Um problema de definição


Carlos Ramalhete

A diferença maior entre uma sociedade saudável e uma sociedade em franco processo de decadência é a manutenção de uma ordem relativamente conforme à natureza humana. Quando uma sociedade perde os critérios naturais, o orgulho dos homens sempre a conduz a tentativas de substituição do natural por invencionices autodestrutivas.

Um tal caso é o da confusão atualmente em curso entre casais naturais, feitos de homem e mulher unidos para o auxílio mútuo e a procriação, e as chamadas uniões homoafetivas. Aqueles são uma instituição natural, sem a qual uma sociedade não pode perdurar. Estas são um fenômeno diverso, que não pode ser comparado com uma união matrimonial natural.

Pode haver um componente sexual numa união afetiva, como pode não haver. Em termos práticos, não há razão alguma para que seja tratada diferentemente pelo Estado a dupla do mesmo sexo que vive junta e tem relações sexuais, a dupla de irmãs solteiras que vivem juntas e a comunidade de hippies ou religiosos. O que ocorre sem vítimas entre quatro paredes não é da alçada do Estado, e não pode ser usado por ele para criar equivalências ao matrimônio natural.

Faz-se hoje uma daninha confusão entre o matrimônio e algumas uniões que por sua própria natureza não podem levar à continuação natural da sociedade através da procriação. Esta confusão é tanto mais estranha em um momento social em que o sexo é tratado como ato meramente fisiológico, tendo por fim o prazer e excluindo a procriação. Problemas reais e antigos, como a partilha de patrimônio construído em conjunto por pessoas que vivem juntas – irmãs solteironas ou duplas de amigos, com ou sem sexo – , já são tratados como desculpa para aplicar a uniões que não são matrimônios as regras matrimoniais… desde que haja sexo.

O problema deveria ser resolvido deixando cada um definir para quem vão os seus bens; não interessa ao Estado saber se há sexo com os herdeiros desejados. Mas não: se há sexo, vira sucedâneo de matrimônio. Se não há, azar de quem ajudou a construir um patrimônio! O Estado invade os quartos de dormir e faz do sexo a origem do matrimônio, ao mesmo tempo em que prega que sexo é um ato fisiológico a ser feito por todos, solteiros ou casados. Contradição, teu nome é decadência!

Desta confusão surge outra: se a união de solteiros que fazem sexo vira um matrimônio por uma penada do juiz ou legislador, a adoção de uma criança passa a ser desejada e tida como o próximo passo para a criação de uma “família” à moda Frankenstein. Trata-se de uma crueldade para com a criança, uma crueldade que o Estado não tem o direito de fazer. O Estado não pode impor a uma criança passar o resto da vida tentando explicar que em seus documentos há dois “pais” ou duas “mães”, e nenhum membro do outro sexo. Uma pessoa que entregue seu filho para que seja criado por uma dupla de solteiros do mesmo sexo – mais uma vez, com ou sem sexo – está esticando ao limite o seu pátrio poder. Já o Estado deve ter limites muito mais rígidos, por agir em nome de todos.

Quando uma criança é entregue ao Estado, ele deve agir com a máxima prudência e não se desviar do mais comum e do mais estabelecido; agindo em nome do povo, ele é obrigado moralmente a fazer o uso mais conservador e mais restrito do pátrio poder, que recebeu por substituição temporária e não lhe pertence.

Não é à toa que ao cidadão é permitido fazer o que a lei não proíbe, e ao Estado é proibido fazer o que a lei não autoriza: o Estado deve agir de forma contida, ou estará indo além de seu papel e de suas prerrogativas. Ao Estado não compete fazer revolução.

Na adoção, é necessário evitar toda e qualquer situação incomum e manter-se nos estritos limites do natural; tal como o Estado não pode registrar como “pais” de uma criança uma comunidade (hippie, religiosa etc.), tampouco pode fazê-lo com uma dupla do mesmo sexo que se vê como casal. Isto seria colocar a criança em uma situação atípica, forçando-a a passar a vida explicando que, sem ter escolha, tornou-se a vanguarda de uma tentativa de revolução contra a natureza.

Carlos Ramalhete é filósofo e professor.

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Aborto. Direito de quem???

O Vaticano não é rico


“”O Vaticano não é rico””. Entrevista com John L. Allen Jr.
Instituto Humanitas Unisinos

Para que John L. Allen Jr., 44 anos, chegasse aonde está, um Papa teve que morrer. Porque foi só quando João Paulo II faleceu que esse jornalista, que se dedicava à docência em um colégio na Califórnia, enfrentou os microfones. Nessa oportunidade, foram os da CNN, onde ele hoje é analista do Vaticano. Mas depois, Allen começou a publicar colunas e comentários em meios de comunicação como o New York Times e o National Catholic Reporter. Não foi preciso muito tempo para que ele se convertesse no vaticanista mais respeitado do meio. Alguém que sabe, por exemplo, como chega e como é administrado o dinheiro santo.

Como a Igreja e a Santa Sé se financiam?

O orçamento anual do Vaticano é de US$ 300 milhões. Basicamente, eles têm três fontes de renda: a primeira são as doações de igrejas locais e conferências de bispos em todo o mundo. As paróquias são obrigadas a entregar dinheiro às dioceses, e as dioceses são obrigadas a entregar dinheiro para o Vaticano.

Qual é a segunda?

