aparecimento de caracteres secundários masculinos;

   – ·         envelhecimento precoce.

 (Cf. GASPAR, Maria do Carmo; GÓES, Arion Manente. Amor conjugal e paternidade responsável. 2. ed. Vargem Grande Paulista: Cidade Nova, 1984, p. 50-51.)

10. É verdade que as pílulas de hoje têm menos efeitos colaterais do que as de antigamente?

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EVANGÉLICOS FRAUDAM CHARGE DO VERITATIS


Charge original minha conforme publicada em http://blog.veritatis.com.br/index.php/2008/07/04/qual-banquinho-e-mais-estavel/

Charge descaradamente alterada conforme publicada em http://www.cpr.org.br/banquinho.htm

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Recentemente, navegando pela Net descobri um site evangélico (http://www.cpr.org.br/banquinho.htm) fiquei estupefato pela forma degradante e desrespeitosa que os evangélicos fizeram com uma charge minha postada no http://blog.veritatis.com.br/. Eles MENTIRAM dizendo que fomos nós que copiamos de uma charge evangélica. Isso é totalmente falso, sendo que fui eu que fiz a charge do Veritatis e os evangélicos só a alteraram e alegaram isto depois.

Abaixo vou refutar as alegações do site Desafio às Seitas e logo após desmascarar a fraude protestante.

O texto do site protestante está em preto e minhas respostas em azul.

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A charge abaixo foi retirada do site Veritatis Splendor, um site de apologia católico, e demonstra exatamente a importância que eles dão à Palavra de Deus.  

Bom, pelo menos aqui foram honestos. Sim, fui eu que inicialmente fiz a charge e a publiquei. Agora vamos ver se eles estão certos no que eles falam sobre como os católicos “dão valor à Bíblia”.

Viram como eles vêem a Bíblia?

Para eles – os católicos – só ela não é suficiente para sustentar, precisando, no caso, de ajuda.

Para eles a Palavra de Deus não completa, não encerra em si toda a verdade, não alimenta por si só.

Como diz o ditado popular: “Uma imagem vale mais do que mil palavras”.

Nada disso. A Igreja católica tem a Bíblia em mais alta estima que o protestantismo. A verdade está muito além da visão nublada que este escritor (pr. Neto Curvina, um batista que já debateu com o pessoal do Veritatis) quer impingir.

A desconchava alegação só parece verdadeira para quem não tem o mínimo de conhecimento da Palavra de Deus e da História cristã, quiçá da Igreja católica, a qual muitos pastores denigrem e fazem uma caricatura dela tal que os membros acham que o que eles falam é verdade dela. Vamos lá.

Para começar, vamos com o Catecismo: Continue lendo »

O velho e o novo


Nada há de novo debaixo do sol, diz a Bíblia Sagrada. A verdade é uma: não muda e não pode mudar. E os erros, apesar de múltiplos, se repetem sempre.

Deus é sempre o mesmo, sempre novo: “

A verdade, por ser o reflexo de Deus imutável, não muda: é sempre antiga e sempre nova. Assim ensina São Paulo: “

Por outro lado, os erros humanos são sempre repetidos, recopiados. Já disse alguém que o diabo não tem muita originalidade, repete-se sempre. Que foi a tentação e queda dos nossos primeiros pais senão a repetição do gesto orgulhoso de Lúcifer, recusando-se a servir a Deus? Que foram as heresias do passado e a moderna religião do homem senão a iteração da antiga pretensão humana de se fazer deus? E a moderníssima teologia da libertação que é senão a reedição do saduceísmo dos tempos de Cristo? E os erros ditos progressistas, como o liberalismo, o ecumenismo, que são senão doutrinas errôneas antigas já condenadas pelos Papas e Concílios da Igreja, maquiladas e reapresentadas como ultra-modernas? A própria Missa Nova não é senão uma cópia da liturgia anglicana de Cramer do século XVI, mesclada de outras modificações que datam do tempo da reforma protestante! E a contínua retomada de erros antigos em filosofia, sociologia, economia, etc.?! 19

Ironicamente perguntava-se Bertrand Russel por que os homens insistem em repetir erros antigos, havendo tantos erros novos a escolher (!).

A solução para os problemas novos que surgem, sejam eles econômicos, morais, sociais ou religiosos, são os ensinamentos eternos de Nosso Senhor.

Aliás, já disse um grande sociólogo:

A verdade não muda com os tempos. Não é torcermos o Evangelho de Cristo para adaptá-lo ao homem moderno. É o homem moderno – que no fundo é igual aos seus ancestrais – que deve se adaptar aos ensinamentos eternos de Cristo. Só assim será livre e feliz.

Não nos iludamos: a crise em que se debate o mundo não é sobretudo social ou econômica; é principalmente uma crise moral e religiosa.

