“O Papa chorou conosco”


AFP- “Fiquei impressionado com a humildade do papa. Ele tomou para si o constrangimento causado pelos outros. Ele foi muito corajoso. Nos escutou individualmente, rezou e chorou conosco”, declarou Lawrence Grech. “Ele até benzeu uma cruz que eu carregava”, acrescentou.
O Papa Bento 16 se reuniu em Malta com “um pequeno grupo de pessoas que sofreram abusos sexuais cometidos por religiosos”, anunciou o Vaticano mais cedo em um comunicado. O papa mencionou a “profunda comoção provocada pelas histórias e expressou sua vergonha e lamentação pelas vítimas e pelo sofrimento de suas famílias”.
Lawrence Grech afirmou que ele não quer pedidos de perdão do papa. “Eu exigi desculpas antes porque estava enfurecido. Minha raiva desapareceu e estou satisfeito de ter encontrado o papa. Continuarei batalhando, não contra a Igreja mas contra a pedofilia”, assegurou.
* * *
Diante de 50 mil fiéis, o Santo Padre assim exortou em seu sermão deste domingo: “Nem tudo o que o mundo propõe hoje merece ser acolhido […] Muitas vozes procuram nos convencer a deixar de lado a nossa fé em Deus e na sua Igreja e de escolher, nós mesmos, os valores e as crenças com as quais viver. Meus queridos irmãos e irmãs, se depositamos a nossa confiança no Senhor e seguimos os seus ensinamentos, colheremos sempre inúmeros frutos […] Também nós devemos depositar a nossa confiança somente n’Ele. Tentou-se pensar que a tecnologia avançada de hoje possa responder a todos os nossos desejos e nos salvar dos perigos que nos assediam. Mas não é assim. Em todos os momentos da nossa vida, dependemos totalmente de Deus, no qual vivemos, nos movemos e temos a nossa existência”.

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Não se pode condenar a Igreja e o Papa pelos abusos de uns quantos, diz rabino


Não se pode condenar a Igreja e o Papa pelos abusos de uns quantos, diz rabino

REDAÇÃO CENTRAL, 08 Abr. 10 (ACI) .- O rabino Jack Bemporad, Diretor do Centro para o Entendimento Inter-religioso em New Jersey, Estados Unidos, assinalou que “não se pode condenar coletivamente a Igreja pelo que alguns sacerdotes e indivíduos nela possam ter feito”, perante a campanha mediática difamatória contra o Papa Bento XVI.

Em entrevista concedida à agência ACI Prensa logo depois de defender a comparação que fez o Pe. Raniero Cantalamessa, Pregador da Casa Pontifícia, equiparando os ataques contra a Igreja ao anti-semitismo, o rabino disse que ao final, o que o sacerdote tentou dizer “é correto” pois não se pode condenar o corpo pela falta de alguns.

Dirigindo-se logo àqueles que criticam o Santo Padre, o rabino Bemporad afirmou que “necessita-se algo do sentido da compaixão, caridade, e dizer: ‘como podemos fazer isto adequadamente?’ Em vez de condená-lo e dizer: ‘Viu só?, ele não está fazendo o suficiente'”.

Há muitos casos de abusos a menores, disse logo. “Não é simplesmente um problema católico”, precisou. “Considero que o Papa está tentando fazer o melhor que pode”, sentenciou.

Depois de criticar a cobertura mediática e qualificá-la de “unidimensional”, o rabino lamentou que “a tragédia dos meios é que tem a capacidade de educar. O que estão fazendo com isto é mostrar os piores elementos dos seres humanos. O elemento mais voyeurista de todos”. Aqui o rabino se refere ao Voyeurismo que é uma prática que consiste num indivíduo conseguir obter prazer sexual através da observação de outras pessoas.

“Não devemos ser tão rápidos para ler os titulares que são virulentos, e em minha opinião, histéricos”, acrescentou.