Os investimentos. Em 1929, a nova República italiana pagou ao Vaticano uma enorme quantia por todas as propriedades que ela lhe havia confiscado. Essa quantidade, que hoje seriam de várias centenas de milhões de dólares, foi investida em uma carta de investimentos de bônus e ações que ainda existe e que, a cada ano, entrega renda ao Vaticano.

Resta a última.

O Vaticano é dono de cerca de 700 propriedades, principalmente em Roma, mas também em toda a Itália. Muitas delas são arrendadas a companhias e a pessoas, como lojas ou departamentos. Então, a cada ano, há dinheiro que chega por esse caminho.

Isso é suficiente?

Todo ano, em geral, eles andam muito apertados com esse orçamento, e não se sabe se ganharão o suficiente para pagar os gastos do Vaticano.

Falo das doações. São muito fundamentais?

Cobrem 50% do orçamento anual. As outras duas contribuem com 25% cada.

Em quanto estão avaliadas as propriedades?

O Vaticano diz que seu patrimônio, que inclui bens raízes, chega a US$ 770 milhões. O grosso dessa cifra são as propriedades. Então, no total, a avaliação deveria se aproximar dos US$ 500 milhões.

Eles estão com números vermelhos ou azuis?

Desde o final da década de 70 até o começo dos 90, eles estavam com números vermelhos quase todos os anos. Depois, chegou um cardeal norte-americano de Detroit encarregado da operação financeira, que era conhecido por ser alguém habilidoso com o dinheiro. Ele corrigiu o déficit, e eles obtiveram números azuis por vários anos. A partir daí, veio uma crise financeira, e voltaram a ter números vermelhos, mesmo que o déficit não tenha sido muito grande. Em geral, a Igreja não obtém excedentes significativos.

Então não se poderia dizer que a Igreja é rica.

Eu colocaria desta forma: o orçamento operativo da Igreja é de US$ 300 milhões. Nos Estados Unidos, a Universidade de Notre Dame – que é a maior universidade católica do país – tem um orçamento operativo de mais de US$ 1 bilhão. Isto é, pode financiar o Vaticano três vezes. O patrimônio do Vaticano – quase US$ 800 milhões – é semelhante ao que é entregue às organizações sem fins lucrativos dos Estados Unidos como doação. Meu ponto é que, se medirmos pelos padrões das organizações sem fins lucrativos, o Vaticano não é particularmente rico. O que acontece é que, diferentemente das organizações sem fins lucrativos – em que o item que absorve mais capital é o pagamento de salários –, no Vaticano, a maioria dos “empregados” são sacerdotes ou freiras que ou não recebem salário ou paga-se-lhes o mínimo. Essa é a forma pela qual o Vaticano pode manter as coisas andando com um orçamento que, no mundo das organizações sem fins lucrativos, seria considerado bastante modesto.

Qual é o departamento encarregado das finanças da Santa Sede?

A Prefeitura dos Assuntos Econômicos.

Como ela funciona?

Um cardeal – Sergio Sebastiani – é o presidente emérito. Ele tem uma junta de consultores. Além disso, existe um conselho de cardeais que assessora a Prefeitura na administração financeira. Esse conselho, por sua vez, tem uma junta de consultores que são profissionais financeiros, especialistas em investimentos etc.

Que perfil tem a pessoa que chega a esse cargo?

O Papa o nomeia. Quase sempre é um bispo italiano veterano que tem reputação de saber lidar com o dinheiro. Informalmente, se subentende que deve ser italiano porque há muita interação com o sistema bancário desse país.

Como você descreveria a atual gestão?

São imensamente conservadores. Fazem investimentos de muito baixo risco. Sei que, muitas vezes, foi frustrante para os cardeais que proveem especialmente dos Estados Unidos e da Europa, porque a Santa Sé demora em adotar algumas das práticas básicas para a administração e investimentos que são usadas em outras partes do mundo. Eles publicam um balanço financeiro anual. Mas não é divulgado. Não há uma auditoria independente das finanças. Ao longo dos anos, muitos cardeais queixaram-se privadamente comigo de que obteriam melhores retornos de investimento se pudessem atrair pessoas externas que tomassem decisões responsáveis, mas ligeiramente mais audazes.

O problema passa pela modernização, então.

É preciso entender que isso é o Vaticano. O problema de fundo, acredito, é que se trata de uma instituição cuja aproximação ao dinheiro é pré-moderna.

Em que sentido pré-moderna?

Anterior às práticas modernas de contabilidade. Que não se sente cômoda com estratégias de investimento do século XXI. Estamos falando de uma aproximação ao dinheiro que se formou na Alta Idade Média. No entanto, estão lidando com católicos de todo o mundo, que têm sim altas expectativas enquanto a transparência, gestão e responsabilidade.

A reportagem é de Andrew Chernin, publicado na revista Qué pasa e no sítio Religión Digital, 31-10-2009. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Eis a entrevista.

Não é lícito negar a comunhão na boca


É isso mesmo pessoal!

Negar comunhão na boca é ÍLICITO!

Deus perdoe e tenha mizericórdia do Padre que me negou a comunhão na boca com o pretexto de que, segundo ele “é orientação da igreja”, devido a Gripe Suína.

Ele só não disse de que igreja era esta orientação, pois a Católica Apostólica Romana, Única e Verdadeira de Nosso Senhor Jesus Cristo, fora da qual não há Salvação ensina que não é LÍCITO negar a comunhão na boca.

