O Deus sem Religião


Examinando a “Sola Scriptura”

Alessandro Lima

 Hoje em dia ainda é muito comum vermos protestantes acusando católicos de idólatras, adoradores de imagens e acusando a Igreja Católica a ensinar tais práticas. Quem conhece o Catolicismo sabe quão absurdas são estas acusações. É bem verdade que a religiosidade popular comete muitos abusos que infelizmente contam com o apoio de seus padres e bispos. É certo acusar uma mãe de ladra, aliciadora de crianças se por acaso seu filho pequeno for pego com um brinquedo de seu amiguinho? Neste caso, pensaríamos que é a Mãe uma ladra e aliciadora de crianças ou pensaríamos que foi a criança que não correspondeu à educação dada pela mãe? O mesmo caso aplica-se à Igreja Católica. Da mesma forma que nem sempre vemos pessoas que se dizem cristãs possuindo atitudes cristãs, isso leva a crer que é o Cristianismo o incentivador dos erros de seus filhos?

O mesmo engano cometeu o monge agostiniano Martinho Lutero. Em seu tempo alguns bispos distorceram a disciplina das Indulgências. Isto levou Lutero a crer que era a doutrina da Igreja que estava errada. Para ele, era a tradição que havia errado, por isso ele supôs que se a Igreja utilizasse somente a Bíblia (“Sola Scriptura”) como norma de fé e prática, Ela jamais cairia no erro.

Uma suposição é algo que concebemos no início, normalmente sem consciência. Quando a suposição é válida, tudo acaba bem, mas uma suposição errada conduz inevitavelmente às falsas conclusões. A pessoa que tem esperança de chegar a uma conclusão utilizando uma suposição falsa, deve perguntar a si mesmo onde está o erro. Os protestantes que estão dispostos a avaliar o estado do atual mundo protestante de maneira honesta, devem perguntar se a Sola Scriptura, ensinamento fundamental do Protestantismo vem de Deus, pois esta suposição resultou em mais de vinte mil grupos discrepantes que não concordam em assuntos básicos da Bíblia, ou o que significa ser um Cristão? Por que (se somente a Bíblia é suficiente, sem a Santa Tradição) batistas, testemunhas de Jeová e metodistas reivindicam que acreditam no que a Bíblia diz, mas nenhum deles concorda em o que a Bíblia diz? Obviamente, aqui está uma situação na qual os protestantes devem achar que estão errados. Infelizmente, a maioria dos protestantes estão dispostos a colocar a culpa deste problema em qualquer coisa— qualquer coisa menos no problema que é a raiz. A ideia da Sola Scriptura é fundamental para o Protestantismo tanto que para eles nega-la é questionar Deus. Como disse Nosso Senhor: “Toda árvore boa dá bons frutos; toda árvore má dá maus frutos” (Mateus 7:17). Se julgarmos a Sola Scriptura pelos seus frutos, chegaremos a conclusão de que esta árvore deve ser cortada, e lançada ao fogo (Mateus 7:19).

Vejamos agora as falsas suposições sobre as quais está fundamentada a Sola Scriptura:

1º Falsa Suposição: A Bíblia deve ser entendida como última palavra sobre a fé, piedade e louvação.

a) É o ensinamento da Escritura “totalmente suficiente”?

A suposição mais óbvia pôr de trás da doutrina da Sola Scriptura é a de que a bíblia possui tudo o que é preciso para a vida do Cristão — tudo o que é necessário para a verdadeira fé, prática, devoção e louvação. O trecho mais citado para apoiar esta suposição é:

… e desde a infância conheces as Sagradas Escrituras e sabes que elas têm o condão de te proporcionar a sabedoria que conduz à salvação, pela fé em Jesus Cristo. Toda a Escritura é inspirada por Deus, e útil para ensinar, para repreender, para corrigir e para formar na justiça. Por ela, o homem de Deus se torna perfeito, capacitado para toda boa obra” (II Timóteo 3:15-17).

Os que usam esta passagem para defender a Sola Scriptura, afirmam toda a “autossuficiência” da Bíblia, porque “Somente a Bíblia Sagrada pode fazer o homem piedoso e perfeito… a perfeição pode ser atingida sem a necessidade da tradição.”

Mas o que pode ser realmente dito baseando-se nesta passagem? Para os iniciantes, devemos perguntar sobre o que o apóstolo Paulo está falando quando ele fala a Timóteo sobre ele conhecer a Bíblia desde criança. Devemos estar seguros de que Paulo não está falando sobre o Novo Testamento, pois o Novo Testamento ainda não havia sido escrito quando Timóteo ainda era uma criança —na realidade, ele ainda não estava pronto quando Paulo escreveu esta Epístola a Timóteo, e muitos menos o Cânon do Novo Testamento como o que conhecemos hoje. Obviamente, na maioria das referências da Bíblia encontrada no Novo Testamento, vemos que Paulo está falando do Velho Testamento e assim, se esta passagem for usada para fixar os limites da autoridade inspirada, não só a Tradição fica excluída, mas também todo o Novo Testamento.

Em segundo lugar, se Paulo pretendesse excluir a tradição por ser algo não benéfico, deveríamos saber por qual motivo Paulo utilizou no mesmo capítulo tradições orais que não estavam na Bíblia. Os nomes de Janes e Jambres não aparecem no Velho Testamento, contudo, em II Timóteo 3:8 Paulo os chama de adversários de Moisés. Paulo utiliza a tradição oral para falar o nome dos dois mágicos mais proeminentes do Egito, que aparecem durante o Êxodo (7:8). [2] E este não é a única fonte não-bíblica utilizada no Novo Testamento — outro exemplo mais conhecido aparece na Epístola de São Judas que cita o Livro de Enoque (Judas 14:15 c.f. Enoque 1:9).

Quando a Igreja canonizou os livros da Bíblia oficialmente, o principal propósito era estabelecer uma lista de livros autorizados, para proteger a Igreja dos livros espúrios que reivindicavam autoria apostólica, mas que eram na verdade, trabalhos de hereges (v.g. o Evangelho de Tomé). Os grupos heréticos não conseguiam basear seus ensinamentos na Santa Tradição, pois seus ensinamentos eram criados fora da Igreja, então a única maneira que possuíam para autorizar suas heresias era distorcendo o significado da Bíblia, além de forjar novos livros, apóstolos, ou santos do Velho Testamento. A Igreja sempre se defendeu contra os ensinamentos heréticos reivindicando as origens apostólicas da Santa Tradição (provando-as pela Sucessão Apostólica, c.f. o fato de que seus bispos e professores possuem uma descendência histórica e direta dos Apóstolos), e também reivindicando a universalidade da Fé Católica (c.f. o fato de que a Fé Católica é a mesma fé que os Cristãos católicos sempre aceitaram ao longo da história e do mundo). A Igreja se defendeu contra os livros espúrios e heréticos estabelecendo uma lista autorizada de Livros Sagrados, que foram recebidos pela Igreja como Divinamente inspirados, tanto os do Velho Testamento como os de origem apostólica.

Estabelecendo a lista canônica da Bíblia Sagrada, a Igreja não pretende insinuar que toda a Fé Cristã e toda a informação necessária para a louvação e regra da Igreja está contida apenas na Bíblia. [3] Uma coisa que está além dos debates sérios é sobre a questão de quando a Igreja concluiu os Cânones dos Livros Sagrados em fé e louvação, assim como a discussão se a fé e a louvação atuais são as mesmas das do período primitivo — isto é uma verdade histórica. Como na estrutura da autoridade da Igreja, os bispos católicos em vários Concílios resolveram a questão do Cânon — e na Igreja Católica é assim até hoje quando qualquer pergunta sobre a doutrina ou a disciplina deve ser resolvida.

b) Qual o propósito dos escritos do Novo Testamento?

É ensinado nos estudos bíblicos protestantes (e penso que neste caso eles ensinam corretamente) que quando você estuda a Bíblia, entre muitas outras considerações, você deve primeiro considerar o gênero (ou tipo literário) de literatura que você está lendo em uma passagem particular, pois livros diferentes possuem gêneros diferentes. Outra consideração a ser tomada é sobre qual o assunto ou o propósito do livro que está sendo estudado. No Novo Testamento temos quatro tipos de gêneros literários: evangelho, narração histórica (Atos), epístola e apocalíptica ou profética (Revelação). Os Evangelhos foram escritos para testemunhar a vida de Cristo, sua morte e ressurreição. As narrativas contam a história de pessoas e figuras significativas e mostra a magnífica providência Divina agindo em tudo. Diversas epístolas foram escritas para responder perguntas específicas que surgiram em várias Igrejas, assim, muitos problemas não foram relatados com detalhes. Assuntos doutrinais eram discutidos para resolver problemas doutrinais e assuntos sobre louvação só eram discutidos quando aparecia algum problema relacionado (c.f. Coríntios 11:14). Os escritos apocalípticos (Revelação) foram escritos para mostrar o triunfo de Deus na história.

Notamos que não há referências literárias à louvação no Novo Testamento, e nem detalhes de como era a louvação na Igreja. No Velho Testamento há detalhes (e até exaustivos) sobre a louvação do povo de Israel (v.g. Levítico e Salmos) — no Novo Testamento há apenas sugestões escassas sobre a louvação dos cristãos primitivos. Mas qual o motivo? Certamente que não foi por não existir ordem em seus serviços religiosos — os historiadores litúrgicos afirmam que os cristãos primitivos continuavam firmemente na mesma louvação judaica herdada dos Apóstolos. Porém, até mesmo as parcas referências do Novo Testamento em relação à louvação da Igreja primitiva, nos mostra que eles estavam bem longe dos selvagens grupos “Carismáticos,” os cristãos do Novo Testamento possuíam as mesmas louvações litúrgicas de seus pais: observavam as horas de oração (Atos 3:1), louvavam no Templo (Atos 2:46; 3:1; 21:26), além da louvação nas Sinagogas (Atos 18:4).

Nós também precisamos notar que nenhum dos tipos presentes da literatura do Novo Testamento tem o propósito de dar uma instrução doutrinal inclusiva — não há um catecismo ou uma teologia sistemática. Se a Bíblia é tudo que precisamos como cristãos, por que não há nenhuma declaração doutrinária inclusiva nela? Imagine como todas as controvérsias pudessem ter sido resolvidas se a Bíblia respondesse a todas as perguntas doutrinais claramente. Isso seria muito conveniente, mas tais coisas não são encontradas nos livros da Bíblia.

Que ninguém entenda mal a observação feita aqui. Nada disso deprecia a importância da Bíblia Sagrada — Deus proíbe tal coisa! Na Igreja Católica, a Bíblia é tida como totalmente inspirada por Deus, inerrante e autoritária, mas o fato é que a Bíblia não contém o ensinamento para todo assunto importante da Igreja. Como já declaramos, o Novo Testamento dá apenas um breve detalhe sobre como louvar — e isto não é de pequena importância. Além de que, a mesma Igreja que nos passou a Bíblia Sagrada, é a mesma que preservou os padrões de louvação que recebemos. Se nós desconfiamos da fidelidade desta Igreja em preservar a adoração Apostólica, também temos que desconfiar de sua fidelidade em preservar a Bíblia.

c) É a Bíblia, na prática, “totalmente suficiente” para os protestantes?