Deixemos o pecado! Voltemos para Deus! Vida nova! Feliz Ano Novo para todos, sem a repetição de velhos erros!

 

 

Estas coisas perecerão, mas Tu permanecerás, e todas envelhecerão como um vestido… Tu porém és sempre o mesmo, e os teus anos não têm fim” (Salmo 101, 27). Jesus Cristo é sempre o mesmo ontem e hoje; Ele o será também por todos os séculos. Não vos deixeis levar por doutrinas várias e estranhas” (Hebr. 13, 8-9). Por isso a verdade não tem idade nem época. O que era verdadeiro no tempo de Cristo, é verdade hoje e o será sempre. E o que era pecado no tempo de Cristo, foi na Idade Média, é hoje e o será sempre. “Não seriam necessárias muitas leis para a sociedade. Bastam os 10 mandamentos da Lei de Deus: observando-os tudo estaria resolvido”.

Retirado do livro “Quer agrade quer desagrade”, Padre Fernando Arêas Rifan 

 

Padres de Fama:um superficial reconhecimento de ervas daninhas – Montfort


André Roncolato Siano
 
     Não sou especialista em botânica, apesar de ter tênue conhecimento da complexíssima e belíssima terminologia desta área da biologia que se ocupa de uma matéria tão interessante quanto vasta. Confesso que também não sou agricultor, nem mesmo um humilde jardineiro, que, não obstante seu desconhecimento científico, é capaz de saber produzir e manejar com tal habilidade as grandes plantações ou os pequenos jardins, que reis já concederam a eles títulos de nobreza por seus trabalhos.
 
     Para nós que conhecemos tão pouco das plantas e das árvores, foi que Nosso Senhor ensinou uma comparação tão simples:
 
     “Sic omnis arbor bona fructus bonos facit, mala autem arbor fructus malos facit; non potest arbor bona fructus malos facere, neque arbor mala fructus bonos facere.”(Mt. VII 17-18)
     
     [Assim, toda árvore boa produz frutos bons, e toda árvore má produz frutos maus. Uma árvore boa não pode dar frutos maus, nem uma árvore má dar frutos bons.]  
 
     Evidentemente, em Sua Divina Sabedoria, Nosso Senhor, não nos ensinava botânica, nem jardinagem. Mas nos ensinava como julgar as falsas doutrinas e os falsos profetas. Pois até mesmo a mais humilde das pessoas, do ponto de vista intelectual, sabe distinguir um bom fruto de um fruto podre.
 
     Conhecendo-se o fruto bom, sabe-se distinguir o fruto ruim. Conhecendo-se a Doutrina Verdadeira, sabe-se distinguir as falsas doutrinas e seus simulacros. Conhecendo-se os santos, sabe-se distinguir os padres RCC.
 
     Onde achamos os santos? 
 
     Como os reconhecemos?
  
     Na história encontramos os santos sob as linhas esquecidas do martírio e das batalhas, em violentos confrontos contra a heresia e a mentira. Sob as incompreensões e rejeições do mundo, que sempre os odiou. E eles [os santos] sempre odiaram o mundo e suas seduções, pois sabiam que é impossível amar ao mundo e a Deus ao mesmo tempo. É irreconciliável a sã doutrina e o mundo.
           
     Os santos, os encontramos sob o capuz da solidão da clausura, protegendo–se do orgulho e da vaidade pela santa obediência. Achamos os santos sob os altares, onde agora Nosso Senhor se oferece no memorial de sua morte nas Santas Missas, ainda mais ocultos do que eram em suas vidas, para que, como eles sempre ardentemente desejaram, só Cristo possa se manifestar.
 
     Hoje muitos argumentam, numa tentativa desesperada de fomentar a nefasta doutrina da RCC e seus padres, que bastaria verificar os frutos da RCC e suas supostas conversões, e voilà, veríamos a árvore boa. Entretanto – por precaução – trouxe um machado que ao final deste artigo – suponho – será muito útil.
 
     Comecemos então, por verificar a semente da RCC, que diga-se de passagem, é semente de péssima qualidade. A semente da RCC é protestante. De cotilédones fundidos da união ilícita de protestantes e católicos em Duquesne, nutrida no substrato do Concílio Vaticano II, e regada pelo Cardeal Suenens, acusado de ser membro maçonaria.
 
     Para essa verificação usaremos uma metodologia bem simples. Verificar-se-ão os frutos mais pujantes e vistosos, pois se estes forem ruins, muito provavelmente tampouco os demais frutos serão bons.
     
     Isso até me fez recordar de um fato pitoresco, que diz mais ou menos assim: que em fim de feira toda fruta é igual… Os feirantes garantem a altos brados…
 
     Por grosseira comparação, digamos que esses frutos mais representativos da Renovação Carismática sejam seus famosíssimos e milagreiros padres. Digo que esses padres são famosos, não por sua proeminência doutrinal, ou por serem grandes confessores, ou ainda, por terem sido vítimas do martírio in odio fidei, mas, por força de sua “piedade” televisiva, estarem eles com relevante freqüência se requebrando em programas de auditório, seja nos auditórios de suas próprias TVs ou nas de outrem.
 