Logo depois de elogiar os esforços do Papa Bento XVI por aproximar a Igreja com a comunidade judia, o rabino assegurou que “tudo o que estou pedindo é caridade”. “Temos que pensar no que se pode fazer para ajudar-nos mutuamente em vez de condenar-nos”, concluiu.

Da liberdade religiosa ao escândalo da pedofilia


Pe. João Batista de Almeida Prado Ferraz Costa
O escândalo da pedofilia tem levado, como é natural, as pessoas a indagar pela causa do problema. A ignorância ou a má fé leva muitos a atribuir semelhante perversão ao celibato eclesiástico. Basta recordar que tal crime ocorre em todos os setores da sociedade e com maior freqüência no próprio âmbito doméstico para repelir como absolutamente falsa tal explicação do problema.
 
Estou persuadido de que se podem apontar duas causas ou ao menos duas condições favoráveis  à propagação do vício da pedofilia na sociedade moderna. A primeira é a chamada cultura da liberdade. A liberdade, hoje, é idolatrada, é o bem maior, não se subordina a nenhum fim. Em tal cultura da liberdade o direito é  considerado apenas como a técnica de conciliar os arbítrios dos “cidadãos livres”. O direito não tem nada que ver com a moral. É apenas um instrumento para garantir a liberdade individual. A moral é só uma questão de cultura. E a ordem pública, assegurada pela lei positiva, consiste apenas na harmonia das relações sociais, sem um fundamento na lei natural.
 
Ora, essa idolatria da liberdade, que deita raízes no livre exame do protestantismo e se consolidou através do iluminismo e da Revolução Francesa, seduziu muitos espíritos católicos. São os católicos liberais condenados por Gregório XVI e Pio IX. O próprio Vaticano II não ficou imune a tal mentalidade. Queimou incenso à deusa da liberdade na declaração Dignitatis Humanae, dizendo que ninguém pode ser impedido de professar sua religião em privado ou em público, contanto que não seja perturbada a  ordem pública. E tal direito à liberdade religiosa assiste igualmente aos ateus em sua profissão pública do ateísmo. E não bastasse isto, houve diversas declarações solenes de altas autoridades eclesiásticas dizendo que o VII teve por fim adaptar a Igreja aos valores do iluminismo e ao mundo nascido da Revolução Francesa.
 
Tudo isto é um delírio, dizia Gregório XVI. Para entender o problema da liberdade, os tratadistas católicos distinguiam (ao menos, antes do VII) entre liberdade psicológica (livre arbítrio), liberdade física (ausência de coerção) e liberdade moral. Por exemplo, fulano não quer trabalhar. Tem para tanto liberdade psicológica, nada o coage, mas não se pode dizer que tenha o direito de não trabalhar, porque a lei moral o obriga a ganhar o seu próprio sustento.
 
Pois bem, aplicados esses conceitos ao problema da liberdade de cultos, vê-se com clareza meridiana como é falso o princípio moderno da liberdade religiosa, consagrado pelo direito constitucional moderno e inacreditavelmente canonizado pelo Vaticano II.
 
No século XIX dois grandes católicos brasileiros tiveram o mérito de tratar da questão com maestria. São eles o bispo do Pará D. Macedo Costa e o filósofo José Soriano de Sousa. Combateram a separação entre a Igreja e o Estado e a liberdade dos cultos, explanando os princípios perenes em que se fundamenta o direito público da Igreja como decorrentes da reta razão que não aceita pôr em pé de igualdade a verdade e o erro. Diz D. Macedo Costa: “Ora, tal é o catolicismo: religião divina, a única que se demonstra, religião perfeitamente lógica, coerente, harmônica, sujeitando nosso espírito á fé, mas à fé razoável. Logo, a religião católica deve excluir e condenar toas as outras. Logo, o católico não pode admitir a liberdade dos cultos.[1]
 
Admiráveis palavras de um bispo realmente católico. Coisa raríssima em nossos dias. No entanto, o mais importante é que D. Macedo Costa explica que o respeito às convicções alheias implica a sua veracidade, não basta a sinceridade.[2]
 