Os protestantes frequentemente reivindicam que “acreditam apenas na Bíblia,” mas várias perguntas aparecem quando a pessoa tenta examinar o atual uso que eles fazem da Bíblia. Por exemplo, por que os protestantes escrevem tantos livros sobre doutrina e a vida Cristã, se eles necessitam apenas da Bíblia? Se a Bíblia fosse o suficiente para entendê-la, por que eles simplesmente não utilizam apenas a Bíblia? E se ela é “totalmente suficiente,” por que isto não produz resultados suficientes, por exemplo: por que os protestantes não acreditam na mesma coisa? Por que há tantos estudos bíblicos protestantes, se eles precisam apenas da Bíblia? Por que eles buscam outras áreas e materiais? Por que eles ensinam a bíblia ao povo — ao invés de apenas ler as Escrituras para as pessoas? A resposta eles nunca admitirão, mas os protestantes sabem que a Bíblia não pode ser entendida por si só. E na verdade, toda seita protestante possui seu corpo de tradições, mas nunca admitem ou a chamam disso. Não é por acaso que as Testemunhas de Jeová acreditam nas mesmas coisas que os Batistas do Sul, mas não é por acaso que eles não acreditam nas mesmas coisas enfaticamente. Os Testemunhas de Jeová e os Batistas do Sul não propõem individualmente cada uma de suas idéias sobre a Bíblia, mas ensinam a crença de um certo modo — com uma tradição. Então a questão não é em acreditar ou não na tradição — a pergunta correta é qual a tradição que devermos usar para interpretar a Bíblia? Em qual tradição podemos confiar, na Tradição Apostólica da Igreja, ou na confusa e moderna tradição do Protestantismo, que não possui nenhuma raiz além do advento da Reforma Protestante?

2º Falsa Suposição: A Bíblia era a base da Igreja primitiva, e que a Tradição é apenas uma “corrupção” humana muito posterior.

É especialmente entre Evangélicos e Carismáticos que a palavra “tradição” é considerada um termo depreciativo, a tradição é rotulada como algo “carnal,” “espiritualmente morta,” “destrutiva,” “legalista.” Para o protestante que lê o Novo Testamento, a Bíblia condena a tradição como algo oposto à Bíblia. A imagem que eles têm dos cristãos primitivos é de que eles eram como os Evangélicos ou Carismáticos do século XX! Para eles é inconcebível que os cristãos primitivos possuíssem uma louvação litúrgica, ou que eles tinham adquirido qualquer tradição — acreditam que isso ocorreu somente após a Igreja ter sido “corrompida,” é assim que imaginam que tais coisas entraram na Igreja. É um sopro de vida para estes protestantes (assim como para mim) quando eles estudam a Igreja primitiva e os escritos dos primeiros Padres, e começam a sentir algo diferente do que sempre imaginaram ou foram conduzidos a pensar. Por exemplo, os cristãos primitivos não levavam suas Bíblias para a Igreja em cada domingo de estudo da Bíblia, devido ao longo tempo para se fazer uma cópia, e poucos possuíam suas próprias cópias da Bíblia. Ao invés disso, as cópias da Bíblia eram mantidas por pessoas designadas pela Igreja, que ficavam num local da Igreja destinado à louvação. Além de que, os cristãos não possuíam cópias do Velho Testamento, e muito menos do Novo Testamento (que não foi terminado antes do final do Primeiro Século, e não em sua forma canônica até o Quarto Século). Isto não é o mesmo que dizer que os cristãos primitivos não estudavam a Bíblia — eles estudavam, mas como um grupo, e não individualmente. E em grande parte do Primeiro Século, os cristãos estavam limitados em estudar apenas o Velho Testamento. Assim, como eles sabiam dos Evangelhos, dos ensinamentos de Cristo, de como louvar, em que acreditar sobre a natureza de Cristo, etc.? Eles possuíam apenas a Tradição Oral dos Apóstolos, os ensinamentos dos Apóstolos, especialmente durante a virada do primeiro século. Depois as gerações futuras tiveram acesso às Escrituras dos Apóstolos pelo Novo Testamento, mas a Igreja primitiva foi totalmente dependente da Tradição Oral para ter conhecimento da Fé Cristã.

Esta dependência da Tradição é descrita em vários lugares do Novo Testamento. Por exemplo, quando São Paulo exorta os Tessalonicenses: “Assim, pois, irmãos, ficai firmes e conservai as tradições que de nós aprendestes, seja por palavras, seja por carta nossa” (II Tessalonicenses 2:15).

A palavra traduzida como “tradição” é a palavra grega “paradosis” — que é traduzida de maneira diferente em algumas Bíblias protestantes, mas é a mesma palavra que os Ortodoxos Gregos usam para falar da Tradição, e poucos estudantes competentes da Bíblia discutiram seu significado. A própria palavra significa literalmente “meio por qual algo é transmitido,” sendo a mesma palavra utilizada negativamente para os falsos ensinamentos dos Fariseus (Marcos 7:3-8) e referida também para a autoridade de um Cristão para ensinar (I Coríntios 11:2. II Tessalonicenses 2:15). Qual a diferença entre a tradição dos Fariseus e a Tradição aprovada pela Igreja? A Fonte! Cristo deixou bem claro qual era a fonte das tradições dos Fariseus, quando a chamou de “tradição dos homens” (Marcos 7:8). São Paulo faz outras referências às tradições: “Eu vos felicito, porque em tudo vos lembrais de mim, e guardais as minhas tradições (paradoseis), tais como eu vo-las transmiti” (I Coríntios 11:2), mas onde ele adquiriu estas tradições anteriores? “Eu recebi do Senhor o que vos transmiti (paredoka): que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão” (I Coríntios 11:23). Assim a Igreja Católica recorre ao falar da Tradição Apostólica: “entregue (paradotheise) de uma vez para sempre aos santos” (Judas 3). Sua fonte é o Cristo, que a entregou diretamente aos Apóstolos, com tudo aquilo que Ele disse e fez, como o que está escrito: “nem o mundo inteiro poderia conter os livros que se deveriam escrever” (João 21:25). Os Apóstolos entregaram este conhecimento para toda a Igreja, e a Igreja, tornou-se a “coluna e sustentáculo da verdade” (I Timóteo 3:15).

O testemunho do Novo Testamento é claro neste ponto: os cristãos primitivos receberam as Tradições escritas e orais pelos Apóstolos de Cristo. Da Tradição escrita eles possuíam apenas fragmentos — uma igreja local possuía uma Epístola, outra um Evangelho. Os escritos foram reunidos gradualmente, e colocados no livro que se tornou o Novo Testamento. E como os cristãos primitivos sabiam quais eram os livros autênticos e quais não eram — já que havia numerosas epístolas e evangelhos espúrios reivindicados por hereges como escritos dos Apóstolos? Foi a Tradição Apostólica oral que ajudou a Igreja nesta tarefa.

Se a Igreja perder a pura Tradição Apostólica, a Verdade deixa de ser a Verdade — pois a Igreja é a coluna e o sustentáculo da Verdade (I Timóteo 3:15). A crença protestante sobre a história da Igreja, de que a Igreja caiu em apostasia durante o período de Constantino até a Reforma, deixou estes e muitos outros trechos da Bíblia sem sentido. Se a Igreja deixa de existir, mesmo que por um dia, os portões do inferno a venceram naquele dia. Se o caso fosse este, Cristo teria descrito de maneira diferente a Igreja na parábola da semente de mostarda (Mateus 13:31-32), Ele deveria ter falado que no lugar da semente uma nova semente teria brotado mais tarde — mas ao invés disso, Ele usou a figura de uma semente de mostarda que começa pequena, mas cresce continuamente e se torna a maior planta do jardim.

Sobre esta posição, deveria ter existido algum grupo verdadeiro de fiéis protestantes, que sobreviveram durante mil anos nas cavernas, mas onde está a evidência deles? Os Waldensianos, que são apontados como seus precursores por todas as seitas, dos Pentecostais às Testemunhas de Jeová, não existiam antes do século XII. Eles dizem que estes verdadeiros fiéis sofreram valentemente as ferozes perseguições dos romanos e que se esconderam nas colinas até quando o Cristianismo tornou-se uma religião legal. E isso pode até parecer possível, se comparado com a noção de que um grupo tenha sobrevivido por mil anos sem deixar nenhum rastro de evidência histórica sobre sua existência!

A Sola Scriptura é uma grande avalanche iniciada pela Reforma Protestante e que ao longo do tempo por onde passa (onde é aceita) vai destruindo os principais fundamentos do Cristianismo Apostólico. Ela caminha para a destruição total da Fé. Para atestar isso basta compararmos a grande diferença entre a fé Reformada e a fé Pentecostal, por exemplo. Os Reformadores tinham catecismos, criam na necessidade dos sacramentos, batizavam as crianças, reconheciam Santa Maria como Mãe de Deus. E hoje será que é possível encontrar tal credo entre os Pentecostais? O protestantismo ao abandonar a Eclesiologia Apostólica (conceito que crê que a Igreja de Cristo é Visível, possui Governo, que é Mãe e Mestra dos Cristãos, que surge de Deus e vem até os fiéis, etc.) colocou em seu lugar o relativismo. Não é sem motivo que muitos protestantes estão a caminho do fenômeno então chamado “A Fé sem Religião” ou “Deus sem Religião”.

Você pode imaginar que o sistema de crenças Protestante tem como sua principal doutrina a teoria de que somente a Bíblia possui autoridade em assuntos de Fé, buscando provar que esta doutrina tem seus próprios critérios. A pessoa provavelmente espera que os protestantes mostrem diversos textos da Bíblia que prove esta doutrina — que é a base de toda a doutrina protestante. A pessoa espera dois ou três textos sólidos, que apresentam claramente esta doutrina — dizem eles da Bíblia: “Pelo depoimento de duas ou três testemunhas se resolve toda a questão” (II Coríntios 13:1). Contudo, como o menino da fábula que teve que mostrar que o Imperador estava nu, tenho que mostrar que não há um único verso na Bíblia em sua totalidade que comprove a doutrina da Sola Scriptura. Não há nada que comprove isso. Ah sim, há inúmeros lugares da Bíblia que falam de sua inspiração, autoridade e utilidade — mas não há um lugar da Bíblia que ensine que somente a Bíblia é autorizada a seus fiéis. Se tal ensinamento estivesse pelo menos implícito, os Pais da Igreja teriam seguramente ensinado esta doutrina, mas qual Santo Padre ensinou tal coisa? Por isso que o ensinamento fundamental do Protestantismo é autodestrutivo, contradiz a si mesmo.

A doutrina da Sola Scriptura não é apenas não ensinada pela Bíblia —ela contradiz a Bíblia especificamente (já discutimos isso), que ensina que a Santa Tradição também está ligada ao Cristianismo (II Tessalonicenses 2:15; I Coríntios 11:2).

Talvez a Bíblia Sagrada seja o ápice da Santa Tradição da Igreja, mas a grandiosidade da elevada altura em que a Bíblia subiu depende da grande montanha em que ela está firmada. Retirada de seu contexto, da Santa Tradição, a pedra sólida da Bíblia torna-se uma mera bola de barro, que pode ser moldada facilmente por qualquer modelador que assim desejar. Não é nada honroso distorcer e abusar da Bíblia, mesmo que isso seja feito em nome de sua autoridade.

Alessandro Lima
Fonte: Veritatis Splendor

Diferença de culto–dulia, hiperdulia e latria


Alguns protestantes confundem o culto que os católicos tributam aos santos com o culto que se deve a Deus. Para introduzir o assunto da intercessão dos santos é necessário esclarecer a diferença que existe entre os cultos de "dulia", "hiperdulia" e "latria".
Em grego, o termo "douleuo" significa "honrar" e não "adorar".
No sentido verbal, adorar (ad orare) significa simplesmente orar ou reverenciar a alguém.
A Sagrada Escritura usa o termo "adorar" em várias acepções, tanto no sentido de douleuo como de latreuo, como demonstrarei através da "Vulgata", Bíblia católica original e escrita em latim.
"Tu adorarás o teu Deus" (Mt 4, 10)
"Abraão, levantando os olhos, viu três varões em pé, junto a ele. Tanto que ele os viu, correu da porta da tenda a recebê-los e prostrando em terra os adorou" (Gn. 18,2).
Eis os dois sentidos bem indicados pela própria Bíblia: adoração suprema, devida só a Deus; adoração de reverência, devida a outras pessoas.
A Igreja católica, no seu ensino teológico, determina tudo isso com uma exatidão matemática.

A adoração, do lado de seu objeto, divide-se em três classes de culto:


1.
culto de latria (grego: "latreuo") quer dizer adorar – É o culto reservado a Deus
2. culto de dulia (grego: "douleuo") quer dizer honrar.