     Antes de terminar de escrever o parágrafo anterior já ouvia os barulhentos e ressentidos protestos, dizendo-me que esse meu argumento é mera acusação de um fariseu hipócrita, pois até mesmo Nosso Senhor freqüentava a casa dos pecadores.
 
     De fato Nosso Senhor freqüentou a casa de pecadores. Mas não os bajulou e nem aprovou o seu pecado. Muito pelo contrário. Nosso Senhor caridosamente os chamou de volta ao bem. E quando via que recusavam a se arrepender – como os fariseus – chamou-os de malditos, raça de víboras e outros ternos e doces adjetivos. Pois, em Sua Divina Sabedoria, Ele, em primeiro lugar, fez justiça a seus anfitriões, nomeando-os pelo que de fato eram; e, em segundo lugar, admoestando-os à conversão. Algumas almas só se convertem a Deus pela dureza e severidade da correção, e pela clareza com que se lhes mostra a verdade.
 
     Contrariamente ao exemplo de Cristo, vemos como age o Padre Antonio Maria. Padre que se permite ir aos mais baixos programas televisivos. Programa nos quais seus convidados e apresentadores, entre uma piada pornográfica e um comentário insinuante, fazem sátiras à doutrina da Igreja e a Deus. Tudo sob a bênção e a carismática compreensão desse sacerdote da RCC. Esse “santo” sacerdote chegou a máxima ousadia de realizar o simulacro do fenomenal e bem noticiado casamento do Fênomeno, que durou fenomenologicamente tão pouco que nem os malabarismos do irracionalismo kantiano são capazes de explicar…
           
     Outro fruto da RCC é o bem conhecido — senão o mais conhecido — Padre Marcelo Rossi. Larga é sua fama decorrente de seus CDs de baixíssima qualidade musical e de nulidade estética. Pela sua freqüência aos mesmos círculos que Padre Antonio Maria sóe visitar, isto é, programas de baixo nível. Padre Marcelo também é exímio macaqueador do Aspérges[1], ou a aspersão da água benta.  Padre Marcelo realiza o “asperges” com um caudaloso balde de lavar chão, profanando o rito, como na forma de uma brincadeira dançante, que raia a grave ofensa a Deus, ou profanação flagrante.
 
     Só este fato seria suficiente para uma censura severa a esse padre por parte do seu excelentíssimo bispo; enquanto para o povo católico, que realmente ama a Deus, seria suficiente motivo de nunca mais ir às suas missas, até que o referido padre renunciasse a esses abusos, e se comprometesse a nunca mais fazê-los.
  
     A mídia mundana congratula-se com a ida destes padres a seus programas, pois a cada participação deles reforça uma imagem tíbia, frouxa, covarde e sem sólida fé do clero modernista e, por conseguinte, abalando a fé de muitos os católicos.
 
     Certa vez santo Cura de Ars – São João Maria Vianney – em combate aos bailes de sua pequena cidade, que em comparação com os bailes de nossos dias pode-se dizer que eram até ingênuos, mandou esculpir a cabeça decapitada de São João Batista e colocá-la em um altar na Igreja com a singela frase “sua cabeça foi o preço de uma dança”. Enquanto isso, na RCC, os seus padres estimulam bailes de carnaval eufemisticamente intitulados “Festa das Tendas”, “Carnaval de Jesus” etc, nos quais a única diferença com os bailes propriamente carnavalescos, é a presença do Santíssimo Sacramento, sacrilegamente conduzido pelos carismáticos padres dançantes, em meio a essa bagunça infernal.
 
     Tudo isso pode ser comprovado pelas horríveis fotos publicadas oficialmente pela coordenação nacional da RCC. E esses fatos estão longe de serem abusos pontuais, como sempre se esquivam, desculpando-se, os líderes da RCC. Na realidade, são eventos ocorridos simultaneamente em todo o Brasil, numa coordenada ação nacional da RCC, infelizmente com a cumplicidade silenciosa de bispos, padres e religiosos. [1]
           
     Já é possível notar, só pelo exemplo de alguns poucos líderes, que a árvore da RCC não é de uma planta de um belo jardim, mas de um pântano cheio de lama e de plantas malignas, prontas a envenenar as almas tíbias e ascidiosas. E quão fácilmente capturam a abelhinha desavisada à procura de mel emocional e de palavras doces…
 
     Mas a lama desse pântano, quando exposta ao Sol da Verdade, tende a endurecer e rachar.
 