De maneira que, quando se diz, por exemplo, que a Igreja Católica respeita as religiões da humanidade como respostas, ainda que em graus diversos, ao Deus que quer a salvação de todos os homens, há o grave risco de ter por mais ou menos verdadeiras e boas todas as religiões.  O certo, o tradicional, aquilo que a Igreja sempre ensinou, é que, em princípio, o culto público das religiões falsas deve ser reprimido. Por uma questão de prudência,  podem-se tolerar os cultos falsos para evitar um mal maior à sociedade, ou por caridade, em deferência  à sinceridade das convicções mais íntimas dos seus adeptos, tolerar-lhes o culto privado. Mesmo porque o ato de fé é livre e não se pode forçar ninguém a crer. Mas jamais se pode formular um juízo positivo, “otimista”, sobre as religiões falsas e querer estabelecer com elas uma confraternização para o bem da humanidade. Isto não é católico, é ideal maçônico propagado pela ONU em sua declaração dos direitos humanos e infelizmente presente na Igreja pós-conciliar.
 
Por sua vez, Soriano de Sousa em seu opúsculo A religião do Estado e a liberdade dos cultos faz ver que a possibilidade de aderir a uma religião falsa  não é da essência  da liberdade mas defeito. Deus e os anjos são livres e impecáveis.[3] Deve-se distinguir, portanto, a liberdade psicológica de aderir a um culto falso, como conseqüência  da imperfeição do livre arbítrio debilitado pelo pecado original, e o direito, como aquilo que é justo e correspondente à verdade e ao bem.[4]
 
Que tem que ver que ver tudo isso com o escândalo da pedofilia? Tem muito. Por nauseabundo que seja, muito pedófilos reivindicam hoje o seu “direito” dizendo que não perturbam ninguém, que não forçam ninguém, que tudo é uma questão de “cultura”, que um adolescente pode sentir prazer com um adulto. Dizem que muitas vezes são vítimas da extorsão de moleques.  Dizem também que, assim como a psiquiatria deixou de considerar a homossexualidade uma patologia, assim no futuro há de considerar a pedofilia como uma opção normal, visto que um adolescente pode sentir tal atração. Quem poderá impedi-los se não perturbam a ordem pública? Sobretudo, se inventarem (ou ressuscitarem) uma religião que os envolva em uma mística orgiástica!
 
Realmente, do jeito que as coisas caminham, parece que não estamos longe disso. Haverá até psicotrópico para tratar os “intolerantes” que tenham dificuldade de adaptação à cultura da liberdade.
 
Some-se a tais erros doutrinários de uma falsa noção de direito e liberdade a lama da pornografia e do erotismo invadindo quase todos os ambientes; some-se o elogio da psicanálise nas universidades católicas; acrescente-se ainda a vulgaridade dos costumes, a familiaridade inconveniente nas relações humanas; some-se a omissão dos pais na educação dos seus filhos; mencione-se ainda a indecência dos trajes; recorde-se a nova moral conjugal que nega a hierarquia de fins do matrimônio e ver-se-á então que não poderia haver caldo de cultura melhor para a grassar o vicio até nos recintos mais sagrados. Toda a sociedade está vulnerável, depois de abatidas as muralhas das instituições tradicionais. Em muitas paróquias  hoje não há diferença de clima entre Copacabana e as “celebrações”. Careta e hipócrita é quem reclama.
 
Como se vê, o mundo é perverso e hipócrita atribuindo à Igreja um vício que no fundo ele fomenta e aplaude.  Mas para que a Igreja se veja livre dessa nódoa vergonhosa é preciso reconstruir as muralhas da cidade católica, fundada na doutrina do Reinado Social de Nosso Senhor Jesus Cristo.
 
