Em carta circular, bispo de Iguatu, CE, proíbe Missas e eventos de “cura e libertação”, orações em línguas e “repouso” no Espírito.

Padre Marcelo Rossi: “Estamos voltando à Idade Média, o período mais terrível e negro da igreja”


O padre Marcelo Rossi quase nunca fala algo que se aproveite, mas quando fala alguma coisa que preste sempre vem acompanhado de algo pra melar o que disse. Acabo de ler aqui algumas declarações suas sobre a malfadada tentativa da CNBB (ou CNB do B como diria alguns 🙂 ) de revitalizar as moribundas CEB’s. Ao se referir sobre a participação de clérigos na disputa de cargos políticos solta a pérola que intitula este post.

Acho que o padre entende muito de como engordar, emagrecer, educação física, etc. e tal. Mas de História da Igreja anda muito desinformado e “fora de forma”. Acho que ele precisa de uma bela aula de introdução à Idade Média além da leitura de alguns livros sobre o assunto que não sejam seus “Ágape e agapinho” e verificar que a Idade Média não é isso que ele pinta ou lhe pintaram. Haveria muito mais o que falar sobre a Idade Média, aqui, aqui e aqui. Deixo estes poucos exemplos nestes link’s ao leitor para que se deliciem e talvez possa aparecer um discípulo do padre dos “animaizinhos subiram de dois-em-dois” e possa repassar para ele.

Abaixo a tal notícia:

Sacerdote católico mais famoso do país, o padre Marcelo Rossi, 45 anos, se mostrou contra o incentivo às Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) e à candidatura de representantes religiosos a cargos políticos. Em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, padre Marcelo declarou que as CEBs – que tiveram seu auge nos anos 1980 combinando princípios cristãos a uma visão social de esquerda – apresentam o risco de estimular a “tentação à política”.

Segundo a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a igreja quer incentivar as CBEs para recuperar espaço em áreas pobres. “Nas CEBs, acaba se tornando mais política do que social. É mais perigoso a pessoa ter a tentação à política na CEB”, disse o religioso.

Sobre o uso da igreja como plataforma política, o padre fez uma crítica ao que os evangélicos começaram a fazer com a candidatura de pastores. “A Igreja Católica é apartidária, pelo menos deve ser. Os evangélicos, às vezes, determinam em quem votar. Estamos voltando à Idade Média, o período mais terrível e negro da igreja”, disse.

Marcelo Rossi  também se posicionou contra a presença do pastor e deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP) na presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDH) da Câmara. “Ele nem deveria estar lá, na minha opinião. A partir do momento em que se diz um pastor, não dá para ser ao mesmo tempo um líder político. Acho importante ter uma bancada católica, como existe a evangélica. Mas não acho correto padre, bispo, pastor se candidatarem, porque aí estou transformando um púlpito num palanque”, falou.

RCC: a guardiã dos carismas


“temos que ser os guardiões da chama para que ela permaneça sempre acesa”

RCC: a guardiã do castelo de grayskull

Ela tem o poder!

Não, não é a Santa Igreja Católica que recebeu do próprio Nosso Senhor Jesus Cristo o Espírito Santo Paráclito (Jo14, 26).

Não, não é o Santo Padre, sucessor de São Pedro a quem Nosso Senhor Jesus Cristo confiou as chaves da Igreja (Mt16, 19).

Não, não é nem um cardeal ou bispo, Sucessor dos Apóstolos de Nosso Senhor Jesus Cristo (At1, 24-26).