     Certa vez,  encontrava-se Santo Inácio de Loyola preso em Salamanca. Em uma visita, o Cardeal de Burgos perguntou se a ele pesava estar preso. A isto Santo Inácio respondeu: “Então quanto mal lhes parece que é a prisão? Pois eu lhe digo: não há tantos grilhões em Salamanca que eu não deseje mais por amor a Deus!”
 
     Nada mais desejava este santo, em sua humildade, que os grilhões do cárcere por amor a Deus! A alegria da humilhação por causa de Nosso Senhor.
 
     Oh! Ditosa glória receber os grilhões da incompreensão e do desprezo por amor a Deus e à Igreja.
 
     Oh! Vergonhosíssima tolerância daqueles padres que se comprazem em vaidades desprezíveis e com aplausos mundanos.
 
     Tanto é copiosa verdade que, a esse tempo, os presos acabaram fugindo, e santo Inácio e um companheiro permaneceram acorrentados por vontade própria e foram achados sozinhos na prisão.
  
     Tristemente hoje vemos Padre Fábio de Melo e suas vaidades, as quais não esconde e, que pelo contrário, as alardeia nos mais variados programas de TV, pródigos em imoralidades. Esse fruto da RCC, com casca biotecnologicamente modificada à custa de muito botox e de academias, é pomo azedo e tóxico. Sua acidez corrói a virtude, enquanto suas palavras melosas destroem a Fé na Eucaristia. Ele escreve livros adocicados de estilo duvidoso e de enorme mau gosto, com investidas tão pueris quanto confusas contra os ensinamentos da Igreja a respeito do sacramento da Eucaristia.
  
     Todavia, quando lhe é aplicado um antiácido doutrinário bem eficiente, não suporta e murcha, o que faz aparecer uma planta bem mais exótica e esponjosa.  
 
     Essa outra planta, digo, que é exótica e epífita, isto é que se apóia indesejadamente em outra planta para poder subir. No caso, a planta que acabou aparecendo nos debates com Padre Fábio de Melo foi o Padre apelidado com o diminutivo de Joãozinho.
 
     Padre João Carlos Almeida, scj, há tempos exerce forte influencia na RCC brasileira e em suas bandas de rock, pois padre João freqüentemente toca nos encontros da RCC. Padre João foi orientando de Padre Libânio, um proeminente padre da Teologia da Libertação e com  idéias modernistas bem nefastas, hoje um tanto soterrado no esquecimento.
 
     Os escândalos doutrinários causados por Padre Joãozinho são mais graves na medida que sua reverendíssima tem mais títulos acadêmicos, os quais, normalmente, ele faz questão de ostentar. Digo títulos acadêmicos, no sentido de universitários, não acadêmicos de ginástica como os do Padre Fãbio de Melo, que parece preferir halteres a altares… Imagina-se que, com mais títulos, Padre João, fosse talvez mais ortodoxo, o que definitivamente não se dá. O que se verifica é uma proporcionalidade inversa. 
 
     Esse padre repreende quem almeja ser correto na Fé e na doutrina, insinuando paradoxalmente que quem é muito ortodoxo acaba ficando herege. O que é uma tolice sem precedentes. Daí se tira a conclusão que não devemos ser perfeitos, como Nosso Senhor nos ensina, mas devemos ser mais ou menos. Padre João quer que os católicos sejam mornos, nem quentes, nem frios. E nada pior que o morno, o que fica “em cima do muro”, pois a estes diz Deus:
 
     “Conheço as tuas obras: não és nem frio nem quente. Oxalá fosses frio ou quente! Mas, como és morno, nem frio nem quente, te vomitarei de  minha boca”(Apocalipse, III, 15-16).
 
      Padre João condena quem defende a Fé íntegra e sem concessões, mas não se peja em fazer discursos e agradecimentos em festividades do Rotary Club, evento este noticiado pela Câmara Municipal de Taubaté.[2]
           
     Com relação a isso, os Monges Beneditinos de São Basílio acusam: “O Rotary Club é uma organização satélite das lojas maçônicas.” [3]
 
     É de se ter muito mais cautela ao ler artigos de um padre que discursa em prol do Rotary International que, segundo os Beneditinos de São Basílio, são sucursais da camaleônica maçonaria, e com um Padre que, nos blogs da Canção Nova, tenta enrolar os leitores com textos de “teologia”  ambígua e rocambolesca.
 
     Em contraste, vemos São Domingos de Gusmão, fundador da ordem dos Pregadores, de extrema inteligência e sabedoria, que desejava e ensinava a perfeição da Fé e da Doutrina. Tanto amor tinha à Verdade que sua vida foi dedicada à perseguição e combate à heresia. Ele é exemplo de ortodoxia. E sua Ordem foi a que mais aplicou a Inquisição. Será que padre João considera São Domingos herege por ser tão ortodoxo? Será que o considera sem “ternura” por perseguir os cátaros que queriam destruir a Igreja?
 