Já a igreja do Boff e do Betto…

É só clicar neste link para acessar a carta da Congregação para o Culto Divino para um fiel da Grã Bretanha, e logo após a tradução. Este mesmo fiel teve a comunhão negada como eu.

Que o Senhor Jesus, por intercessão de São João Maria Vianey, nos conceda Sacerdotes santos e fiéis a Igreja.

 
 
 
 
A paz de Jesus e o amor de Maria!
Moisés Gomes de Lima
Catequista, por Misericórdia do Senhor!
Paróquia de S. João Batista – Cedro/CE
Diocese de S. José – Iguatu/CE
blog.olharcatolico@gmail.com
moisesgomeslima@gmail.com
“A concórdia não é uniformidade de opiniões, mas concordância de vontades” (S. Tomas de Aquino).

Viva los ermanos médicos e advogados argentinos!


Advogados e médicos católicos rejeitam apologia do aborto de juíza na Argentina

BUENOS AIRES, 19 Set. 09 (ACI) .- A Corporação de Advogados Católicos e o Consórcio de Médicos Católicos de Buenos Aires rechaçaram energicamente a apologia do aborto realizada pela juíza Carmen Argibay, integrante da Corte Suprema, no Senado argentino.

Os advogados católicos explicaram que a apologia realizada pela juíza anti-vida “torna-se mais grave neste caso, por provir de um Ministro da Corte Suprema de Justiça”.

“A doutora Argibay, entre outros argumentos, afirmou que ‘não é o mesmo a vida antes do nascimento que depois, já que um feto não pode viver sem a mãe, não é independente até que nasce, e que, logo quando nasce, pode ser considerado pessoa desde o ponto de vista jurídico'”.

“Este singular critério da doutora Argibay, além de desconhecer o sentido comum, já que a independência de um menino demandará vários anos, arremete contra preceitos contidos em Tratados Internacionais, com fila constitucional e no Código Civil, que amparam a vida humana desde a concepção”, explicam os advogados.

Por isso, deploram “enfaticamente estas manifestações e denunciam o perigo que corre a sociedade, porque provêm de um membro do mais alto Tribunal da Nação”.

Rechaço médico

Por sua parte, os médicos católicos recordam primeiro que “é uma realidade biológica que na concepção, quer dizer na união do óvulo com o espermatozóide, começa uma nova vida humana; um novo ser humano que tem que ser tratado com o mesmo respeito que merece qualquer pessoa humana”

Depois de explicar que todo aborto “é um atentado contra a lei natural” que está por cima de “qualquer crença religiosa”, o Consórcio de Médicos Católicos recorda que é tarefa de quem exerce a medicina “atuar respeitando a vida humana do não nascido sempre e em todos os casos”

Nessa linha, prosseguem, “as autoridades públicas devem cumprir suas funções conforme à ordem natural, sem dar pé à aberração de que alguns seres humanos possam ser assassinados legalmente por outros, por muito crítica e dolorosa que seja a situação pela qual estes estejam passando”.

“Se a vida humana do não nascido –o ser humano mais fraco e indefeso– se submete a debates, a consensos ou a negociações políticas, priva-se de sustento a todos outros direitos humanos”, advertem.

Ante as tentativas de despenalizar o aborto na Argentina e nas vésperas do Bicentenário da independência, recordam finalmente que “é obrigação de todos construir sobre o bem comum e este só se consegue edificando sobre leis justas. Nenhuma sociedade se sustenta sobre leis iníquas”.

Viva la Repúblia Dominicana!


República Dominicana blinda a vida contra o aborto e a eutanásia

SANTO DOMINGO, 18 Set. 09 (ACI) .- Com uma votação de 128 votos a favor e 32 em contra, a Assembléia Nacional Revisora da República Dominicana ratificou ontem de noite o artigo 30 da Constituição nacional, aprovado em primeira leitura, no qual se estabelece o direito à vida e sua inviolabilidade desde a concepção até a morte.

Segundo , o jornal “Listín Diario”o novo texto assinala que “o direito à vida é inviolável desde a concepção até a morte. Não poderá estabelecer-se, pronunciar-se, em nenhum caso a pena de morte”.

Este triunfo pró-vida, assinala a nota editorial de hoje do mencionado jornal, arrebatou-lhe “uma ressonante vitória às forças que incansavelmente queriam desnaturalizá-lo ou desconhecê-lo”, entre as que se encontra a organização Anistia Internacional que junto com grupos feministas expressaram seu rechaço à nova norma.

A nota de Listín Diário adiciona que “uma maciça votação em apoio a este princípio demonstrou a essencial convicção do legislador dominicano quanto à defesa não só da criatura humana, mas também de toda pessoa, em qualquer etapa de sua existência, frente às tendências que tentam relativizar a vida”.

Seguidamente afirma que “em muitas sociedades ‘civilizadas’ é válido matar a criatura no ventre, por simples capricho ou porque a grávida não o deseje. Parte-se do suposto falso de que às 14 semanas o que está dentro ainda não é uma pessoa. Queriam, sutilmente, implantar aqui essa modalidade organizações e grupos pagos desde fora”.  