Anápolis, 6 de abril de 2010
 


[1] – CRIPPA, Adolpho, coord. As idéias filosóficas no Brasil – séculos XVIII e XIX. Convívio, SP, 1978, p. 198-199.
[2] – Romano Amerio recorda em Stat Veritas que o que hoje se chama “as outras religiões” a Sagrada Escritura chama prostituições por expressarem o mau apego do coração do homem ao seu próprio pensamento independente do pensamento de Deus, enfim, a vaidade do homem. E explica que respeitar uma coisa significa querer manter sua integridade e continuidade. Como então pretender que as “outras religiões” traduzam um desejo de busca do Deus vivo e verdadeiro? Engana-se, pois, quem diz respeitar as outras religiões e ao mesmo tempo querer a conversão dos seus adeptos a Cristo. Cf. Stat Veritas, Riccardo Ricciardi, Milão, 1997, p. 16 e 34.
[3] – CRIPPA, Adolpho. O. c, p. 201.
[4] – A evidente impraticabilidade desses princípios doutrinários no mundo secularizado de hoje não os invalida de modo algum. Ao contrário, basta estudá-los tais como foram expostos pelo magistério tradicional da Igreja para nos convencermos ainda mais da perversidade do mundo moderno condenado por Pio IX no Syllabus e elogiado por Gaudium et spes.


  


  

Pe. João Batista de Almeida Prado Ferraz CostaDa liberdade religiosa ao escândalo da pedofilia
MONTFORT Associação Cultural
http://www.montfort.org.br/index.php?secao=veritas&subsecao=politica&artigo=liberdade-religiosa-a-pedofilia&lang=bra
Online, 07/04/2010 às 10:36h
 

Não me envergonho de ser sacerdote, diz presbítero italiano ante “burla midiática”


ROMA, 05 Abr. 10 (ACI) .- O Pe. Piergiordano Cabra, da congregação da Sagrada Família de Nazaré e autor de diversos livros como “Você, me siga!: curso breve de vida consagrada”, “Para uma vida fraterna: breve guia prática”, “Ícones da vida consagrada”, entre outros, escreveu um breve artigo no L’Osservatore Romano no qual responde à “burla midiática” destes dias no qual assinala com firmeza e serenidade que “não me envergonho de ser sacerdote”.

No artigo, o Pe. Cabra comenta que os casos de alguns sacerdotes acusados de pedofilia são efetivamente uma vergonha e que “é justo fazer uma limpeza onde há sujeira”.

A expressão, explica, “apresenta já na ‘Introdução ao cristianismo’ de Joseph Ratzinger de 1968, foi usado pela primeira vez em referência à Igreja, pelo Cardeal Ratzinger durante o Via Crucis no Coliseu, suscitando surpresa. E agora alguns queriam implicá-lo mas, acaso não foram eles mesmos que o chamaram ‘pastor alemão’ por sua disciplina inflexível?”

Dito isto, prossegue o sacerdote, “não me envergonho de pertencer a uma ‘categoria’ de pessoas que dedicou toda a vida a preparar meninos e jovens para a vida, que teve a coragem de promover com a palavra e com o exemplo –sim, com o bom exemplo– a idéia de uma vida limpa, séria conosco mesmos e com os outros, respeitosa, generosa”.

“Penso neste momento nos excelentes sacerdotes que me educaram, naqueles que conheci em meu comprido ministério, que viveram pelos outros, pondo a dignidade das pessoas –especialmente de crianças e jovens– na base de seu serviço pastoral”, refere o Pe. Cabra.

Seguidamente o sacerdote adverte que existem também “casos de verdadeiras calúnias que destruíram vidas inocentes. E diante desta fúria midiática não posso deixar de ver a avidez daqueles –que não são as vítimas– que exploram o caso para sua vantagem, penso nos condutores de programas televisivos venenosos que se burlam de todo ideal e que hoje se fazem de escandalizados”.

“Penso –continua– na boa ocasião para enlodar a Igreja e desvalorizar sua doutrina que resiste ao mau costume geral, que se inclina a confundir o mal com o bem, o limpo com o sujo”.

“Penso nos Santos sacerdotes, que não são poucos, e nos honestos, que são muitos, recordando aos que me sinto a ver por antecipação com confiança”, acrescenta.