      De São Domingos escreveu-se:
 
     “As verdades que compreendia graças à facilidade de seu espírito regava-as com o orvalho dos afetos piedosos, a fim de que germinassem os frutos  da salvação. Sua memória se      enchia, como um silo, da abundância das riquezas divinas, e suas ações exprimiam no exterior o tesouro sagrado que enchia seu peito”.
      
     “Tinha já trinta e três anos. Sua formação física, intelectual e moral estava terminada. Sem dar-se conta, Deus tinha ido temperando sua natureza heróica com um caráter      essencialmente  combativo. Tinha uma ampla educação eclesiástica e universitária; a cátedra deu solidez a seus conhecimentos; a vida regular do cabido o iniciou nas vias da perfeição      religiosa, e seu cargo à frente dos cônegos abriu-lhe as perspectivas da administração temporal e do regime das almas”. [4]
 
     De um lado, São Domingos que combatia os inimigos da Igreja com sua sabedoria e inteligência. De outro, Pe Joãozinho que os bajula.
 
*****
 
     Condenando a Hermenêutica da Ruptura, o Espírito do Concílio e o Relativismo, o Papa Bento XVI, gloriosamente reinante, já pôs o machado à raiz desta figueira que não produz frutos bons. Cortada sua raiz hermenêutica e relativista, ela em breve secará.  Usemos também nós os machados doutrinários da santa doutrina católica de sempre contra toda essa incensada “ecologia” carismática  atual, tombemos de vez essa árvore má.
  
André Roncolato Siano,
São Paulo, 28 de agosto de 2009.
 
Nota da Montfort: o autor fora colaborador bastante ativo do movimento carismático no Brasil, junto com Padre José Benedito Brebal Hespaña, também conhecido como Padre Zezé, do qual se desligou em 2003.
 
Fontes: 
[3] (Monastério OSBM – Ordem de São Basílio Magno – Uma condecoração maçônica para Hans Küng – http://www.montfort.org.br/index.php?secao=veritas&subsecao=religiao&artigo=condecoracao-maconica-hans-kung&lang=bra)



 

    Para citar este texto:

 

André Roncolato SianoPadres de fama: um superficial reconhecimento de ervas daninhas
MONTFORT Associação Cultural
http://www.montfort.org.br/index.php?secao=veritas&subsecao=igreja&artigo=padre-de-fama&lang=bra
Online, 28/08/2009 às 15:14h


Por que eu sou Católico?


G. K. Chesterton

A dificuldade em explicar “Por que eu sou Católico” é que há dez mil razões para isso, todas se resumindo a uma única: o catolicismo é verdadeiro. Eu poderia preencher todo o meu espaço com sentenças separadas, todas começando com as palavras, “É a única coisa que …” Como, por exemplo, (1) É a única coisa que previne um pecado de se tornar um segredo. (2) É a única coisa em que o superior não pode ser superior; no sentido da arrogância e do desdém. (3) É a única coisa que liberta o homem da escravidão degradante de ser sempre criança. (4) É a única coisa que fala como se fosse a verdade; como se fosse um mensageiro real se recusando a alterar a verdadeira mensagem. (5) É o único tipo de cristianismo que realmente contém todo tipo de homem; mesmo o respeitável. (6) É a única grande tentativa de mudar o mundo desde dentro; usando a vontade e não as leis; etc. Continue lendo »

Os Pais da Igreja também ensinam


O DOM DAS LÍNGUAS NÃO É BLÁ BLÁ BLÁ
O VERDADEIRO DOM DAS LÍNGUAS (TEXTO ATUALIZADO)

A virgem Santíssima e o dom das línguas
Questão IV: Se a Virgem recebeu o dom de línguas, chamado por alguns “glossolalia”.
a) “Afirmativamente, porque recebeu este dom com os apóstolos no dia dePentecostes, e, como disse Santo Alberto Magno: A Virgem estava com eles quando apareceram as línguas repartidas como de fogo, logo recebeu o dom das línguas com eles” (Mariale, q. CXVII); b) Ademais, ainda que não tivesse de ir pregar o Evangelho as diversas nações e gentes, todavia, no principio da Igreja nascente se concedia com freqüência este dom aos fiéis, ainda a aqueles a quem não se havia conferido o ministério de pregar e propagar o Evangelho como consta (At, XIX, 6); c) E assim convinha, porque acudindo Maria muitos fiéis de diversas nações, já por piedade filial, e que buscavam de instruções, devia conhecer seus idiomas para entendê-los e instruí-los plenamente nas coisas da fé. d) Finalmente, Suarez julga provável que ainda antes dePentecostes, Maria já tivesse usado desta graça, caso a necessidade ou a ocasião tivesse exigido, como quando Cristo foi adorado pelos magos, é de crer que Mariaentendeu a sua linguagem, como é também crível que, quando foi ao Egito, entendia e falava a língua dos egípcios. (In 3, disp. XX) – (ALASTRUEY, Gregório. Tratado de la Virgen Santíssima. Madrid: BAC, 1945, p. 350-351) Continue lendo »