“Um de seus maiores esforços, truncados ontem à noite, era o de suprimir, no direito à vida, o preciso fundamento ‘desde sua concepção até a morte’, para deixar uma porta aberta ao aborto e à eutanásia ou a outras formas de interrupção da vida”, acrescenta.

Do mesmo modo, prossegue o editorial, “surgiram vozes para promover, como um suposto ‘direito’ da mulher, o abortar livremente, assim como a solicitude para a legalização dessa prática porque se considera estendida”.

“Se nos fiarmos desse argumento, teremos que legalizar também o consumo de drogas e reconhecer ao dependente o ‘direito’ a usar quantas substâncias degradantes e alucinógenas tenha vontade”, adverte o Listín Diário.

Finalmente, conclui o editorial, “impôs-se a decisão mais sensata e correta, quer dizer, a que deve respeito ao intuito do nosso Criador, Deus, que nos dá a vida gratuitamente e que reprova toda ação ou manipulação que atente contra ela”.

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Revolução desde cima


Obama: a revolução desde cima

Olavo de Carvalho
Digesto Econômico, maio/junho de 2009


O jornalismo, na sua acepção mais elevada, é uma variante menor da ciência histórica. Os instrumentos de pesquisa, verificação e expressão de que o jornalista se serve são em essência os mesmos do historiador, apenas reduzidos a uma escala de precisão mais modesta, em razão do tempo mais curto. Porém, tal como acontece na própria História, a busca do conhecimento aí não é tudo. Tanto o historiador como o jornalista podem se colocar – e este último quase invariavelmente se coloca – a serviço da luta política e de poderes que não raro estão mais interessados na difusão da ignorância que do conhecimento. Daí a necessidade de uma espécie de jornalismo de segundo grau que observe e analise o desempenho do primeiro, separando, nele, o que é investigação da verdade e o que é puro discurso de agente político, na sua tripla acepção de propagandista, de ocultador e de agente de influência. Para desgraça geral, os “observatórios de mídia” que alegam cumprir essa função não passam, na maior parte dos casos, de agentes políticos eles próprios, bem ou mal camuflados sob a capa de analistas críticos. O “Observatório da Imprensa” do Sr. Alberto Dines não passa, em última instância, de um comissariado político devotado a preservar a ortodoxia esquerdista hegemônica. O “Observatório de Mídia” da USP, conforme já demonstrei com documentação mais que suficiente, é apenas um braço da política globalista. Nos EUA, uma certa variedade de perspectivas ainda assegura algum confronto genuíno, mas o alcance popular dos sites de media watch é mínimo em comparação com o dos grandes jornais e noticiários de TV, que a “revolução cultural” das últimas décadas transformou, decididamente, em agentes políticos, isentos do mais mínimo compromisso com as funções que outrora garantiram ao jornalismo uma parcela da dignidade da ciência histórica.

Nesse panorama, os fatos mais óbvios podem se tornar invisíveis e suas relações mais patentes um mistério insondável para a quase totalidade da população, aí incluída a elite falante, não digo pensante.

Para quem estuda os fatos da atualidade com critérios de historiador, nada mais fácil do que compreender os objetivos da administração Obama, bem como as estratégias e táticas usadas para sua implementação. Esses objetivos são apenas dois: (a) debilitar o poderio americano na esfera internacional, tornando os EUA praticamente inermes ante qualquer iniciativa militar ou qualquer campanha diplomática mais agressiva da parte de seus inimigos; (b) no plano interno, inversa e complementarmente, aumentar o poder de controle do governo sobre a massa dos cidadãos, desarticulando e desarmando antecipadamente qualquer veleidade de oposição popular, seja ao primeiro objetivo, seja a este mesmo.

Isto não é uma “interpretação”. Os fatos falam por si mesmos, mas não podem ser ouvidos pela maioria, seja porque são diretamente sonegados, seja porque vêm diluídos numa maçaroca alucinante de factóides, detalhes irrisórios, desconversas e desinformação pura e simples, tornando a substância dos acontecimentos dificilmente apreensível até mesmo por pessoas letradas que, inconscientes da mudança radical das funções do jornalismo desde a década de 60, continuem tomando a “grande mídia” como fonte primordial de informações.

No plano internacional, com exceção das gestões para deter a corrida armamentista da Coréia do Norte, que já vinham da presidência anterior e não têm como ser desviadas muito rapidamente do seu curso pré-escolhido, as iniciativas principais do governo Obama foram sucessivas manifestações de simpatia para com governos islâmicos profundamente comprometidos em campanhas anti-ocidentais e anti-americanas. A quase genuflexão ante o rei da Arábia Saudita é apenas um símbolo, mas ele diz muito porque vem acompanhado não só de acenos amigáveis para o governo do Irã, mas também de esforços manifestos para induzir a classe política americana a aceitar passivamente a transformação do Irã em potência nuclear (esta notícia não pôde ser ocultada nem mesmo dos brasileiros: v. http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/fintimes/2009/04/04/ult579u2764.jhtm).

Ao mesmo tempo que despende trilhões num “plano de recuperação econômica”, que beneficia acima de tudo as organizações que o apoiaram na campanha eleitoral, como por exemplo a Acorn, que caprichou no obamismo ao ponto de distribuir milhares de títulos de eleitor falsos para aumentar o eleitorado do candidato democrata, Obama anuncia um corte de 8 bilhões de dólares no orçamento das Forças Armadas. E faz isso no preciso momento em que a China completa a fabricação de um novo míssil balístico capacitado a destruir porta-aviões americanos num raio de dois mil quilômetros com um só disparo para cada um. A zona de cobertura da nova arma, versão modificada do míssil Dong Feng 21, abrange precisamente as áreas que os estrategistas americanos consideram vitais para um eventual confronto de superfície entre forças americanas e chinesas.