3.
culto de hiperdulia (grego: hyper, acima de; douleuo, honra) ou acima do culto de honra, sem atingir o culto de adoração.
A latria é o culto que se deve somente a Deus e consiste em reconhecer nele a divindade, prestando uma homenagem absoluta e suprema, como criador e redentor dos homens. Ou seja, reconhecer que ele é o Senhor de todas as coisas e criador de todos nós, etc.
O culto de dulia é especial aos santos, como sendo amigos de Deus.
O culto de hiperdulia é o culto especial devido a Maria Santíssima, como Mãe de Deus.
Alguns protestantes protestam dizendo que toda a "inclinação", "genuflexão", etc, é um ato eminentemente de "adoração", só devido à Deus.
Já demonstramos, com o trecho do Gênesis, que isso não procede. Todavia, para deixar mais claro o problema, devemos recordar que o culto de "latria" (ou de "dulia") é um ato interno da alma.

A adoração é, eminentemente, um ato interior do homem, que pode se manifestar de formas variadas, conforme as circunstâncias e as disposições de alma de cada um.
Os atos exteriores – como genuflexão, inclinação, etc -, são classificados tendo em vista o "objeto" a que se destinam. Se é aos santos que se presta a inclinação, é claro que se trata de um culto de dulia. Se é a Deus, o culto é de latria.
Aliás, a inclinação pode ser até um ato de agressão, como no caso dos soldados de Pilatos que, zombando de Nosso Senhor, "lhe cuspiram no rosto e, prostrando-se de joelhos, o adoraram" (Mc 15, 19).
A objeção protestante, dessa forma, cai por terra. Ou eles teriam que afirmar que havia uma "adoração" por parte dos soldados de Pilatos, o que é absurdo! Eles simulavam uma adoração (ou veneração ao "Rei dos Judeus), através de atos exteriores, mas seu desejo era de zombaria.

 

Fonte: http://arquidiocesedecampogrande.org.br/arq/formacao-igreja/fe-catolica/2988-diferenca-de-culto-latria-dulia-e-hiperdulia-.html

Indefectibilidade da Igreja, Santa Inquisição, Reforma Protestante… Tudo isso em uma só acusação. Ou: um comentário cheio de erros.


Abaixo segue o comentário de um leitor no post “Três dicas para orar em línguas“, que é o post de maior acesso do blog, e em seguida minha resposta.

Rogério|Enviado em 19/09/2012 as 8:27 pm 

“Ela é e sempre foi santa, sem nenhuma mancha?” Você realmente acredita nisso que disse? E a inquisição? e a cobrança de indulgências que culminaram com a reforma protestante? E quanto aos inúmeros queimados vivos por contrariarem interesses de uma elite que se dizia voz de Deus? Amigo, eu sei que você tem seus motivos para discordar da oração em línguas, mas cuidado para, na sua “boa intenção”, não acabar falando mal do Espírito Santo! A igreja, na sua caminhada cometeu erros, inclusive reconhecidos pelos papas João XXIII e Bento XVI… E se cremos na soberania de Deus, porque Ele permitiu a reforma? Outra coisa, Lutero só não é considerado santo porque “aqueles que escolhem” quem será santo não dariam esta honra ao cara que ousou reformar a igreja! Repense seus exageros e rancores… Deixe Deus ser Deus e aceite o fato de que nem todas as coisas você vai compreender com a razão e sim com a fé!

Resposta

Olá Rogério, a paz de Jesus e o amor de Maria!
Sim, a Igreja é Santa e sem mácula sim. Do contrário não rezaria “creio na Santa Igreja Católica”. E isto não é tão difícil de se conceber. Sendo a Igreja o Corpo Místico de Cristo[1], e Cristo sendo Deus[2], e Deus sendo Perfeito[3], consequentemente sua Igreja também será perfeita visto que a Sua Santa Cabeça, que é Nosso Senhor Jesus Cristo, a santifica e mantém Santa com o auxílio do Espírito Santo[4]. Seriam incompetentes, Nosso Senhor e o Espírito Santo, se não fossem capazes de manterem Santa e Imaculada Sua Santa Igreja, e, convenhamos, para Deus nada é impossível[5], logo, a Santa Igreja Católica é sim Santa e santificadora.
A Santa Inquisição, caro leitor, ainda hoje existe, só que com outro nome: Congregação para a Doutrina da Fé. E engana-se o senhor que ela tenha sido isto que é pintado para você. Saiba que:

“Hoje em dia, os historiadores já não utilizam o tema da inquisição como instrumento para defender ou atacar a Igreja. Diferentemente do que antes sucedia, o debate se encaminhou para o ambiente histórico com estatísticas sérias” (Historiador Agostinho Borromeo, presidente do Instituto Italiano de Estudos Ibéricos: AS, 1998).[6]

Quais são suas fontes históricas para basear suas afirmações Rogério?
Nunca nem um papa reconheceu erro algum da Igreja, e mais uma vez você carece de citar fontes ou citações. Aqui não tem espaço para mentira senhor Rogério. Já sua interrogação “afirmativa” sobre a permissão de Deus para que a Reforma Protestante existisse estaria incluída na mesma questão de por que Deus permite que exista maldade no mundo. Uma das razões seriam para provar a fé dos bons, e o primeiro que caiu foi Lutero, que não tem nada de santo coisíssima nenhuma.
Ele sempre foi partidário da mentira:

“Que mal pode causar se um homem diz uma boa e grossa mentira por uma causa meritória e para o bem da Igreja (luterana).” (Grisar, Hartmann, S.J., Martin Luther, His life & work, The Newman Press, 1960- pág 522)[7]

“Eu fui monge, eu queria seriamente ser piedoso. Ao invés, eu me afundava sempre mais: eu era um grande trapaceiro e homicida” (WAW, 29, 50, 18)[8]

“Eu aqui me encontro insensato, e endurecido, ocioso e bêbado de manhã à noite… Em suma, eu que devia ter fervor de espírito, tenho fervor da carne, da lascívia, da preguiça e da sonolência”[8]

É esse o cara que você quer canonizar? Ainda bem que “aqueles que escolhem” não pensam como você.
Sinceramente Rogério, repense seus exageros e rancores, deixe Deus ser Deus e não ser seu umbigo. Lembre-se que razão e fé sempre andam juntas:

“Porém, ainda que a fé esteja acima da razão, não poderá jamais haver verdadeira desarmonia entre uma e outra, porquanto o mesmo Deus que revela os mistérios e infunde a fé dotou o espírito humano da luz da razão; e Deus não poderia negar-se a si mesmo, nem a verdade jamais contradizer a verdade.” (Catecismo da Igreja Católica §159)

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[1]”pois o marido é o chefe da mulher, como Cristo é o chefe da Igreja, seu corpo, da qual ele é o Salvador”. (Ef 5,23)
[2]”Eu e o Pai somos um”. (Jo 10,30)
[3]”Portanto, sede perfeitos, assim como vosso Pai celeste é perfeito”. (Mt 5,48)
[4]”E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Paráclito, para que fique eternamente convosco”. (Jo 14,16)
“Mas o Paráclito, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, ensinar-vos-á todas as coisas e vos recordará tudo o que vos tenho dito”. (Jo 14,26)
“Quando vier o Paráclito, que vos enviarei da parte do Pai, o Espírito da Verdade, que procede do Pai, ele dará testemunho de mim”. (Jo 15,26)
[5] “porque a Deus nenhuma coisa é impossível”. (Lc 1,37)
[6] A Inquisição exterminou 30 milhões de pessoas?
[7] Lutero: um campeão da verdade!
[8] Martinho Lutero, homicida e suicida

Frutos do “Livre Exame” Protestante


          

Pra quem não sabe, o livre exame, é uma das teses do herege Lutero, que o mesmo inventou em sua revolta contra a Igreja de Jesus Cristo. Dentre outras teses, e resumidamente falando sobre esta (o livre exame), ele ensina que todo cristão é inspirado pelo Espírito Santo ao ler a Sagrada Escritura, e que não precisa de ninguém que o oriente e que cada interpretação dali retirada é válida (pelo fato deste estar “inspirado” pelo Espírito Santo). Ora, sabemos que o Espírito Santo não se contradiz (isso é impossível para Deus), então por que será que cada denominação protestante (pra dizer seita protestante mesmo) tem sua própria interpretação da Bíblia e cada uma diferente das outras? Será que o Espírito Santo se contradiz, ou será que o espírito que anima a interpretação dos protestantes não é o Santo? E se não é o Espírito Santo, de quem é o espírito que gera dúvidas, erros e divisões?

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Devemos pregar Jesus e não Igreja! O que tem de verdade nesta frase?


Autor: JESUS, Leandro Martins de. Apostolado Veritatis Splendor: LEITOR PERGUNTA SOBRE “PREGAR JESUS” E NÃO IGREJA… . Disponível em http://www.veritatis.com.br/article/5384. Desde 24/12/2008.

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Gostaria de saber o que significa esse termo, Já que alguns protestantes dizem que não pregam religião e sim a Bíblia (Jesus Cristo).

Devo seguir religião ou Igreja? Gostaria de uma explicação sobre os dois temas, já que por diversas vezes escuto os nossos irmãos separados dizer eu prego a bíblia não religião. Eu anuncio Jesus Cristo e não sigo doutrinas de homens. Também queridos irmãos, tenho um amigo que se diz católico e que falou que a Igreja é muito dogmática, ele disse não concordar com isso. Gostaria de poder fazê-lo entender a questão dos dogmas; para isso preciso da vossa ajuda. Peço que envie algum material de estudo para que eu possa apresentar a ele.

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Caro Brito,

Que a graça e a paz de Nosso Senhor e salvador Jesus Cristo esteja conosco!

Os protestantes tem uma visão distorcida da realidade da Igreja. Para eles, a Igreja é uma mera comunidade de cristãos, sem caráter sacramental, dessa forma, para justificar essa multiplicidade de comunidades (igrejas), eles afirmam não pregar uma religião, igreja, mas Jesus Cristo.

É de se notar que os protestantes estão em tremenda contradição!     Continue lendo »

Protestante reconhece a grandeza de Nossa Senhora – MONTFORT


Nome: Simone
Enviada em: 07/11/2003
Local: Recife – PE,
Religião: Protestante
Idade: 22 anos
Escolaridade: 2.o grau concluído

Olá Orlando a paz.

Estive conversando com um amigo meu que é católico, e ele disse algo interessante. Veja: a bíblia fala de muitas pessoas que cometeram erros. Até mesmo de Pedro, quando ele foi repreendido por Paulo por temer os da circuncisão.

Mas, a bíblia não fala sobre erros que maria possa ter vindo a cometer. Fala de muitos, mas com relação a Maria não vemos um registro sequer. Nas igrejas evangélicas fala-se muito nos apóstolos e coisas e tal, mas de maria fala-se pouco. Ela que foi uma mulher maravilhosa, exemplo de serva do Senhor. Um exemplo a ser seguido por todo cristão. Já vi muitas pessoas falarem mas não muuuuito. Ela sempre é lembrada, mas não tanto como outros. Sabe, aborreço-me quando falam que ela foi uma pessoa como outra qualquer. Ela foi especial!

Queria só deixar registrado aqui meu comentário, pois acho que os protestantes deveriam dar mais atenção a uma pessoa tão importante assim.

Fique na santa paz do Senhor.

Simone

RESPOSTA
Muito prezada Simone, salve Maria!Só posso louvá-la por sua carta que revela sua admiração por Nossa Senhora, a Mãe de Deus, e sempre Virgem Maria.

Você veja como o Evangelho conta que o anjo a saudou “Ave cheia de graça, o Senhor é contigo” (Luc., I,28). e note, prezada Simone, que essa e a única vez que um anjo saúda um ser humano. Normalmente, é claro, são os homens que saúdam os anjos, como você sabe que fez Abraão (Gen. XVIII).

E quando Maria foi visitar Isabel, esta a saudou dizendo-lhe:

“Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto. Donde me vem esta dita que a Mãe de meu Senhor venha ter comigo” (Luc. I,43).

Por isso lhe digo, cara Simone, que a Mãe do Senhor, um dia, vá também até você.