Padre Fábio de Melo envergonha católicos


Fonte: Fidei Depositium

padre fábio de meloSe o padre Fábio de Melo se limitasse a cantar, teríamos dos males o menor. Infelizmente, com o passar dos dias, o que acontece é que ficamos cada vez mais horrorizados e até mesmo surpreendidos ao extremo ao ouvir as loucuras teológicas que o cantor bem asseado dispara com a sua voz mansa e aveludada nos meios de comunicação.

Rondam o absurdo algumas de suas declarações. No programa do Jô Soares que foi ao ar no dia 21 de maio de 2009, aos 10:45 minutos, o cantor teve a ousadia de afirmar que teve experiências sexuais antes de se tornar padre e, pior, chamou a isso de «amar completamente» e que «pra gente ser padre, é preciso ter amado na vida». Declara ainda que «é impossível fazer a opção de ser padre e viver o celibato sem ter amado alguém». O assunto dizia respeito às suas muitas experiências sexuais escondidas e, claramente, o padre entende isso como «experiências de ter amado alguém» Como se não bastasse ele completa, explicando que é preciso ter vivido a experiência (neste caso, o pecado contra a castidade!) para poder falar a respeito. Segundo o padre, ele não pode ser um «homem teórico», pois ele precisa falar de coisas que «ele experimentou na carne». Continue lendo »

Para a RCC: Falar em línguas hoje – é de Deus?


Autor: Emerson de Oliveira
Fonte: http://www.veritatis.com.br/article/5517/falar-em-linguas-hoje-e-de-deus

“AS ESCRITURAS ensinam que o batismo do espírito, evidenciado pelo falar em línguas, é para a verdadeira igreja hoje”, afirma o ministro pentecostal Marvin A. Hicks.

“A doutrina básica do falar em línguas é antibíblica e errada”, contende o Dr. W. A. Criswell, da Primeira Igreja Batista de Dallas, EUA. Ele acrescenta: “Se essa for a fé cristã, então eu não sou cristão.”

Diante de tal controvérsia sobre a prática do falar em línguas, você talvez se pergunte: ‘O que dizem as Escrituras sobre o dom de línguas? Faz isto parte do cristianismo hoje?’ Para obtermos as respostas, será de proveito entender por que foi concedido o dom de línguas aos primitivos cristãos.

POR QUE FOI CONCEDIDO O DOM

Em primeiro lugar, o apóstolo Paulo explica em Hebreus 2.2-4 que os dons milagrosos, que incluiriam o dom de línguas, foram concedidos aos cristãos do primeiro século para confirmar que o favor de Deus havia-se transferido do antigo arranjo judaico de adoração para a recém-estabelecida Igreja cristã. A transferência do favor divino ficou bem firmada por volta da última parte do primeiro século, enquanto alguns dos apóstolos de Jesus Cristo ainda viviam.

Que o dom de línguas também serviu para outro propósito, pode-se ver nas palavras de Jesus aos seus discípulos, pouco antes de sua ascensão ao céu em 33. Ele disse: “mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra.” (Atos 1:8) O pequeno grupo de discípulos não incluía pessoas que falavam as línguas de toda a parte da terra. Mas, em harmonia com a promessa de Jesus, cerca de 10 dias depois, no dia festivo de Pentecostes, o Espírito Santo foi derramado sobre cerca de 120 de seus discípulos reunidos num quarto de andar superior, em Jerusalém. Qual foi o resultado? “Principiaram a falar em línguas diferentes”, e assim puderam começar a executar imediatamente a obra designada de dar testemunho. — Atos 2.1-4. Continue lendo »

Bento XVI apresenta patriarca Germano de Constantinopla


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Queridos irmãos e irmãs: 

O patriarca Germano de Constantinopla, de quem quero falar hoje, não pertence às figuras mais representativas do mundo cristão oriental e, contudo, seu nome aparece com certa solenidade na lista dos grandes defensores das imagens sagradas, redigida no II Concílio de Niceia, VII ecumênico (787). A Igreja grega celebra sua festa na liturgia de 12 de maio. Ele teve um papel significativo na complexa história da luta pelas imagens, durante a chamada crise iconoclasta: soube resistir validamente às pressões de um imperador iconoclasta, ou seja, adversário dos ícones, Leão III. 