É ainda impossível avaliar em que medida a nova arma de Beijing é devedora do ex-presidente Clinton, que após ter feito vista grossa à profusão de espiões tecnológicos chineses nos EUA, aproveitou sua última semana na Casa Branca para libertar os poucos deles que estavam na cadeia. O que é absolutamente certo é que a liberação das viagens a Cuba, planejada pelo governo Obama, vai fortalecer um bocado o regime comunista da ilha, não só “enchendo de dinheiro os irmãos Castro”, como disse Otto Reich, mas facilitando o trânsito de espiões cubanos num país que já está repleto deles.

Por fim, é notório que os círculos obamistas vêem com agrado as gestões cada vez menos discretas do G-20 para adotar uma moeda mundial, desbancando o dólar e submetendo a economia americana ainda mais ao controle internacional.

Embora o sentido de todas essas atitudes do governo Obama seja claro e insofismável, até mesmo os comentaristas mais abertamente conservadores têm extrema dificuldade em percebê-lo. Seus cérebros, entupidos de inibições, preconceitos e escrúpulos patéticos que a cultura esquerdista ambiente injetou neles desde a década de 60, funcionam com tal lentidão que só ouvem o cão latir depois de várias mordidas. Uma conversa recente na Fox News entre Sean Hannity, comentarista político da estação, e Dick Morris, ex-conselheiro dos Clintons convertido à causa conservadora, ilustra o que estou dizendo:

Morris: — Há uma coisa importante que vai acontecer em Londres neste G-20, e que eles estão camuflando, escondendo: a coordenação dos regulamentos internacionais. O que eles vão fazer é colocar o nosso FED (Federal Reserve) e a nossa SEC (Comissão de Títulos e Câmbio), sob o controle do Fundo Monetário Internacional… O que isso realmente é, é colocar a economia americana sob controle internacional.

Hannity: — É mesmo.

Morris: — E aquelas pessoas que viviam gritando “A ONU vai tomar o poder!”, “É o governo global!”…

Hannity: — Teóricos da conspiração…

Morris: — Eles eram malucos. Mas agora vemos que estavam com a razão. Está acontecendo.

Hannity: — Quando o Geithner (presidente do FED) disse na semana passada que está aberto à idéia de moeda global, essa turma da teoria da conspiração já tinha anunciado durante anos que isso ia acontecer. Você não está errado, você não está errado…

Concomitantemente – e coerentemente – com a debilitação do poderio americano no exterior, as medidas do governo Obama para aumentar o controle estatal sobre a sociedade e os cidadãos são tão vistosas que o simples fato de não provocarem escândalo geral já é por si mesmo um escândalo. Desde logo, Obama exigiu que o escritório do Censo, até então sob responsabilidade parlamentar e portanto bipartidária, fosse instalado na Casa Branca, sob sua fiscalização direta. Como o Censo determina o zoneamento eleitoral, quem controla o Censo controla as eleições americanas. Em tempos normais, esta simples decisão seria motivo de impeachment, mas tanto o Congresso quanto a mídia estão mais empenhados em preservar a imagem de Obama do que a segurança do país e o bom funcionamento da democracia. Até o momento, ninguém estrilou contra a usurpação do Censo, noticiada com discrição entre páginas e páginas consagradas aos novos modelos de vestido da Sra. Michele Obama.

Não podendo implantar diretamente o controle de armas, que a população rejeita maciçamente, o governo Obama apelou ao expediente de diminuir o estoque de munições à disposição do consumidor, dificultando a compra ou importação dos materiais necessários à fabricação de balas. Os efeitos da medida apareceram com velocidade impressionante. Qualquer coisa mais requintada do que cartuchos para espingardas de caça é muito difícil de encontrar hoje em dia nas lojas de armas. Ao mesmo tempo, os deputados e senadores governistas já distribuem entre si uma lista de mais de setenta modelos de armas que o Procurador Geral Eric Holder – tradicional adepto da proibição total – planeja banir na primeira oportunidade.

Não satisfeito com o tremendo acréscimo de poder que essas medidas lhe dão, o governo Obama, através da FDA (Food and Drug Administration), vem ajudando a promover o Codex Alimentarius – plano da ONU para colocar a produção mundial de alimentos sob controle direto e estrito da burocracia internacional e de meia dúzia de macro-empresas globais. Os projetos de lei HR875, HR759 e S425 proíbem até mesmo a livre produção de alimentos para consumo doméstico ou comunitário, e tornam crime a chamada “alimentação natural” – plantar cenouras, beterrabas, batatas, etc. sem fertilizantes, antibióticos e o que mais as autoridades determinem. Pelo Codex Alimentarius, cada galinha criada em fundo de quintal terá de ser registrada em órgãos do governo e alimentada com aquilo que o governo escolha. As penalidades incluem prisão do culpado, apreensão dos produtos considerados ilegais e desapropriação da terra onde seja cometido o “crime”.