O P. Cabra comenta logo que “não sou cego para não ver as coisas que não funcionam, primeiro em mim e logo nos outros. Mas o bem maior não está em menosprezar o ideal, mas em analisar o nível da minha vida, sentir-se sempre mais humildes, mais unidos na Igreja, não deixar muito sozinhos os nossos sacerdotes, rezar por eles, sustentá-los com nosso calor humano. Sobre tudo não lançar tão facilmente a primeira pedra”.

“Não. Não me envergonho de ser sacerdote. Envergonho-me de não ser um santo sacerdote”, concluiu.

Clima artificial de pânico moral


Por Rafael Navarro-Valls

Suspeito de que há um clima artificial de “pânico moral” em criação, de que faz parte certa pandemia midiática ou literária centrada nos “desvios sexuais do clero”, convertido numa espécie de pântano moral

Um tribunal de Haia decidiu em julho de 2006 que o partido pedófilo “Diversidade, Liberdade e Amor Fraternal” (PNVD na sigla em holandês) “não pode ser proibido, já que tem o mesmo direito de existir que qualquer outro grupo”. Os objetivos desse partido político eram: reduzir a idade de consentimento para relações sexuais a 12 anos, legalizar a pornografia infantil, a exibição de material pornográfico pesado na televisão em horários diurnos e autorizar a zoofilia. Eram porque o tal partido fechou esta semana. Ao que parece, um fator decisivo para isso foi a “dura campanha” levada a cabo em todas as frentes, inclusive na internet, pelo sacerdote católico F. Di Noto, implacável na sua luta contra a pedofilia.

Essa boa notícia – cujo protagonista é um sacerdote católico – coincide com outra ruim, também protagonizada por sacerdotes. Refiro-me à tempestade midiática desencadeada pelos abusos sexuais cometidos por alguns clérigos contra menores de idades. Eis os dados: 3.000 casos de sacerdotes diocesanos envolvidos em delitos cometidos nos últimos cinquenta anos, embora nem todos tenham sido declarados culpados pela lei. Segundo Charles J. Sicluna – como que um fiscal geral do organismo da Santa Sé encarregado desses delitos –: “60% dos casos são de «efebofilia», ou seja, de atração sexual por adolescentes do próprio sexo; 30% são de relações heterossexuais, e 10%, de atos de pederastia verdadeira e própria, isto é, casos de atração sexual por crianças impúberes. Estes últimos somam trezentos aproximadamente. Um já seria muito, mas também temos de reconhecer que o fenômeno não é tão difundido como dizem”.

Com efeito, se levarmos em conta que hoje existem cerca 500.000 sacerdotes diocesanos e religiosos, os números – sem deixar de ser tristes – constituem uma porcentagem em torno de 0,6%. O estudo científico mais sólido que conheço feito por um autor não católico é o do professor Philip Jenkins, Pedophiles and Priest – Anatomy of a Contemporary Crisis (Oxford University Press). Sua tese é de que a proporção de clérigos com desordens sexuais é menor na Igreja Católica que em outras confissões. Sobretudo, é muito menor que em outros modelos institucionais de convivência organizada. Se tais comportamentos chamam mais a atenção na Igreja Católica hoje do que antes, é porque a organização de Roma permite recolher informações, contabilizar e conhecer os problemas com mais rapidez que em outras instituições e organizações, confessionais ou não.

Há dois exemplos recentes que confirmam as análises de Jenkins. Os dados fornecidos pelas autoridades austríacas indicam que, num mesmo período de tempo, os casos de abusos sexuais ocorridos em instituições vinculadas à Igreja foram 17, ao passo que em outros ambientes foram 510. Segundo um informe publicado por Luigi Accatoli (um clássico do Corriere della Sera), dos 210.000 casos de abusos sexuais registrados na Alemanha desde 1995, apenas 94 estão relacionados com pessoas e instituições da Igreja Católica, o que representa 0,045% do total.

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Pedófilos, quem?