In Corde Jesu, semper,
Orlando Fedeli

Oração pelos Mortos? Frei Rojão responde!


padre, tenho muitas dúvidas. uma delas é sobre como seremos julgados após a nossa passagem: o juízo é imediato? se sim, é verdade que nós mesmos decidiremos? e como ficam as missas em favor dos mortos [as de corpo presente, 7º dia]?

Frei Rojão responde

 

Farejo um herege adventista a vinte léguas de distância… Mas a tática é velha. Leram meia dúzia de bobagens e mentiras contra a Igreja, e nunca lêem a Bíblia, ai vem nos sites católicos como “supostamente com dúvidas” quando na verdade luciferinamente querem nos fazer cair em contradição. Nunca conseguem, mas tentam. Vejam a linguagem macia, melíflua, feito o Cramulhão tentando. Católico não és. O Católico ama a Igreja, porque sabe que até a Bíblia que tem em mãos – e ama e lê a Bíblia – tem autoridade porque a Igreja testemunha e segue a Bíblia. E se fosse católico também saberia que missa de corpo presente é mais difícil de se ver que cabeça de bacalhau. Como cita, não deve conhecer a Igreja nem seus hábitos. E não conhece a Igreja porque é protestante, porque quem conhece a Santa Igreja é arrastado imediatamente no torvelinho do amor de Deus para seu seio.

 

Explicarei para que os católicos, o rebanho de Jesus Cristo, tenham algum aproveitamento.

 

Filho, o julgamento particular ocorre a todo momento, porque o Altíssimo, que vê mancha até nos seus anjos, sabe se você é ovelha ou bode. Na hora da morte, seu destino está decidido, você vai ficar no estado em que o “ladrão entrou na casa sem o dono saber”, quando a morte, a grande ladra, vier te visitar.

 

Porém não se esqueça o Altíssimo é onisciente e acima do tempo. Portanto as orações que foram feitas por um homem que morreu há vinte séculos atrás são tão eficazes quanto as feitas sete dias após sua morte. Deus está acima do tempo. Os espíritos estão fora do tempo, porque o tempo é próprio da criação material. O que Deus fazia antes da criação? Fazia nada, porque fazer pressupõe tempo, e o tempo só existe na criação material. Não é também o que os adoráveis amalucados físicos, crentes e descrentes, dizem da tal expansão do universo? 

As orações dos santos, juntos da glória de Deus (ainda que apenas espíritos, esperando a ressurreição da carne) são também atemporais. E de todas as orações que o Altíssimo ouve, nenhuma é mais grata que aquela que ele trouxe em corpo e alma, a gloriossississississima Mãe de Deus e Nossa, Maria de Nazaré. Por isso os verdadeiros cristãos rezam “Santa Maria, mãe de Deus, rogai por nós, pecadores, agora e na hora de nossa morte“. Que a virgem reze agora compreende-se. Espíritos interagem com o mundo físico, e agem de acordo com o tempo deste mundo. Mas rezar na hora da morte? Sim. É uma maneira humana de expressar a passagem da alma, antes ligada ao tempo, porque animava um corpo material, para o reino espiritual atemporal. Toda oração rompe o tempo, porque a oração é maior que o tempo, é a expressão das criaturas como retribuição ao amor eterno de Deus. Uma Ave-Maria dura mais que as pirâmides egípcias ou que a estrela mais velha no céu.

 

Não podemos deixar de compreender que aqueles que morreram sem merecer o Inferno, mas ainda ligados ao pecado e as suas conseqüências, merecem uma purificação antes de ver a glória imaculada do Altíssimo. Dai os cristãos desde a época apostólica, confiantes no ensinamento de Jesus Cristo, entenderam o purgatório, doutrina santa e bíblica, que os hereges ímpios protestantes, enganados pelo Pai da Mentira, negam. No purgatório não se passa “tempo”, porque o tempo como disse é um conceito da matéria. No purgatório passa-se o equivalente a um processo de purga da alma do apego ao Mal, poderíamos dizer que é um “tempo intelectual” dos espíritos, na passagem por sucessivos estados de purga e aproximação de Deus. É um processo espiritual, o termo “tempo” não é exato aqui, mas é a maneira que o homem tem para expressar. As orações dos vivos tem grande ajuda neste processo de purga, rogando a Deus pelos falecidos, para que este processo se “acelere” (ainda que acelerar pressuponha velocidade, tempo e distância – como disse, é a maneira humana de dizer ).

 

Pode ser que oremos por alguém que está condenado, irremediavelmente, por seus atos. Ainda assim tudo se aproveita, aproveita-se para as outras almas que se purgam, aproveita-se para a edificação da Igreja, aproveita-se para a santificação do orante. Se há algo que só tem benefícios e nenhuma contra-indicação é a oração.

 

Não obstante o julgamento particular, um belo dia, as trombetas soarão e os mortos ressuscitarão. Os santos se unirão a seus corpos, corpos agora gloriosos, e estarão no céu “de corpo e alma”. Os ímpios também ressuscitarão. E seus corpos, agora também imortais, serão atirados – corpo e alma – no Inferno. De onde nunca sairão, até porque sair pressupõe mudança de estado, e mudança pressupõe tempo.

 

Sendo assim, é obra louvável e de grande piedade rezar pelos mortos. Não é a toa que os primeiros cristãos nas catacumbas oravam pelos falecidos. Quem reza pelo perdão dos pecados dos falecidos em muito alcança o perdão de seus próprios pecados.

Fonte: http://freirojao.blogspot.com/2010/06/e-quando-amanhecer-o-dia-eterno-plena.html

Martinho Lutero, homicida e suicida


Martinho Lutero, homicida e suicida

 

Eis alguns dados históricos da triste vida do fundador do protestantismo, e do fim trágico de seu fim trágico, depois de uma de suas muitas bebedeiras serestais com príncipes amigos.

Martinho Lutero nasceu em Eisleben, na Saxônia (Alemanha) em 1483, e pôs fim à próprio vida em 1546, cerca de 25 anos após a sua revolta contra a Igreja de Nosso Senhor. Sua mãe Margarida foi muito religiosa, porém, muito supersticiosa e dada a bruxarias e encantamentos, o que influiu muito no comportamento do filho. O jovem Lutero, depois de seus estudos de humanidades nas escolas locais de Mansfeld, foi estudar filosofia e direito na Universidade de Erfurt, onde se formou, no ano de 1505. Em junho deste ano entrou para o Convento dos Agostinianos, “não por vocação, mas por medo da morte”. Ele mesmo falou várias vezes desse “medo da morte” que determinou a sua entrada na religião, como o veremos.

LUTERO HOMICIDA

O Dr. Dietrich Emme, em seu livro: “Martinho Lutero – sua juventude e os seus anos de estudos, entre 1483 e 1505”, Bonn, 1983, afirma que Lutero entrou no Convento só para não ser submetido à justiça criminal, cujo resultado teria sido, provavelmente, a pena de morte, por ter matado em duelo um seu colega de estudos chamado Jerônimo Buntz. Daí o seu “medo da morte” ao qual se referia freqüentemente. Então um amigo o aconselhou a se refugiar no Convento dos Eremitas de Santo Agostinho, que então gozava do direito civil de asilo, que o colocava ao abrigo da justiça. Foi aí que se tornou monge e padre agostiniano.

Lutero parecia ter-se convertido. Mas não. Sempre perturbado e contraditório, ele se declara réu confesso em uma prédica em 1529: “Eu fui monge, eu queria seriamente ser piedoso. Ao invés, eu me afundava sempre mais: eu era um grande trapaceiro e homicida” (WAW, 29, 50, 18). E um discurso transcrito por Veit Dietrich, afirma: “Eu me tornei monge por um desígnio especial de Deus, a fim de que não me prendessem; o que teria sido muito fácil. Mas não puderam porque a Ordem se ocupava de mim” (isto é, os superiores do Convento o protegiam) (WA Tr 1, 134, 32). Portanto, Lutero foi réu de um homicídio que cometeu quando era estudante em Erfurt. E segundo os seus biógrafos, o motivo teria sido despeito por ter o seu colega obtido melhor nota nos exames.

LUTERO ÉBRIO E ÍMPIO

Ele o confessa: “Eu aqui me encontro insensato, e endurecido, ocioso e bêbado de manhã à noite… Em suma, eu que devia ter fervor de espírito, tenho fervor da carne, da lascívia, da preguiça e da sonolência”. No entanto, chamava o Papa de “asno”.

Sobre a oração dizia: “Eu não posso rezar, mas posso amaldiçoar. Em lugar de dizer ‘santificado seja o vosso nome’, direi: ‘maldito e injuriado seja o nome dos papistas…, que o papado seja maldito, condenado e exterminado’. Na verdade é assim que rezo todos os dias sem descanso”.

Sobre os mandamentos, dizia: “Todo o Decálogo deve ser apagado de nossos olhos, de nossa alma e de nos outros tão perseguidos pelo diabo… Deves beber com mais abundância, e cometer algum pecado por ódio e para molestar ao demônio…”. Lutero não só afirmava que as boas obras nada valem para a salvação como as amaldiçoava.

Mas sobre o pecado, ele dizia: “Sê pecador e peca fortemente, mas crê com mais força e alegra-te com Cristo vencedor do pecado e da morte… Durante a vida devemos pecar”.

Sobre a castidade, Lutero incentivou os monges, sacerdotes e religiosas a saírem de seus Conventos e se casarem. “O celibato – dizia – é uma invenção maldita”“Do mesmo modo que não posso deixar de ser homem, assim não posso viver sem mulher”.

Sobre a Virgem Maria, “a caneta” recusa a escrever as blasfêmias que proferiu contra a sua pureza (originalmente este texto foi publicado em forma de folheto, Nota do Editor).

Sobre Jesus Cristo, afirma que “cometeu adultério com a samaritana no poço de Jacó, com a mulher adúltera que perdoou…, e com Madalena…”.

Sobre Deus: “Certamente Deus é muito grande e poderoso, bom e misericordioso…, mas é muito estúpido; é um tirano”.

Seu último sermão em Wittenberg, em maio de 1546, foi um furioso ataque contra o Papa, o sacrifício da Missa e o culto a Nossa Senhora.

LUTERO SUICIDA

Lutero tinha um temperamento extremamente mórbido e neurótico. Depois de sua revolta contra a Igreja, a sua neurose atingiu os limites extremos. Estudos especializados lhe atribuem uma “neurose de angústia gravíssima”, do tipo que leva ao suicídio (Roland Dalbies, em “Angústia de Lutero”).

O suicídio de Lutero é afirmado tanto por católicos como por protestantes. Eis o depoimento do seu criado, Ambrósio Kudtfeld, que mais tarde se tornou médico:

“Martinho Lutero, na noite que antecedeu a sua morte, se deixou vencer por sua habitual intemperança, e com tal excesso, que fomos obrigados a carregá-lo totalmente embriagado, e colocá-lo em seu leito. Depois nos retiramos ao nosso aposento sem pressentir nada de desagradável. Pela manhã voltamos ao nosso patrão para ajudá-lo a vestir-se, como de costume. Mas, que dor! Vimos o nosso patrão Martinho pendurado de seu leito e estrangulado miseramente.

“Tinha a boca torta e a parte direita do rosto escura; o pescoço roxo e deformado. Diante de tão horrendo espetáculo, fomos tomados de grande terror. Corremos sem demora aos príncipes, seus convidados da véspera, para anunciar-lhes aquele execrável fim de Lutero. Eles ficaram aterrorizados como nós. E logo se empenharam com mil promessas e juramentos, que observássemos, sobre aquele acontecimento, eterno silêncio, e que colocássemos o cadáver de Lutero no seu leito, e anunciássemos ao povo que o ‘Mestre Lutero’ tinha improvisamente abandonado esta vida”.

Este relato do suicídio de Lutero foi publicado em Anversa, no ano de 1606, pelo sensato Sedúlius. Dois médicos comprovaram os sintomas de suicídio relatados pelo seu doméstico Kudtfeld. Foram eles Cester e Lucas Fortnagel. As informações desse último foram publicadas pelo escritor J. Maritain, em seu livro: “Os Três Reformadores”. Nesse livro o autor oferece ainda uma impressionante lista de amigos e companheiros de Lutero que se suicidaram.