Durante o patriarcado de Germano (715-730), a capital do império bizantino – Constantinopla – sofreu um perigosíssimo assédio por parte dos sarracenos. Naquela ocasião (717-718), organizou-se uma solene procissão na cidade com a exposição da imagem da Mãe de Deus, a Theotokos, e da relíquia da Santa Cruz, para invocar do Alto a defesa da cidade. De fato, Constantinopla foi libertada do assédio. Os adversários decidiram desistir para sempre da ideia de estabelecer sua capital na cidade-símbolo do império cristão e o reconhecimento pela ajuda divina foi extremamente grande no povo.  Continue lendo »

Feliz e Verdadeira Páscoa 2009!


Aos amigos e colegas de trabalho,

 

Desde a Criação o homem foi preparado para passar (fazer sua páscoa) para a Eternidade, e desde então ele aspira esta Eternidade, pois foi feito à “imagem e semelhança” (Cf. Gn1, 26) de Seu Eterno Criador.

E isto não foi mudado, ele continua destinado à Eternidade, no entanto houve um gravíssimo erro de utilização de um dos muitos presentes recebidos, o Livre Arbítrio. O homem decidiu por sir só rejeitar a Verdade negando a sua existência, negando e esquecendo a Sua Palavra para escutar uma palavra estranha: “Oh, não! – tornou a serpente – vós não morrereis (…) e sereis como deuses” (Cf. Gn3, 4-5).

Pior ainda o homem quis se tornar “a” Verdade e é por isso que A nega. Mas como disse, apesar disso, a Eternidade é o seu destino, e logo após o seu pecado vem a grande promessa: “Porei ódio entre ti e a mulher, entre a tua descendência e a dela. Esta te ferirá a cabeça, e tu ferirás o calcanhar” (Gn3, 15), a única inimizade louvável é a entre os seguidores da geração da serpente e os seguidores da Geração da Mulher, pois dela veio O que esmagará a cabeça da serpente mentirosa que ensina o homem a querer ser como Deus e a negar a Verdade.

Durante séculos a serpente feriu o homem, e os sacrifícios ofertados a Deus não o agradavam e nem remiam a Primeira Culpa. Mas Deus não se esquece de Suas promessas e de uma Mulher, a Nova Eva, nasce o Novo Adão (Cf. ICor15, 21-22), aquele que aceita a Verdade e não se revolta contra Ela, pois assim como a Nova Eva que diz: “Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra” (Lc1, 38) o Novo Adão reafirma: “Meu Pai, se não é possível que este cálice passe sem que eu o beba, faça-se a tua vontade!” (Mt26, 42). Ele por amor a Sua Criação se doou por inteiro: “sabendo Jesus que chegara a sua hora de passar deste mundo ao Pai, como amasse os seus que estavam no mundo, até o extremo os amou” (Jo13, 1).

A Paixão e Morte de Jesus na Cruz e sua Ressurreição é a VERDADEIRA PÁSCOA! Mas infelizmente ainda hoje o homem, os da geração da serpente, continua a negar esta Verdade: “[O Verbo] era a verdadeira luz que, vindo ao mundo, ilumina todo homem. Estava no mundo e o mundo foi feito por ele, e o mundo não o reconheceu. Veio para o que era seu, mas os seus não o receberam” (Jo1, 9-11). Desvirtuam a Páscoa como tempo disso e daquilo, de “sentimentos” bons, com coelhinhos de chocolate para enganar crianças e marmanjos, ocultando o nome da Verdade, pois não a suportam! Bebedeiras de vinho, festas intituladas de “aleluia”, com as velhas e falsas promessas da serpente! Tudo para quê? Para não receber a Verdade!

E você, caro colega de trabalho, amigo, conhecido, irmão…? E você? A qual geração você pertence? À geração que reconhece a Bem-Aventurada (Cf. Lc1, 48) e com ela segue a Cristo desde seu nascimento, passando pela Cruz á glória da Ressurreição? Ou à geração que nega a Verdade, que prefere o bem bom do sentimentalismo religioso, ou do ateísmo materialista,ou ainda da presunção iluminista com sua falsa “liberdade, igualdade e fraternidade”?

Não caiamos em sopros de doutrinas que pregam uma busca constante e infinita da verdade, que apesar de admitir sua existência, nega a possibilidade de alcançá-la. Caros colegas, a Verdade existe e é palpável: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida” (Jo14, 6), e negá-la é cair no Primeiro Erro, não busca-la e ocultá-la, também é. Não existe um tal arquiteto “projetista do mundo” que não está nem aí pra nós, tampouco nós não somos capazes de sozinhos tudo fazer. Pelo contrário, há Um Único Deus em substância, em Três Pessoas infinitamente Santas, sob o véu do Mistério da Santíssima Trindade, Nele tudo podemos e fora Dele nada fazemos, pois Neste é que está a verdadeira liberdade de servos/escravos de Deus, igualdade de submissão a Ele, e fraternidade por sermos filhos adotivos do Pai Criador, conquistados pelo Filho Redentor e auxiliado pelo Espírito Santificador.