Uma das empresas mais empenhadas na aprovação do projeto é a Monsanto. Quando o ativista de esquerda José Bové, participante do Forum Social Mundial de 2001 em Porto Alegre, promoveu a destruição de mil acres de transgênicos dessa empresa no Rio Grande, todos os nossos liberais e conservadores protestaram, em nome da liberdade de mercado. Lamento informar: descontados os meios ilegais com que fez o seu protesto, Bové estava certo, mesmo sem saber por que. A Monsanto não tem nada a ver com liberdade de mercado. Tem a ver com o socialismo burocrático mundial.

Para completar, o senador democrata Jay Rockefeller, membro da família que controla o CFR (Council on Foreign Relations) e por meio dele a política americana, após ter feito a espantosa declaração de que o maior risco para a segurança dos EUA não é o terrorismo, nem a China, nem o tráfico de drogas, nem a imigração ilegal, e sim a internet – declaração que num primeiro momento pareceu apenas um abuso de excentricidade –, passou das palavras à ação, apresentando, na semana seguinte, um projeto de lei que coloca a rede inteira sob controle direto de órgãos da presidência americana.

Tecnicamente – e creio ter demonstrado isso em sucessivos escritos e conferências –, uma revolução define-se como um projeto abrangente de mudança social e política a ser realizado mediante uma concentração anormal de poder. Uma revolução nesse sentido estrito – uma revolução de dimensões mundiais – já está em avançado estado de realização nos EUA. O fato de que a maior parte da população e até mesmo das classes letradas nem mesmo perceba isso enquadra nitidamente o fenômeno na categoria das “revoluções desde cima”, tal como descrito no livro clássico de Hermann Rauschning, The Revolution of Nihilism: a Warning to the West. Publicado em 1938 e referindo-se especialmente ao caso alemão, o alerta de Rauschning não foi ouvido. O meu também não será.

O Papa tem razão!


Reconhecido cientista assegura: Papa tinha razão sobre a AIDS

Declaração de Edward Green, diretor do Aids Prevention Research Project de Harvard

RÍMINI, quarta-feira, 26 de agosto de 2009 (ZENIT.org).- O diretor do Aids Prevention Research Project da Harvard School of Public Health, Edward Green, assegurou que na polêmica sobre a Aids e o preservativo Bento XVI tinha razão.

Ao intervir no “Meeting pela amizade entre os povos” de Rímini o cientista, considerado como um dos máximos especialistas na matéria, confessou que “lhe chamou a atenção como cientista a proximidade entre o que o Papa disse no mês de março passado no Camarões e os resultados das descobertas científicas mais recentes”.  Continue lendo »

Viva Portugal!


Portugal: presidente veta lei sobre uniões de fato

Não promulgação agradou Conferência Episcopal

LISBOA, terça-feira, 25 de agosto de 2009 (ZENIT.org).- O presidente de Portugal, Aníbal Cavaco Silva, decidiu ontem não promulgar a lei que pretendia equiparar no país a união entre duas pessoas do mesmo sexo ao matrimônio.

O presidente –segundo refere Agência Ecclesia– alertou para o “risco de uma tendencial equiparação entre duas realidades distintas”, o casamento e as uniões de fato, “se converter, no fim de contas, na criação de dois tipos de casamento ou, melhor dizendo, de transformar a união de fato num «para-casamento», num «proto-casamento» ou num «casamento de segunda ordem»”. Continue lendo »

Perita norte-maricana revela: "Homossexualidade não é normal nem benigna"


WASHINGTON DC, 13 Ago. 09 (ACI) .- Uma enfermeira norte-americana que trabalhou durante anos no hospital da faculdade de medicina na Universidade de Stanford na Califórnia (Estados Unidos) publicou recentemente um revelador ensaio onde assinala como se veio ocultando, por razões ideológicas, as graves conseqüências para a saúde individual e pública das condutas homossexuais.

O artigo, publicado em espanhol pelo Comitê Independente Anti-AIDS, foi escrito pela enfermeira profissional Kathleen Melonakos, quem revela o que observou no mundo da saúde 30 anos depois da controvertida decisão da Associação Psiquiátrica Americana (APA) de suprimir a homossexualidade como patologia, cedendo às pressões dos grupos militantes homossexuais.
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Bento XVI: Maria e o sacerdócio


Queridos irmãos e irmãs, 

é iminente a celebração da Solenidade da Assunção da Virgem Maria, no sábado, e nós estamos no contexto do Ano Sacerdotal; então eu gostaria de falar sobre a relação entre Maria e o sacerdócio. É uma relação profundamente enraizada no mistério da Encarnação.. Quando Deus decidiu tornar-se homem no seu Filho, ele precisava do “sim” de uma criatura livre. Deus não age contra nossa liberdade. E sucede uma coisa verdadeiramente extraordinária: Deus se faz dependente da liberdade, do “sim” de uma criatura, espera este “sim”. São Bernardo de Claraval, em uma de suas homilias, explicou de modo comovente este momento decisivo da história universal, onde o céu, a terra e o próprio Deus esperam a palavra desta criatura.

O “sim” de Maria é a porta através da qual Deus é capaz de entrar no mundo, fazer-se homem. Então Maria é verdadeira e profundamente envolvida no mistério da Encarnação, de nossa salvação. E a Encarnação, o fazer-se homem do Filho, foi concebida a partir da doação de si; o doar-se com muito amor na Cruz, para tornar-se pão para a vida do mundo. Assim, sacrifício, sacerdócio e a Encarnação caminham juntos, e Maria está no centro deste mistério. Continue lendo »

De: Papa S. Gregório/Para: RCC


Sermão do Papa São Gregório Magno. 