Portanto, irmãos separados da Igreja Católica por esse falso e ébrio reformador, abram os olhos, e voltem à verdadeira Igreja de Jesus Cristo. É fácil de reconhecê-la. Está claro nos Santos Evangelhos que a verdadeira Igreja de Cristo é uma só (Mt. 16, 16). E o que aí lemos: “Tu és Pedro, e sobre esta Pedra edificarei a minha Igreja. (Cf “Folhetos Católicos” – nº 1).

Inútil imaginar que Cristo apontava para Si quando falava a Pedro. Sabemos que Cristo é a “Pedra Angular” principal da sua Igreja. Mas Ele tornou a Pedro participante dessa sua condição. Suas palavras “são palavras de vida e de verdade”. Só Ele, como único Mediador “de Redenção” (1 Tim 2, 5-6), pôde fundar, e realmente fundou a sua única e verdadeira Igreja tendo também por fundamento visível, neste mundo, a Pedro e seus sucessores, os Papas. Como há um só Senhor, uma só Fé, um só batismo (E.F. 4, 5), também uma só tem que ser a Igreja desse único Senhor. É a Igreja dos primeiros cristãos, é a Igreja dos mártires, é a Igreja católica de sempre, a única que é Apostólica, porque é a única que vem desde os Apóstolos.

É a única que existiu desde Cristo e dos Apóstolos até Lutero, e até hoje, e que existirá “até o fim dos séculos” (Mt 28, 28-30). Ao passo que as dos protestantes são “uma legião”. Elas começaram a partir desse falso reformador, no ano 1521, que foi o primeiro a se atrever a fazer o que só Deus pode fazer: fundar uma religião. A 1ª das religiões dessa “legião” de igrejas chamou-se igreja luterana. Mas, já no tempo de Lutero, alguns luteranos imitaram o seu mau exemplo.

Assim, Calvino fundou o calvinismo em Genebra. Logo surgiram os anabatistas, os anglicanos, os batistas, os metodistas, etc.etc. (Cf. “Folhetos Católicos”, nº 14). Calcula-se hoje em vários milheiros o número de seitas oriundas dos erros luteranos. E hoje a sua nova versão, com as suas “Lojas da bênção”, praticando um verdadeiro curandeirismo de Bíblias na mão. A má semente semeada pelo ébrio e neurótico monge continua a produzir seus maus frutos.

Mas a tentação de se pretender reformar a irreformável obra de Nosso Senhor Jesus Cristo, a sua Igreja, continua. E até nos meios católicos ditos progressistas, se está pretendendo reformar, não os homens da Igreja, mas a própria Igreja. Eles se assemelham hoje aos “católicos reformados” dos tempos de Lutero, com a sua falsa reforma. No entanto, a Bíblia afirma que a única Igreja de Cristo, em si mesma, “é… santa e imaculada” (Ef. 5, 27).

Nota: Os dados desse folheto são de “Martinho Lutero, homicida e suicida”, Pe. Luigi Villa, rev. “Chiesa Viva”, nº 258, Brescia, Itália; e de “Lutero”, Pe. Pedro de I. Muños, rev. “Tradicion Católica”, nº 137, Barcelona, Espanha.

Dom Licínio Rangel

Campos/RJ

Avulsos “Fé íntegra”, nº 09.

EVANGÉLICOS FRAUDAM CHARGE DO VERITATIS


Charge original minha conforme publicada em http://blog.veritatis.com.br/index.php/2008/07/04/qual-banquinho-e-mais-estavel/

Charge descaradamente alterada conforme publicada em http://www.cpr.org.br/banquinho.htm

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Recentemente, navegando pela Net descobri um site evangélico (http://www.cpr.org.br/banquinho.htm) fiquei estupefato pela forma degradante e desrespeitosa que os evangélicos fizeram com uma charge minha postada no http://blog.veritatis.com.br/. Eles MENTIRAM dizendo que fomos nós que copiamos de uma charge evangélica. Isso é totalmente falso, sendo que fui eu que fiz a charge do Veritatis e os evangélicos só a alteraram e alegaram isto depois.

Abaixo vou refutar as alegações do site Desafio às Seitas e logo após desmascarar a fraude protestante.

O texto do site protestante está em preto e minhas respostas em azul.

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A charge abaixo foi retirada do site Veritatis Splendor, um site de apologia católico, e demonstra exatamente a importância que eles dão à Palavra de Deus.  

Bom, pelo menos aqui foram honestos. Sim, fui eu que inicialmente fiz a charge e a publiquei. Agora vamos ver se eles estão certos no que eles falam sobre como os católicos “dão valor à Bíblia”.

Viram como eles vêem a Bíblia?

Para eles – os católicos – só ela não é suficiente para sustentar, precisando, no caso, de ajuda.

Para eles a Palavra de Deus não completa, não encerra em si toda a verdade, não alimenta por si só.

Como diz o ditado popular: “Uma imagem vale mais do que mil palavras”.

Nada disso. A Igreja católica tem a Bíblia em mais alta estima que o protestantismo. A verdade está muito além da visão nublada que este escritor (pr. Neto Curvina, um batista que já debateu com o pessoal do Veritatis) quer impingir.

A desconchava alegação só parece verdadeira para quem não tem o mínimo de conhecimento da Palavra de Deus e da História cristã, quiçá da Igreja católica, a qual muitos pastores denigrem e fazem uma caricatura dela tal que os membros acham que o que eles falam é verdade dela. Vamos lá.

Para começar, vamos com o Catecismo: Continue lendo »

“Três dicas” para orar em línguas


Primeira dica: imagine a Xuxa no auge de sua fama cantando “ilariê”.

Segunda dica: mentalize o Scoopy-Doo no final de cada desenho… isso mesmo, quando eles desvendaram o “mistério”.

Terceira dica: pense agora no Fred Flintstone muito feliz por ter recebido uma promoção no trabalho, ou por ter recebido um beijinho da Vilma.

Pronto! Agora é só ir para o grupo de oração mais próximo (ou qual quer culto protestante pentecostal na esquina) e mostrar pra todo mundo que “Deus faz maravilhas” em você. Claro que nem você entende o que diz, mas tudo bem, não importa, você agora é um carismático!!!

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Agora, falando sério, veja também: Como orar em línguas.

Bela resposta


A seguir publico uma bela resposta do professor Orlando Fedeli a um leitor do seu site. Trata-se da possível união entre protestantes e católicos.

Na minha opinião o professor foi bem “ecumênico”, verdadeiramente ecumênico, pois isso sim é que é ecumenismo de verdade. Segue a pergunta e resposta:

Não é possível uma união entre católicos e protestantes
PERGUNTA
Nome: Paulo Fachim
Enviada em: 01/01/2010
Local: Curitiba – PR, Brasil
Religião: Protestante
Escolaridade: Superior concluído
Profissão: Advogado


Caríssimos Irmãos:

Gostaria de parabenizá-los pelo excelente sítio na “web” que difunde a fé Cristã Católica. Sou cristão batista e já fui cristão católico praticante. A minha mãe (que mora comigo) é católica praticante e não existe qualquer conflito entre nós.

A minha fé em Nosso Senhor Jesus Cristo foi gestada e amadurecida num lar católico e guardo ótimas recordações da minha prática católica. Eu respeito profundamente os ensinamentos do Catecismo que recebi e jamais procurarei ofender a Igreja Católica, em especial buscando garimpar supostos elementos bíblicos para tentar colocar em cheque a fé católica. Reputo lamentável tal discussão que persiste.

O meu saudoso avô materno, um grande católico praticante e com pouquíssima instrução (aquele que me ensinou a ler a Bíblia a partir dos sete anos de idade, o que desmistifica o pseudo argumento de vários cristãos protestantes no sentido de que o cristão católico não é incitado a ler a Bíblia), em meados da década de 1970 vaticinou: “vocês verão a Santa Madre Igreja Católica diminuir bastante mas ela não acabará, muito pelo contrário.”

Sou uma das testemunhas da correção do seu pensamento. Essa “selva” protestante que assistimos atualmente está fortalecendo a Igreja Católica.

Poderiam me permitir uma humilde pergunta bastante ampla? É possível a cristandade, com seus diversos ramos, atingir uma espécie de unidade na fé? Em caso afirmativo, como poderíamos (especialmente no campo doutrinário) trabalhar para conseguirmos estarmos unidos em Cristo Jesus?

Eu tenho um sonho e luto por ele: que todos os cristãos (católicos, ortodoxos e protestantes) estejam juntos na mesma fé, respeitando as peculiaridades de cada segmento, porque, acima de qualquer argumento, à destra de Deus está Nosso Senhor Jesus Cristo.

Um ósculo santo a todos vocês.

Paulo Fachim

RESPOSTA
Muito prezado Dr. Paulo, salve Maria.
Muito lhe agradeço suas palavras de elogio ao site Montfort, palavras que têm, provindas de um protestante, tanto mais valor para nós. Percebe-se em sua carta os restos de formação católica que o senhor recebeu em sua infância, e que persistem em sua alma.
Desejar que os hereges se unam à Igreja Católica na única fe é muito bom.
Mas essa união só é possível na única verdade de Cristo. Na única fé que é a da Igreja Católica Apostólica Romana, fora da qual não há salvação.
Não é possível a união dos católicos aos protestantes, que afirmam o livre exame da Bíblia, pois há uma só verdade objetiva. Não é possível unir os católicos com quem nega o que está no Evangelho: que Cristo fundou a Igreja sobre Pedro, e só a ele deu as chaves do Reino dos Céus. Como não é possível união com quem rejeita Nossa Senhora, Mãe de Deus e nossa, Virgem e Mãe, ou com quem afirme que a salvação não exige praticar a lei de Deus, ou que negue a presença real de Jesus na Hóstia consagrada.
Citei apenas alguns pontos que são obrigatórios de serem aceitos para alguém se unir à única Igreja de Cristo.
A caridade ordena-me a me colocar à sua disposição para conversarmos sobre tudo isso. Com muito prazer iria eu a Curitiba só para conversar com o senhor. Marque uma data e irei. E fico rezando pelo senhor, para que nos unamos realmente na única Igreja de Jesus Cristo, a Igreja Católica Apostólica Romana.
E aguardo sua resposta a esta minha carta, rezando e esperando…
Esperando no Coração de Jesus, in Corde Jesu, semper,
Orlando Fedeli

Protestante nega presença real de Cristo na Eucaristia


Prezados leitores do §|Olhar Católico|§, a paz de Jesus e  o amor de Maria!

Disponibilizo a seguir link para download de um debate entre o senhor Marcos Libório e um protestante, David, que nega a presença real de Cristo na Eucaristia.

Vale e pena ler por completo. O debate é acirrado, há momentos críticos mas que o senhor Marcos se sai muito bem. Apesar do debate ser de 2001 é muito atual para os dias de hoje.

Segue o link: clique aqui.

O velho e o novo


Nada há de novo debaixo do sol, diz a Bíblia Sagrada. A verdade é uma: não muda e não pode mudar. E os erros, apesar de múltiplos, se repetem sempre.

Deus é sempre o mesmo, sempre novo: “

A verdade, por ser o reflexo de Deus imutável, não muda: é sempre antiga e sempre nova. Assim ensina São Paulo: “

Por outro lado, os erros humanos são sempre repetidos, recopiados. Já disse alguém que o diabo não tem muita originalidade, repete-se sempre. Que foi a tentação e queda dos nossos primeiros pais senão a repetição do gesto orgulhoso de Lúcifer, recusando-se a servir a Deus? Que foram as heresias do passado e a moderna religião do homem senão a iteração da antiga pretensão humana de se fazer deus? E a moderníssima teologia da libertação que é senão a reedição do saduceísmo dos tempos de Cristo? E os erros ditos progressistas, como o liberalismo, o ecumenismo, que são senão doutrinas errôneas antigas já condenadas pelos Papas e Concílios da Igreja, maquiladas e reapresentadas como ultra-modernas? A própria Missa Nova não é senão uma cópia da liturgia anglicana de Cramer do século XVI, mesclada de outras modificações que datam do tempo da reforma protestante! E a contínua retomada de erros antigos em filosofia, sociologia, economia, etc.?! 19

Ironicamente perguntava-se Bertrand Russel por que os homens insistem em repetir erros antigos, havendo tantos erros novos a escolher (!).