João Augusto Rdrigues,
Jornal O Liberal – Belém
A imprensa tem reproduzido nos últimos dias, em todo o mundo, notícias veiculadas por grandes jornais dos Estados Unidos e da Europa que associam alguns padres católicos ao repugnante crime da pedofilia.  Além disso, a maior parte das notícias se impregna de uma ferocidade cega e avança com insinuações malévolas e acusações infamantes contra a Igreja Católica e o Papa Bento XVI.
 
O jornalismo, praticado muitas vezes de forma ligeira, preguiçosa e inconseqüente, buscando o sensacionalismo não procura se aprofundar na análise do problema. Casos ocorridos há dez, vinte ou trinta anos são resgatados com fortes cores de escândalo como se fossem ocorrências recentes. Denúncias são tornadas públicas de forma leviana contra o Sumo Pontífice para tentar incriminá-lo, como se fosse ele o responsável por tais atos vergonhosos ou aos culpados oferecesse o apoio da Igreja Católica.
 
A pedofilia é um crime ignominioso e inaceitável em qualquer circunstância. É uma conduta indesculpável, parta de quem partir ou ocorra onde e quando ocorrer. Mas o que fazem as numerosas reportagens veiculadas nos últimos dias, quando tratam dos crimes trazidos recentemente à tona na Europa se não confundir e vilipendiar o Papa Bento XVI? Quem acompanhou o noticiário ficou com a dolorosa impressão – se católico – de que a Igreja agiu de forma a desculpar e justificar tais atos.
 
Um jornalismo mais sério e responsável, ao contrário, deveria saudar a atitude do Santo Padre, que não hesitou em escrever uma carta plena de coragem e dignidade ao clero irlandês,
condenando os abusadores naquele país, pedindo perdão às vítimas e esperando que a justiça cumpra o seu papel. A atitude corajosa do Sumo Pontífice nem de longe tem sido acompanhada pela maior parte dos jornalistas e dos críticos, incapazes de separar a histeria anti-católica da verdade criminal.
 
Para ilustrar esse raciocínio segue um dado interessante, tanto mais que restrito ao país do cardeal Ratzinger. Na Alemanha foi comprovado que houve , desde 1995, 210 mil denúncias de abusos a menores. Dessas 210 mil, 300 envolveram de alguma forma padres católicos. Ou seja, menos de 0,2%. Isso significa que, por serem poucos, esses casos devem ser minimizados? Longe disso. Já disse e repito: um único caso que seja de pedofilia é sempre vergonho e imperdoável.
 
O problema é que se está procurando partir de casos isolados para engrossar uma campanha de descrédito e de infâmia contra a Igreja Católica e seus dignitários, tornando mais profundo o difuso anti-catolicismo ocidental que já vai se tornando um dos inexplicáveis fenômenos do nosso tempo.
 
Nos Estados Unidos, onde as estatísticas têm mais credibilidade, já se constatou que a presença de pedófilos, é de duas a dez vezes mais alta entre os pastores protestantes do que entre os padres católicos. De qualquer forma, muito maior que o envolvimento de líderes religiosos (católicos ou protestantes) é, por exemplo, o de professores de ginástica e treinadores de equipes esportivas juvenis, muitos deles casados.
 
Da mesma forma, relatórios periódicos do governo norte-americano indicam que cerca de dois terços dos abusos sexuais contra crianças não vêm de estranhos ou de educadores, sejam eles padres ou pastores, mas de familiares – padrinhos, tios, primos, irmãos e, infelizmente, até pais, muitos deles também casados.
 
Esses dados vêm derrubar a opinião de alguns anti-católicos, que tentam atribuir ao celibato a causa do problema. Uma atitude mais séria e responsável recomendaria um estudo mais profundo para lhe descobrir as origens e criar no seio da sociedade os mecanismos capazes de preveni-lo. Exatamente o contrário do que tem sido feito, buscando-se cobrir de desonra a Igreja Católica, cuja doutrina abraça os melhores valores da nossa civilização.



   

 

Rodrigues, João Augusto – Jornal O Liberal – Belém – Pedófilos, quem

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