Eis os sinais que acompanharão aqueles que terão acreditado: em meu nome, eles expulsarão os demônios, eles falarão em línguas novas, eles pegarão em serpentes, e se tiverem bebido algum veneno mortal, ele não lhes fará nenhum mal. Eles imporão suas mãos aos doentes e estes serão curados” (São Marcos, XVI,16).
 
Será que, meus caros irmãos, pelo fato de que vós não fazeis nenhum destes milagres, é sinal de que vós não tendes nenhuma fé?
Estes sinais foram necessários no começo da Igreja. Para que a Fé crescesse, era preciso nutri-la com milagres. Também nós, quando nós plantamos árvores, nós as regamos até que as vemos bem implantadas na terra. Uma vez que elas se enraizaram, cessamos de regá-las.
Eis porque São Paulo dizia:”O dom das línguas é um milagre não para os fiéis, mas para os infiéis” (I Cor, XIV,22). Continue lendo »

Viva el México!!!


Mexicanos apóiam lei que blinda a vida em Guanajuato

MEXICO D.F., 14 Jul. 09 (ACI) .- Mais de cem pessoas convocadas pela organização Mulher e Família (MUFA), partiram para o Congresso do Guanajuato para agradecer aos deputados locais por aprovar a reforma constitucional que garante na entidade o direito à vida “desde sua concepção e até a morte natural”.

Segundo a imprensa local, a reforma outorga ao óvulo fecundado a categoria de pessoa e impede o aborto até em casos de violação, assim como o mal chamado “aborto terapêutico”.

Logo depois da reforma, a Constituição de Guanajuato afirma que “para os efeitos desta Constituição e das leis que dela emanem, pessoa é todo ser humano desde sua concepção até sua morte natural. O Estado lhe garantirá o pleno gozo e exercício de todos seus direitos”.

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Por que eu sou Católico?


G. K. Chesterton

A dificuldade em explicar “Por que eu sou Católico” é que há dez mil razões para isso, todas se resumindo a uma única: o catolicismo é verdadeiro. Eu poderia preencher todo o meu espaço com sentenças separadas, todas começando com as palavras, “É a única coisa que …” Como, por exemplo, (1) É a única coisa que previne um pecado de se tornar um segredo. (2) É a única coisa em que o superior não pode ser superior; no sentido da arrogância e do desdém. (3) É a única coisa que liberta o homem da escravidão degradante de ser sempre criança. (4) É a única coisa que fala como se fosse a verdade; como se fosse um mensageiro real se recusando a alterar a verdadeira mensagem. (5) É o único tipo de cristianismo que realmente contém todo tipo de homem; mesmo o respeitável. (6) É a única grande tentativa de mudar o mundo desde dentro; usando a vontade e não as leis; etc. Continue lendo »

Êi ateu, se liga meu!


O Cientista e o Estudante.

Um senhor de 70 anos viajava de trem, tendo ao seu lado um jovem universitário que lia o seu livro de ciências. O senhor, por sua vez, lia um livro de capa preta.

Foi quando o jovem percebeu que se tratava da Bíblia, e estava aberta no livro de Marcos. Sem muita cerimônia o jovem interrompeu a leitura do velho e perguntou:

– “O senhor ainda acredita nesse livro cheio de fábulas e crendices?

– Sim, mas não é um livro de crendices. É a Palavra de Deus. Estou errado?

– Mas é claro que está! Creio que o senhor deveria estudar a História Universal. Veria que a Revolução Francesa, ocorrida há mais de 100 anos, mostrou a miopia da religião.

Somente pessoas sem cultura ainda crêem que Deus tenha criado o mundo em seis dias. Continue lendo »

"Discriminação" de cunho ideológico


ABIM – Agência Boa Imprensa
7 de Junho de 2009

“Discriminação” de cunho ideológico
Roger Vargas

A propósito de um artigo da “Folha de São Paulo”, de 27 abril, sobre a discriminação e as cotas para estudantes universitários, veio-me uma recordação saudosa da época em que não havia quotas raciais nas universidades…

Discriminação é um termo que significa apenas ato de distinguir, separar, apartar. Porém, a palavra discriminação, como é entendida hoje em dia, tomou um sentido acentuadamente ideológico.

Não muito tempo atrás, recordo-me que quando pedíamos — “Pode me dar uma  nota discriminada?” — isso significava tão somente classificar nela os produtos comprados.

Infelizmente, a significação da palavra mudou, e discriminação com sentido ideológico está atingindo, pouco a pouco, todos os setores da sociedade.. No ensino, ela encontrou seu caminho através do sistema de cotas que obriga, por lei, ser reservada uma quantia de vagas nas universidades a alunos considerados “discriminados”. Continue lendo »

Fábio de Melo, fala de mel


Fonte: http://blog.veritatis.com.br/

por Maite Tosta

chargefabio21
(arte: Emerson H. Oliveira, sobre pintura de Caravaggio)

A entrevista de Fábio de Melo – o chamo assim, já que seu site o faz, omitindo o título “padre” – no programa do Jô Soares na sexta-feira (dia 22) tem criado polêmica na blogosfera católica, não sem motivo.