A solução para os problemas novos que surgem, sejam eles econômicos, morais, sociais ou religiosos, são os ensinamentos eternos de Nosso Senhor.

Aliás, já disse um grande sociólogo:

A verdade não muda com os tempos. Não é torcermos o Evangelho de Cristo para adaptá-lo ao homem moderno. É o homem moderno – que no fundo é igual aos seus ancestrais – que deve se adaptar aos ensinamentos eternos de Cristo. Só assim será livre e feliz.

Não nos iludamos: a crise em que se debate o mundo não é sobretudo social ou econômica; é principalmente uma crise moral e religiosa.

Deixemos o pecado! Voltemos para Deus! Vida nova! Feliz Ano Novo para todos, sem a repetição de velhos erros!

 

 

Estas coisas perecerão, mas Tu permanecerás, e todas envelhecerão como um vestido… Tu porém és sempre o mesmo, e os teus anos não têm fim” (Salmo 101, 27). Jesus Cristo é sempre o mesmo ontem e hoje; Ele o será também por todos os séculos. Não vos deixeis levar por doutrinas várias e estranhas” (Hebr. 13, 8-9). Por isso a verdade não tem idade nem época. O que era verdadeiro no tempo de Cristo, é verdade hoje e o será sempre. E o que era pecado no tempo de Cristo, foi na Idade Média, é hoje e o será sempre. “Não seriam necessárias muitas leis para a sociedade. Bastam os 10 mandamentos da Lei de Deus: observando-os tudo estaria resolvido”.

Retirado do livro “Quer agrade quer desagrade”, Padre Fernando Arêas Rifan 

 

Enciclopédia Canção Nova x Bíblia: com quem ficar?


 

Com quem ficar?

Com quem ficar? Eu fico com a Igreja!

Agora a Canção Nova despeja suas heresias protestante-modernistas através de uma “enciclopédia“.

Não foi preciso pesquisar muito para encontrar distorções neste mais novo instrumento eletrônico “evangélico”.

Na pesquisa que fiz bastou apenas procurar sobre a palavra “língua”. O que se encontra logo de cara é uma versão romantizada, pra não dizer algo pior, do Mistério de Pentecostes. Vejamos a seguir.

 

“O primeiro dom que se manifestou foi o de línguas. Em pentecostes, os discípulos, junto com Maria, ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a orar, a louvar, a cantar numa língua nova, a língua do Espírito. Alguns interpretaram o acontecimento e disseram: Eles louvam a Deus, estão cantando as glórias de Deus, e nós estamos entendendo com o coração. Outros estavam ali como curiosos, brincando, zombando, dizendo que os discípulos estavam bêbados. Pedro explicou: Não estamos bêbados; pelo contrário, está se cumprindo a profecia de Joel. O primeiro dom criou confusão.”

(retirado de: http://wiki.cancaonova.com/index.php/Dom_de_l%C3%ADnguas; on-line em 06/09/2009 as 10:20 hrs – os destaques em vermelho e negrito são meus).

Agora comparemos a “estoriazinha” contada pela enciclopédia com o verdadeiro acontecimento de Pentecostes retratado na Bíblia:

Chegando o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar. De repente, veio do céu um ruído, como se soprasse um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam sentados. Apareceu-lhes então uma espécie de línguas de fogo que se repartiram e pousaram sobre cada um deles. Ficaram todos cheios do Espírito Santo e começaram a falar em línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem. Achavam-se então em Jerusalém judeus piedosos de todas as nações que há debaixo do céu. Ouvindo aquele ruído, reuniu-se muita gente e maravilhava-se de que cada um os ouvia falar na sua própria língua. Profundamente impressionados, manifestavam a sua admiração: Não são, porventura, galileus todos estes que falam? Como então todos nós os ouvimos falar, cada um em nossa própria língua materna? Partos, medos, elamitas; os que habitam a Macedônia, a Judéia, a Capadócia, o Ponto, a Ásia, a Frígia, a Panfília, o Egito e as províncias da Líbia próximas a Cirene; peregrinos romanos, judeus ou prosélitos, cretenses e árabes; ouvimo-los publicar em nossas línguas as maravilhas de Deus! Estavam, pois, todos atônitos e, sem saber o que pensar, perguntavam uns aos outros: Que significam estas coisas? Outros, porém, escarnecendo, diziam: Estão todos embriagados de vinho doce. Pedro então, pondo-se de pé em companhia dos Onze, com voz forte lhes disse: Homens da Judéia e vós todos que habitais em Jerusalém: seja-vos isto conhecido e prestai atenção às minhas palavras.” (At2, 1-14)

Confrontemos agora a mentira com a verdade:

  • ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a orar, a louvar, a cantar numa língua nova, a língua do Espírito

Em nem um momento eles cantaram ou  louvaram em uma língua nova, tampouco falaram em uma língua do Espírito, o que a Bíblia atesta é o seguinte: “Ficaram todos cheios do Espírito Santo e começaram a falar em línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem“. Qual seria a intenção da enciclopédia Canção Nova em deturpar este trecho tão sutilmente?

  • Eles louvam a Deus, estão cantando as glórias de Deus, e nós estamos entendendo com o coração

Entendendo com o coração!? Que absurdo! Eles estavam entendendo com a razão mesmo! Pois o Espírito concedeu aos Apóstolos que eles falassem em diversas línguas! Basta confrontar a Bíblia: “Achavam-se então em Jerusalém judeus piedosos de todas as nações que há debaixo do céu. Ouvindo aquele ruído, reuniu-se muita gente e maravilhava-se de que cada um os ouvia falar na sua própria língua. Profundamente impressionados, manifestavam a sua admiração: Não são, porventura, galileus todos estes que falam? Como então todos nós os ouvimos falar, cada um em nossa própria língua materna? Partos, medos, elamitas; os que habitam a Macedônia, a Judéia, a Capadócia, o Ponto, a Ásia, a Frígia, a Panfília, o Egito e as províncias da Líbia próximas a Cirene; peregrinos romanos, judeus ou prosélitos, cretenses e árabes; ouvimo-los publicar em nossas línguas as maravilhas de Deus!“.

Eles entendiam a sua língua materna, não uma “língua do Espírito”, ou tampouco uma “língua do coração”, mas “cada um os ouvia falar na sua própria língua“.

  • O primeiro dom criou confusão

Pelo contrário, o dom de falar em línguas manifestou a universalidade da Igreja, sendo que todos compreendiam o que cada Apóstolo pregava. O que causa confusão hoje são os “shoriacantalalá”e  “ierecantala-la-la” da RCC & CIA, que nem eles mesmos entendem o que dizem, nem quem está ao seu redor. Esse “dom” sim é que causa confusão, aliás é uma confusão com o verdadeiro dom de línguas.

Mas será que a Canção Nova não sabe disso? Qual a intenção de deturpar tão claramente a compreensão da Igreja sobre este dom? Por que afirmar que um dom tão maravilhoso como este causou confusão, quando os próprios que ouviram os Apóstolos afirmar que entendiam? O que pretende ensinar esta “enciclopédia”?

Vejamos o que diz alguns Santos da Igreja sobre este dom:

São Tomás de Aquino

Quanto ao dom de línguas, devemos saber que como na Igreja primitiva eram poucos os consagrados para pregar ao mundo a Fé em Cristo, a fim de que mais facilmente e a muitos se anunciasse a palavra de Deus, o Senhor lhes deu o dom de línguas(S. Tomas de Aquino, Comentario a la primera espistola a los Conrintios, Tomo II, pag 178.)

São Gregório Nazianzeno

Eles falaram com línguas estranhas, e não aquelas de sua terra nativa; e a maravilha era grande, uma língua falada por aqueles que não as aprenderam”. Gregório ainda argumenta que o dom foi de falarem línguas estrangeiras e não dos ouvintes as entenderem. Segundo ele, se fosse assim, o milagre não seria dos que falamem línguas, mas dos que ouvem”. (Do Pentecostes, oração XLI:16)

Orígenes

Orígenes (c.195-254) em sua época, se opôs a um certo Celso, que clamava ser divino, e falava línguas incompreensíveis: “A estas promessas, são acrescentadas palavras estranhas, fanáticas e completamente ininteligíveis, das quais nenhuma pessoa racional poderia encontrar o significado, porque elas são tão obscuras, que não têm um significado em seu todo.(Contra Celso, VII:9)

Fica claro então que a enciclopédia da Canção Nova tenta sutilmente, as vezes não tão sutilmente assim, modificar a Doutrina da Igreja, transformá-la, amaciá-la, ou como diria uma padre muito em voga nas TV’s  hoje: evoluí-la, ao seu bel prazer, para que as almas inocentes abocanhadas por ela caiam também nesta falácia de falar em línguas que ninguém entende, como eu um dia caí, mas graças a Deus e Nossa Senhora das Graças me livrei, e hoje a língua que desejo escultar é  o Latim da Santa Missa. Esta língua a Canção Nova parece boicotar.

Com quem ficar então? Com a enciclopédia da Canção Nova ou com Orígenes, São Tomás, São Gregório, etc.? Óh dúvida cruel!

Que Deus nos abençoe e Maria nos guarde!

Moisés Gomes de Lima

Icó-CE, 06 de setembro de 2009.

____________________________________

Os trechos citados sobre os Santos e Doutores da Igreja foram retirados do blog “Adversus Haereses“;

O trecho do Livro dos Atos dos Apóstolos foi retirado da Bíblia Católica Boa Nova, versão 1.30 (uma versão digital da Bíblia, que salvo engano, usa a tradução Ave Maria).

Página Principal da Enciclopédia CN aqui.

RCC e a "maldição Hereditária"


Fonte: “Identidade Católica“.

ENQUANTO OS BISPOS DORMEM…PREVARICAM… A RCC E A CN CONTINUAM SE ALIMENTANDO DE ERVAS DANINHAS E INTOXICANDO OS FIÉIS COM O VENENO DA HERESIA

RCC E A CRENÇA PROTESTANTE DAS MALDIÇÕES HEREDITÁRIAS

 

É sabido que a crença herética das maldições hereditárias é uma das marcas da seita pentecostal Renascer em Cristo e de muita importância também na seita de Edir Macedo, a IURD (Cf. MARIANO, Ricardo. Neopentecostalismo: sociologia do novo pentecostalismo no Brasil; São Paulo: Loyola; 1999, p.137).

Além de ser crença compartilhada por outras “igrejolas” neopentecostais, é compartilhada também por diversos grupos da RCC e alguns padres da Canção Nova. Aliás, a RCC e a CN compartilha com a heresia protestante diversos elementos heterodoxos(Batismo no Espírito Santo, Oração em Línguas, repouso no espírito, etc…). Aqui citaremos apenas afirmações sobre a crença nas maldições hereditárias. (E muitos ainda insistem em negar que RCC e CN são veículos da heresia protestante. Não há como negar)

 

A primeira referência desta crença na RCC foi no IX Cenáculo de Maria da RCC de São Sebastião – SP, em que a pregadora, vinda da diocese de Lorena (mesma diocese da Canção Nova), discursou: “Vamos orar para expulsar o espírito de pobreza, o espírito de Satanás, para tirar a maldição que colocaram na sua vida. Vamos todos orar: eu renuncio a toda depressão, a toda opressão maligna, vamos orar em línguas, eu rejeito toda miséria, eu rejeito toda maldição hereditária, toda feitiçaria, toda macumbaria (…)” (ALVES, Sônia Cantão; Testemunho dado no IX Cenáculo de Maria da RCC de São Sebastião, SP em 09/10/2005)

É possível encontrar toda uma oração dedicada à expulsão das maldições hereditárias maternais de autoria do Padre Marcelo Rossi. (Cf. REVISTA SALMOS E ANJOS, 2006) e o próprio Pe. Jonas Abib também afirma a existência das maldições hereditárias. (Cf. ABIB, Jonas. Sim, Sim! Não, Não! Cachoeira Paulista: Editora Canção Nova; 2005; 21ª ed)

Nos acampamentos de “cura e libertação” ainda se insiste nisso e ainda se confere “poder” à macumba ! (que mentalidade supersticiosa).