É, pois com estas palavras que desejo a todos uma Santa, Feliz e Verdadeira Páscoa, Passagem da Morte para a Vida, em Cristo Nosso Senhor!

Que Deus os abençoe e Maria nos guarde!

A todos desejo a paz de Jesus e o amor de Maria!

Atenciosamente, 

 Moisés Gomes de Lima

“A concórdia não é uniformidade de opiniões, mas concordância de vontades” (S. Tomas de Aquino).

 

"Não há quem chore pelas criancinhas"


Fonte: http://www.permanencia.org.br/revista/atualidades/aborto.htm

Não há quem chore pelas criancinhas

Dom Lourenço Fleichman OSB

Bastou um bispo agir segundo a lei da Igreja e o mundo desabou numa enxurrada de blasfêmias e xingamentos. A mídia com sua supremacia apresenta a coisa com essa presunção típica de quem se acha todo-poderosa. Dom José Sobrinho virou carrasco, quando o crime foi cometido por terceiros.

Eis o quadro que se apresenta a qualquer pessoa de bom senso:


1- O bispo que confirmou a excomunhão automática por aborto era a autoridade competente para emitir essa sentença?
Constata-se que a pena de excomunhão ou a declaração dela é da competência do pastor eclesiástico das pessoas envolvidas. Nesse caso, o bispo diocesano ou o seu superior direto, o papa. Como é do conhecimento geral que Dom Sobrinho é o Arcebispo de Recife-Olinda, estamos, sim, diante da autoridade competente.


2- O ato praticado pelas pessoas ora declaradas excomungadas é, de fato, passível dessa grave pena, ou foi invenção do bispo?
De fato, o Direito da Igreja, chamado Direito Canônico, aplica a excomunhão automática, também chamada latae setentiae, para as pessoas que praticam ou que colaboram diretamente no ato de aborto.

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"Dialogando" com o protestantismo


Virgem Maria
Prezados leitores, publicamos a seguir os comentários de uma protestante feito ao post “Virgindade de Maria“. Logo após seu comentário vem a nossa resposta. Reparem que quando derrotada em um assunto, logo muda-se de assunto. 

Protestante:

A PAz Irmão,
Você acha que essa discussão vale a pena? Quando na verdade só desviam o foco do principal personagem bíblico Jesus? O Espírito Santo que habitou em Paulo é o Mesmo que habita em mim, o Espírito Santo que habitou em Pedro é o mesmo que habita em mim. (por isso afirmo que posso ser uma simples pescadora, ou “pedreiro” e mesmo assim ler a bíblia e pedindo em oração que o Espírito do Senhor me dê discernimento eu interprete da maneira que deseja o Senhor) Apos ler e aprender… Eu posso cumprir o mandamento que diz: Ide e pregai o evangelho a toda Criatura da maneira que o Senhor através do Espírito Santo tem me ensinado, mesmo sendo uma simples pescadora ou preciso ser doutora da lei?
Caro irmão em Cristo, se Maria teve ou não outros filhos após Jesus, não importa, de verdade não importa, pois o Foco e a essência de nossa vida é Jesus Cristo.     Continue lendo »

Bento XVI condena a gnose e o panteísmo


Fonte: Montfort

Na audiência geral de 3 de Dezembro de 2008, o Papa Bento XVI fez importante pronunciamento doutrinário ao tratar do pecado original e da Redenção de Cristo.

Inicialmente, comentando textos de São Paulo, o Papa mostrou como a tendência para o mal moral, patente em nossa natureza, coloca o problema do pecado e o do mal. O Papa salienta que o problema do pecado original – dogma da Fé católica — está ligado a outro dogma: o da Redenção de Cristo.
O pecado de Adão afetou profundamente a natureza humana, inclinando-nos ao erro e ao pecado.
Deus tudo fez bom. No Gênesis, se lê que a cada coisa que Deus criava, Deus afirmava que essa coisa era boa. E, no final da criação, Deus, vendo tudo o que havia feito, afirmou que tudo era muito bom, pois todas as criaturas eram bens ordenados entre si.
O mal enquanto ser, não existe. Se o mal existisse enquanto ser, enquanto coisa, esse mal teria sido feito por Deus, e Deus tudo fez bom.
Santo Agostinho, que durante certo tempo foi maniqueu, mostrou bem o absurdo do dualismo gnóstico maniqueu que afirmava existirem dois princípios eternos e iguais: o do bem e o do mal. Continue lendo »
PSL Cedro

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Vida, dom de Deus

Gratiam tuam, quaesumus, Domine, mentibus nostri infunde; ut qui, angelo nuntiante, Christi Filii tui encarnationem cognovimus, per Passionem eius et Crucem, ad Resurrectionis gloriam perducamur. Per eumdem Christum Dominum nostrum. Amen.

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