O motivo da controvérsia é o grande número de declarações contrárias à doutrina feitas pelo “padre pop”, bem como sua incompetência para defender a Igreja de acusações feitas pelo apresentador, embora não tenha sido pego de surpresa, uma vez que faz parte de suas exigências para entrevistas que todas as perguntas sejam aprovadas previamente por sua assessoria… Isso sem contar o terninho de grife, o relógio Diesel, as sombrancelhas feitas, a testa paralisada de botox… vaidade das vaidades, tudo é vaidade…

Mais lamentável, no entanto, do que o discurso açucarado e carregado de relativismo do showman eclesiástico são as justificativas que seus defensores usam para defendê-lo. Continue lendo »

São João da Cruz e Santa Tereza de Jesus nos ensinam


SÃO JOÃO DA CRUZ

Ora, importa saber que, não obstante poderem ser obras de Deus os efeitos extraordinários que se produzem nos sentidos corporais, é necessário que as almas não queiram admitir nem ter segurança neles; antes é preciso fugir inteiramente de tais coisas, sem querer examinar se são boas ou más. Porque quanto mais exteriores e corporais, menos certo é que são de Deus. Com efeito, é mais próprio de Deus comunicar-se ao espírito, e nisto há para a alma mais segurança e lucro, do que ao sentido, fonte de freqüentes erros e numerosos perigos. O sentido corporal, nessas circunstâncias, faz-se juiz e apreciador das graças espirituais julgando-as tais como sente. No entanto, há tanta diferença entre a sensibilidade e a razão como entre o corpo e a alma, e na realidade, o sentido corporal é tão ignorante das coisas espirituais como um jumento o é das coisas racionais, e mais ainda.” (JOÃO DA CRUZ. Subida ao Monte Carmelo. Livro II, capítulo XI, 2. Rio de Janeiro: Vozes, 1998, p. 217) Continue lendo »

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Protestante questiona culto à Maria e acusa a Igreja de assasina de inocentes


Comentário Protestante:

 Uma vez, quando Jesus estava falando, uma mulher na multidão proclamou: “Bem-aventurado o ventre que te trouxe e os peitos em que mamaste” (Lucas 11:27). Nunca houve melhor oportunidade para Jesus declarar que Maria era verdadeiramente digna de louvor e adoração. Mas qual foi a resposta de Jesus? “Antes bem aventurados os que ouvem a palavra de Deus e a guardam” (Lucas 11:28). Para Jesus, a obediência à Palavra de Deus era MAIS IMPORTANTE do que ser a mulher que o pôs no mundo. Muitos já morreram por guerras religiosas, guerra que principalmente a Igreja Católica em sua caça as bruxas na santa inquisição matou muitos inocentes, então caros, nem Maria, José ou Sebastião… só Jesus morreu na cruz para nos salvar, maria meramente é nossa irmã em cristo e devemos respeito por isso, porém somente Jesus é o caminnho…

Resposta Olhar Católico: 

Prezado Marcelo, a paz de Jesus e o amor de Maria!

Meu caro, e quem mais guardou e ouviu a Palavra de Deus melhor do que a Mãe de Deus? Que outra criatura que já pisou esta Terra mais glorificou o Senhor, senão sua Mãe? Acaso você não lê a Bíblia? Estaria Nosso Senhor em contradição com a Escritura, pois no ventre de Sua Santa Mãe escutou Ela mesma dizer: “desde agora, me proclamarão bem-aventurada todas as gerações” (Lc1, 48b)? E pouco antes o Espírito Santo na boca de Santa Izabel, sua prima: “Donde me vem esta honra de vir a mim a mãe de meu Senhor?” (Lc1, 43) ou ainda “bem-aventurada és tu que creste” (Lc1, 45a)? Ou será que você arrancou este trecho de sua Bíblia como fez Lutero com os outros, inclusive com a epístola de São Tiago? Continue lendo »

Sobre a falsa acusação de idolatria


Gostaria de pedir licença para escrever o seguinte para os caríssimos irmãos separados que aqui chegam:

Sobre a falsa acusação de idolatria:

1º erro dos protestantes: não sabem fazer a distinção entre veneração e idolatria.

Venero MARIA, a Quem amo muitíssimo, muito mais que a mim mesmo! VENERO, porque do meu coração par MARIA, vem a maior forma de respeito e amor que e posso ceder a um ser humano, que é criatura, portanto. Ajoelhar-se diante de Sua imagem é igualemnte venerá-la, pois eu o faço por respeito e amor que lhe são corretamente tributados, uma vez que Aquela Criatura é a própria MÃE de DEUS! Sua imagem a representa, e DEUS mesmo se alegra e muito com toda a homenagem feita à Ela, mesmo que seja ajoelhar-se diante de Sua imagem.

Se vocês procurarem na história de José vendido pelos irmãos aos egípcios, verão que seus irmãos se prostraram diante dele quando ainda não sabiam quem ele era. Eles se prostraram como a um ídolo? Certamente que não. Se prostraram por respeito e não por adoração. Continue lendo »

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Gratiam tuam, quaesumus, Domine, mentibus nostri infunde; ut qui, angelo nuntiante, Christi Filii tui encarnationem cognovimus, per Passionem eius et Crucem, ad Resurrectionis gloriam perducamur. Per eumdem Christum Dominum nostrum. Amen.

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