Vejam no link abaixo, a oração do Padre Manoel Sabino, Fundador da Comunidade Servos do Bom Pastor:

http://www.cancaonova.com/portal/canais/eventos/novoeventos/cobertura.php?cod=107&pre=345&tit=Para%20Deus%20nada%20%C3%A9%20imposs%C3%ADvel

e mais, pelo Padre Vagner Baia, aqui:

http://blog.cancaonova.com/padrevagnerbaia/2008/11/24/oracoes-para-libertaces-de-maldicoes/

E uma “missa de quebra de maldições”, aqui:

http://blog.cancaonova.com/cuiaba/archives/tag/padre-vagner-baia

e aqui:

http://blog.cancaonova.com/cuiaba/archives/4156

e logo no link abaixo, uma oração do Missionário da Comunidade Canção Nova, Márcio Mendes (marciomendes@cancaonova.com) formado em “teologia”, autor dos livros “Quando só Deus é a resposta” e “Vencendo aflições, alcançando milagres”.

Cito um trecho: “Senhor Jesus, peço que quebres todo julgo hereditário que pesa sobre mim, todas as maldições, taras, tendências para o mal… Que tudo o que me foi comunicado pelos meus antepassados seja tocado pelo Teu sangue redentor” confira aqui:

http://www.cancaonova.com/portal/canais/formacao/internas.php?id=&e=8311

 

 

 

Padres de Fama:um superficial reconhecimento de ervas daninhas – Montfort


André Roncolato Siano
 
     Não sou especialista em botânica, apesar de ter tênue conhecimento da complexíssima e belíssima terminologia desta área da biologia que se ocupa de uma matéria tão interessante quanto vasta. Confesso que também não sou agricultor, nem mesmo um humilde jardineiro, que, não obstante seu desconhecimento científico, é capaz de saber produzir e manejar com tal habilidade as grandes plantações ou os pequenos jardins, que reis já concederam a eles títulos de nobreza por seus trabalhos.
 
     Para nós que conhecemos tão pouco das plantas e das árvores, foi que Nosso Senhor ensinou uma comparação tão simples:
 
     “Sic omnis arbor bona fructus bonos facit, mala autem arbor fructus malos facit; non potest arbor bona fructus malos facere, neque arbor mala fructus bonos facere.”(Mt. VII 17-18)
     
     [Assim, toda árvore boa produz frutos bons, e toda árvore má produz frutos maus. Uma árvore boa não pode dar frutos maus, nem uma árvore má dar frutos bons.]  
 
     Evidentemente, em Sua Divina Sabedoria, Nosso Senhor, não nos ensinava botânica, nem jardinagem. Mas nos ensinava como julgar as falsas doutrinas e os falsos profetas. Pois até mesmo a mais humilde das pessoas, do ponto de vista intelectual, sabe distinguir um bom fruto de um fruto podre.
 
     Conhecendo-se o fruto bom, sabe-se distinguir o fruto ruim. Conhecendo-se a Doutrina Verdadeira, sabe-se distinguir as falsas doutrinas e seus simulacros. Conhecendo-se os santos, sabe-se distinguir os padres RCC.
 
     Onde achamos os santos? 
 
     Como os reconhecemos?
  
     Na história encontramos os santos sob as linhas esquecidas do martírio e das batalhas, em violentos confrontos contra a heresia e a mentira. Sob as incompreensões e rejeições do mundo, que sempre os odiou. E eles [os santos] sempre odiaram o mundo e suas seduções, pois sabiam que é impossível amar ao mundo e a Deus ao mesmo tempo. É irreconciliável a sã doutrina e o mundo.
           
     Os santos, os encontramos sob o capuz da solidão da clausura, protegendo–se do orgulho e da vaidade pela santa obediência. Achamos os santos sob os altares, onde agora Nosso Senhor se oferece no memorial de sua morte nas Santas Missas, ainda mais ocultos do que eram em suas vidas, para que, como eles sempre ardentemente desejaram, só Cristo possa se manifestar.
 
     Hoje muitos argumentam, numa tentativa desesperada de fomentar a nefasta doutrina da RCC e seus padres, que bastaria verificar os frutos da RCC e suas supostas conversões, e voilà, veríamos a árvore boa. Entretanto – por precaução – trouxe um machado que ao final deste artigo – suponho – será muito útil.
 
     Comecemos então, por verificar a semente da RCC, que diga-se de passagem, é semente de péssima qualidade. A semente da RCC é protestante. De cotilédones fundidos da união ilícita de protestantes e católicos em Duquesne, nutrida no substrato do Concílio Vaticano II, e regada pelo Cardeal Suenens, acusado de ser membro maçonaria.
 
     Para essa verificação usaremos uma metodologia bem simples. Verificar-se-ão os frutos mais pujantes e vistosos, pois se estes forem ruins, muito provavelmente tampouco os demais frutos serão bons.
     
     Isso até me fez recordar de um fato pitoresco, que diz mais ou menos assim: que em fim de feira toda fruta é igual… Os feirantes garantem a altos brados…
 
     Por grosseira comparação, digamos que esses frutos mais representativos da Renovação Carismática sejam seus famosíssimos e milagreiros padres. Digo que esses padres são famosos, não por sua proeminência doutrinal, ou por serem grandes confessores, ou ainda, por terem sido vítimas do martírio in odio fidei, mas, por força de sua “piedade” televisiva, estarem eles com relevante freqüência se requebrando em programas de auditório, seja nos auditórios de suas próprias TVs ou nas de outrem.
 
     Antes de terminar de escrever o parágrafo anterior já ouvia os barulhentos e ressentidos protestos, dizendo-me que esse meu argumento é mera acusação de um fariseu hipócrita, pois até mesmo Nosso Senhor freqüentava a casa dos pecadores.
 
     De fato Nosso Senhor freqüentou a casa de pecadores. Mas não os bajulou e nem aprovou o seu pecado. Muito pelo contrário. Nosso Senhor caridosamente os chamou de volta ao bem. E quando via que recusavam a se arrepender – como os fariseus – chamou-os de malditos, raça de víboras e outros ternos e doces adjetivos. Pois, em Sua Divina Sabedoria, Ele, em primeiro lugar, fez justiça a seus anfitriões, nomeando-os pelo que de fato eram; e, em segundo lugar, admoestando-os à conversão. Algumas almas só se convertem a Deus pela dureza e severidade da correção, e pela clareza com que se lhes mostra a verdade.
 
     Contrariamente ao exemplo de Cristo, vemos como age o Padre Antonio Maria. Padre que se permite ir aos mais baixos programas televisivos. Programa nos quais seus convidados e apresentadores, entre uma piada pornográfica e um comentário insinuante, fazem sátiras à doutrina da Igreja e a Deus. Tudo sob a bênção e a carismática compreensão desse sacerdote da RCC. Esse “santo” sacerdote chegou a máxima ousadia de realizar o simulacro do fenomenal e bem noticiado casamento do Fênomeno, que durou fenomenologicamente tão pouco que nem os malabarismos do irracionalismo kantiano são capazes de explicar…
           
     Outro fruto da RCC é o bem conhecido — senão o mais conhecido — Padre Marcelo Rossi. Larga é sua fama decorrente de seus CDs de baixíssima qualidade musical e de nulidade estética. Pela sua freqüência aos mesmos círculos que Padre Antonio Maria sóe visitar, isto é, programas de baixo nível. Padre Marcelo também é exímio macaqueador do Aspérges[1], ou a aspersão da água benta.  Padre Marcelo realiza o “asperges” com um caudaloso balde de lavar chão, profanando o rito, como na forma de uma brincadeira dançante, que raia a grave ofensa a Deus, ou profanação flagrante.
 
     Só este fato seria suficiente para uma censura severa a esse padre por parte do seu excelentíssimo bispo; enquanto para o povo católico, que realmente ama a Deus, seria suficiente motivo de nunca mais ir às suas missas, até que o referido padre renunciasse a esses abusos, e se comprometesse a nunca mais fazê-los.
  
     A mídia mundana congratula-se com a ida destes padres a seus programas, pois a cada participação deles reforça uma imagem tíbia, frouxa, covarde e sem sólida fé do clero modernista e, por conseguinte, abalando a fé de muitos os católicos.
 
     Certa vez santo Cura de Ars – São João Maria Vianney – em combate aos bailes de sua pequena cidade, que em comparação com os bailes de nossos dias pode-se dizer que eram até ingênuos, mandou esculpir a cabeça decapitada de São João Batista e colocá-la em um altar na Igreja com a singela frase “sua cabeça foi o preço de uma dança”. Enquanto isso, na RCC, os seus padres estimulam bailes de carnaval eufemisticamente intitulados “Festa das Tendas”, “Carnaval de Jesus” etc, nos quais a única diferença com os bailes propriamente carnavalescos, é a presença do Santíssimo Sacramento, sacrilegamente conduzido pelos carismáticos padres dançantes, em meio a essa bagunça infernal.
 
     Tudo isso pode ser comprovado pelas horríveis fotos publicadas oficialmente pela coordenação nacional da RCC. E esses fatos estão longe de serem abusos pontuais, como sempre se esquivam, desculpando-se, os líderes da RCC. Na realidade, são eventos ocorridos simultaneamente em todo o Brasil, numa coordenada ação nacional da RCC, infelizmente com a cumplicidade silenciosa de bispos, padres e religiosos. [1]
           
     Já é possível notar, só pelo exemplo de alguns poucos líderes, que a árvore da RCC não é de uma planta de um belo jardim, mas de um pântano cheio de lama e de plantas malignas, prontas a envenenar as almas tíbias e ascidiosas. E quão fácilmente capturam a abelhinha desavisada à procura de mel emocional e de palavras doces…
 
     Mas a lama desse pântano, quando exposta ao Sol da Verdade, tende a endurecer e rachar.
 
     Certa vez,  encontrava-se Santo Inácio de Loyola preso em Salamanca. Em uma visita, o Cardeal de Burgos perguntou se a ele pesava estar preso. A isto Santo Inácio respondeu: “Então quanto mal lhes parece que é a prisão? Pois eu lhe digo: não há tantos grilhões em Salamanca que eu não deseje mais por amor a Deus!”
 
     Nada mais desejava este santo, em sua humildade, que os grilhões do cárcere por amor a Deus! A alegria da humilhação por causa de Nosso Senhor.
 
     Oh! Ditosa glória receber os grilhões da incompreensão e do desprezo por amor a Deus e à Igreja.
 
     Oh! Vergonhosíssima tolerância daqueles padres que se comprazem em vaidades desprezíveis e com aplausos mundanos.
 
     Tanto é copiosa verdade que, a esse tempo, os presos acabaram fugindo, e santo Inácio e um companheiro permaneceram acorrentados por vontade própria e foram achados sozinhos na prisão.
  
     Tristemente hoje vemos Padre Fábio de Melo e suas vaidades, as quais não esconde e, que pelo contrário, as alardeia nos mais variados programas de TV, pródigos em imoralidades. Esse fruto da RCC, com casca biotecnologicamente modificada à custa de muito botox e de academias, é pomo azedo e tóxico. Sua acidez corrói a virtude, enquanto suas palavras melosas destroem a Fé na Eucaristia. Ele escreve livros adocicados de estilo duvidoso e de enorme mau gosto, com investidas tão pueris quanto confusas contra os ensinamentos da Igreja a respeito do sacramento da Eucaristia.
  
     Todavia, quando lhe é aplicado um antiácido doutrinário bem eficiente, não suporta e murcha, o que faz aparecer uma planta bem mais exótica e esponjosa.  
 
     Essa outra planta, digo, que é exótica e epífita, isto é que se apóia indesejadamente em outra planta para poder subir. No caso, a planta que acabou aparecendo nos debates com Padre Fábio de Melo foi o Padre apelidado com o diminutivo de Joãozinho.
 
     Padre João Carlos Almeida, scj, há tempos exerce forte influencia na RCC brasileira e em suas bandas de rock, pois padre João freqüentemente toca nos encontros da RCC. Padre João foi orientando de Padre Libânio, um proeminente padre da Teologia da Libertação e com  idéias modernistas bem nefastas, hoje um tanto soterrado no esquecimento.
 
     Os escândalos doutrinários causados por Padre Joãozinho são mais graves na medida que sua reverendíssima tem mais títulos acadêmicos, os quais, normalmente, ele faz questão de ostentar. Digo títulos acadêmicos, no sentido de universitários, não acadêmicos de ginástica como os do Padre Fãbio de Melo, que parece preferir halteres a altares… Imagina-se que, com mais títulos, Padre João, fosse talvez mais ortodoxo, o que definitivamente não se dá. O que se verifica é uma proporcionalidade inversa. 
 
     Esse padre repreende quem almeja ser correto na Fé e na doutrina, insinuando paradoxalmente que quem é muito ortodoxo acaba ficando herege. O que é uma tolice sem precedentes. Daí se tira a conclusão que não devemos ser perfeitos, como Nosso Senhor nos ensina, mas devemos ser mais ou menos. Padre João quer que os católicos sejam mornos, nem quentes, nem frios. E nada pior que o morno, o que fica “em cima do muro”, pois a estes diz Deus:
 
     “Conheço as tuas obras: não és nem frio nem quente. Oxalá fosses frio ou quente! Mas, como és morno, nem frio nem quente, te vomitarei de  minha boca”(Apocalipse, III, 15-16).
 
      Padre João condena quem defende a Fé íntegra e sem concessões, mas não se peja em fazer discursos e agradecimentos em festividades do Rotary Club, evento este noticiado pela Câmara Municipal de Taubaté.[2]
           
     Com relação a isso, os Monges Beneditinos de São Basílio acusam: “O Rotary Club é uma organização satélite das lojas maçônicas.” [3]
 
     É de se ter muito mais cautela ao ler artigos de um padre que discursa em prol do Rotary International que, segundo os Beneditinos de São Basílio, são sucursais da camaleônica maçonaria, e com um Padre que, nos blogs da Canção Nova, tenta enrolar os leitores com textos de “teologia”  ambígua e rocambolesca.
 
     Em contraste, vemos São Domingos de Gusmão, fundador da ordem dos Pregadores, de extrema inteligência e sabedoria, que desejava e ensinava a perfeição da Fé e da Doutrina. Tanto amor tinha à Verdade que sua vida foi dedicada à perseguição e combate à heresia. Ele é exemplo de ortodoxia. E sua Ordem foi a que mais aplicou a Inquisição. Será que padre João considera São Domingos herege por ser tão ortodoxo? Será que o considera sem “ternura” por perseguir os cátaros que queriam destruir a Igreja?
 
      De São Domingos escreveu-se:
 
     “As verdades que compreendia graças à facilidade de seu espírito regava-as com o orvalho dos afetos piedosos, a fim de que germinassem os frutos  da salvação. Sua memória se      enchia, como um silo, da abundância das riquezas divinas, e suas ações exprimiam no exterior o tesouro sagrado que enchia seu peito”.
      
     “Tinha já trinta e três anos. Sua formação física, intelectual e moral estava terminada. Sem dar-se conta, Deus tinha ido temperando sua natureza heróica com um caráter      essencialmente  combativo. Tinha uma ampla educação eclesiástica e universitária; a cátedra deu solidez a seus conhecimentos; a vida regular do cabido o iniciou nas vias da perfeição      religiosa, e seu cargo à frente dos cônegos abriu-lhe as perspectivas da administração temporal e do regime das almas”. [4]
 
     De um lado, São Domingos que combatia os inimigos da Igreja com sua sabedoria e inteligência. De outro, Pe Joãozinho que os bajula.
 
*****
 
     Condenando a Hermenêutica da Ruptura, o Espírito do Concílio e o Relativismo, o Papa Bento XVI, gloriosamente reinante, já pôs o machado à raiz desta figueira que não produz frutos bons. Cortada sua raiz hermenêutica e relativista, ela em breve secará.  Usemos também nós os machados doutrinários da santa doutrina católica de sempre contra toda essa incensada “ecologia” carismática  atual, tombemos de vez essa árvore má.
  
André Roncolato Siano,
São Paulo, 28 de agosto de 2009.
 
Nota da Montfort: o autor fora colaborador bastante ativo do movimento carismático no Brasil, junto com Padre José Benedito Brebal Hespaña, também conhecido como Padre Zezé, do qual se desligou em 2003.
 
Fontes: 
[3] (Monastério OSBM – Ordem de São Basílio Magno – Uma condecoração maçônica para Hans Küng – http://www.montfort.org.br/index.php?secao=veritas&subsecao=religiao&artigo=condecoracao-maconica-hans-kung&lang=bra)



 

    Para citar este texto:

 

André Roncolato SianoPadres de fama: um superficial reconhecimento de ervas daninhas
MONTFORT Associação Cultural
http://www.montfort.org.br/index.php?secao=veritas&subsecao=igreja&artigo=padre-de-fama&lang=bra
Online, 28/08/2009 às 15:14h


Por que eu sou Católico?


G. K. Chesterton

A dificuldade em explicar “Por que eu sou Católico” é que há dez mil razões para isso, todas se resumindo a uma única: o catolicismo é verdadeiro. Eu poderia preencher todo o meu espaço com sentenças separadas, todas começando com as palavras, “É a única coisa que …” Como, por exemplo, (1) É a única coisa que previne um pecado de se tornar um segredo. (2) É a única coisa em que o superior não pode ser superior; no sentido da arrogância e do desdém. (3) É a única coisa que liberta o homem da escravidão degradante de ser sempre criança. (4) É a única coisa que fala como se fosse a verdade; como se fosse um mensageiro real se recusando a alterar a verdadeira mensagem. (5) É o único tipo de cristianismo que realmente contém todo tipo de homem; mesmo o respeitável. (6) É a única grande tentativa de mudar o mundo desde dentro; usando a vontade e não as leis; etc. Continue lendo »

Protestante questiona culto à Maria e acusa a Igreja de assasina de inocentes


Comentário Protestante:

 Uma vez, quando Jesus estava falando, uma mulher na multidão proclamou: “Bem-aventurado o ventre que te trouxe e os peitos em que mamaste” (Lucas 11:27). Nunca houve melhor oportunidade para Jesus declarar que Maria era verdadeiramente digna de louvor e adoração. Mas qual foi a resposta de Jesus? “Antes bem aventurados os que ouvem a palavra de Deus e a guardam” (Lucas 11:28). Para Jesus, a obediência à Palavra de Deus era MAIS IMPORTANTE do que ser a mulher que o pôs no mundo. Muitos já morreram por guerras religiosas, guerra que principalmente a Igreja Católica em sua caça as bruxas na santa inquisição matou muitos inocentes, então caros, nem Maria, José ou Sebastião… só Jesus morreu na cruz para nos salvar, maria meramente é nossa irmã em cristo e devemos respeito por isso, porém somente Jesus é o caminnho…

Resposta Olhar Católico: 

Prezado Marcelo, a paz de Jesus e o amor de Maria!

Meu caro, e quem mais guardou e ouviu a Palavra de Deus melhor do que a Mãe de Deus? Que outra criatura que já pisou esta Terra mais glorificou o Senhor, senão sua Mãe? Acaso você não lê a Bíblia? Estaria Nosso Senhor em contradição com a Escritura, pois no ventre de Sua Santa Mãe escutou Ela mesma dizer: “desde agora, me proclamarão bem-aventurada todas as gerações” (Lc1, 48b)? E pouco antes o Espírito Santo na boca de Santa Izabel, sua prima: “Donde me vem esta honra de vir a mim a mãe de meu Senhor?” (Lc1, 43) ou ainda “bem-aventurada és tu que creste” (Lc1, 45a)? Ou será que você arrancou este trecho de sua Bíblia como fez Lutero com os outros, inclusive com a epístola de São Tiago? Continue lendo »

Sobre a falsa acusação de idolatria


Gostaria de pedir licença para escrever o seguinte para os caríssimos irmãos separados que aqui chegam:

Sobre a falsa acusação de idolatria:

1º erro dos protestantes: não sabem fazer a distinção entre veneração e idolatria.

Venero MARIA, a Quem amo muitíssimo, muito mais que a mim mesmo! VENERO, porque do meu coração par MARIA, vem a maior forma de respeito e amor que e posso ceder a um ser humano, que é criatura, portanto. Ajoelhar-se diante de Sua imagem é igualemnte venerá-la, pois eu o faço por respeito e amor que lhe são corretamente tributados, uma vez que Aquela Criatura é a própria MÃE de DEUS! Sua imagem a representa, e DEUS mesmo se alegra e muito com toda a homenagem feita à Ela, mesmo que seja ajoelhar-se diante de Sua imagem.

Se vocês procurarem na história de José vendido pelos irmãos aos egípcios, verão que seus irmãos se prostraram diante dele quando ainda não sabiam quem ele era. Eles se prostraram como a um ídolo? Certamente que não. Se prostraram por respeito e não por adoração. Continue lendo »

Para a RCC: Falar em línguas hoje – é de Deus?


Autor: Emerson de Oliveira
Fonte: http://www.veritatis.com.br/article/5517/falar-em-linguas-hoje-e-de-deus

“AS ESCRITURAS ensinam que o batismo do espírito, evidenciado pelo falar em línguas, é para a verdadeira igreja hoje”, afirma o ministro pentecostal Marvin A. Hicks.

“A doutrina básica do falar em línguas é antibíblica e errada”, contende o Dr. W. A. Criswell, da Primeira Igreja Batista de Dallas, EUA. Ele acrescenta: “Se essa for a fé cristã, então eu não sou cristão.”

Diante de tal controvérsia sobre a prática do falar em línguas, você talvez se pergunte: ‘O que dizem as Escrituras sobre o dom de línguas? Faz isto parte do cristianismo hoje?’ Para obtermos as respostas, será de proveito entender por que foi concedido o dom de línguas aos primitivos cristãos.

POR QUE FOI CONCEDIDO O DOM

Em primeiro lugar, o apóstolo Paulo explica em Hebreus 2.2-4 que os dons milagrosos, que incluiriam o dom de línguas, foram concedidos aos cristãos do primeiro século para confirmar que o favor de Deus havia-se transferido do antigo arranjo judaico de adoração para a recém-estabelecida Igreja cristã. A transferência do favor divino ficou bem firmada por volta da última parte do primeiro século, enquanto alguns dos apóstolos de Jesus Cristo ainda viviam.

Que o dom de línguas também serviu para outro propósito, pode-se ver nas palavras de Jesus aos seus discípulos, pouco antes de sua ascensão ao céu em 33. Ele disse: “mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra.” (Atos 1:8) O pequeno grupo de discípulos não incluía pessoas que falavam as línguas de toda a parte da terra. Mas, em harmonia com a promessa de Jesus, cerca de 10 dias depois, no dia festivo de Pentecostes, o Espírito Santo foi derramado sobre cerca de 120 de seus discípulos reunidos num quarto de andar superior, em Jerusalém. Qual foi o resultado? “Principiaram a falar em línguas diferentes”, e assim puderam começar a executar imediatamente a obra designada de dar testemunho. — Atos 2.1-4. Continue lendo »

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Santa Missa no Rito Romano Tradicional

Vida, dom de Deus

Gratiam tuam, quaesumus, Domine, mentibus nostri infunde; ut qui, angelo nuntiante, Christi Filii tui encarnationem cognovimus, per Passionem eius et Crucem, ad Resurrectionis gloriam perducamur. Per eumdem Christum Dominum nostrum. Amen.

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