É a velha pretensão da renovação carismática pseudocatólica de ser a guardiã e depositária dos carismas do Santo Espírito. Dela, da RCC, é que depende a permanência acessa da existência dos carismas. E sabe como eles chegaram a esta conclusão? Ora, através de algumas “moções proféticas reveladas pelo Senhor durante a última reunião do Conselho Nacional”. Isso mesmo senhores. Eles têm lá as “visage” deles, como se diz aqui no nordeste, e atribuem este negócio ao Senhor Jesus! Colocam palavras na boca de Nosso Senhor Jesus Cristo! Já não bastassem os grunhidos que se sabe lá quem põe na boquinha deles, pois o Espírito Santo com certeza não é, agora querem que Nosso Senhor Jesus Cristo reze na cartilhinha deles! “Foi o Senhor que disse”, “foi o Senhor que falou”, “o Senhor mandou fazer assim”, “o Senhor mandou fazer assado”… Essa é de lascar! Eu disse que “agora” querem fazer assim, apenas por força de expressão, mas é evidente que esta é uma prática velha da tal renovadora dos carismas.

Eu não preciso de uma renovadora: Cristo já fez nova todas as coisas (Ap21, 5).

Eu não preciso de uma guardiã dos carismas: Nosso Senhor Jesus Cristo nos deu a Sua Igreja (Mt16, 19).

Eu não preciso de “moções proféticas reveladas pelo Senhor”: Deus se revelou ao homem por completo desde a morte do ultimo Apóstolo (e revelações particulares só com aprovação da Igreja).

De onde estou tirando esta notícia? Pois é, andei dando uma olhada neste negócio aqui: http://www.rccbrasil.org.br/espiritualidade-e-formacao/index.php/artigos/896-palavras-profeticas-para-a-renovacao-carismatica-catolica-do-brasil

Não sei se D. Alberto estava presente no momento destas pseudorevelações, mas é triste que não oriente estes pobres coitados de que esta prática da RCC já há muito foi desencorajada pela, quem diria!, própria CNBB.

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Quem diria Canção Nova!


Pois é… Missa Tridentina na Canção Nova. Quem diria? Eu, confesso, nunca diria. Mas aconteceu.

No entanto, elogiar a Canção Nova é como elogiar bandeirinha ou juiz de futebol antes do jogo acabar. É um perigo!

Mas tenho que correr o risco: parabéns Canção Nova!

Agora só falta que acabem os grunhidos que ninguém entende, as dancinhas e “espetáculos” nas outras Missas, os desmaios tresloucados atribuídos ao Santo Espírito, etc.

Resposta a um comentário sobre oração em linguas


Rodrigo diz:
27/01/2010 às 1:00 am

Prezado Moises,

Conforme respostas anteriores pudi perceber que há uma certa revolta em não aceitar o dom de Línguas, que de fato é o menor dos dons.
Em Atos dos Apóstolos 19,1-8, Paulo percebe que aquele povo tinha necessidade de ser batizado no Espírito Santo. Eram pessoas boas, queriam acertar, mas lhes faltava o Espírito Santo. Paulo explicou isso a eles, impôs-lhes as mãos e sobre eles desceu a terceira Pessoa da Trindade. Começaram, a partir daí, a falar em línguas e a profetizar.
Quando nos falta palavras de adoração, oração e louvor ao nosso Deus devemos pedir que o Espírito Santo venha em nosso auxílio para que ele possa orar em nós, para que possa falar por nós, tudo aquilo que que já não conseguimos expressar para Deus em palavras, com isso na oração em línguas é o Espírito Santo que vem em soccorro a nossa fraqueza, pois com certeza Ele sabe o que é bom para nós e para nossa família, Ele já conhece a nossa dor e nossas alegrias.

Está na hora de deixarmos os preconceitos e a indgnação de lado, pois o mundo precisa de um novo pentencostes, a todo momento.

Moises observei que você enfantizou um pouco a questão de entender e/ou interpretar o que se fala ao orar em línguas, em Rm 8,26
“O Espírito vem em auxílio à nossa fraqueza; porque não sabemos pedir, nem orar como convém, mas o Espírito mesmo intercede por nós com gemidos inefáveis”

Enfim, a oração em línguas é o cumprimento da palavra: “falarão novas línguas” (Mc 16,17b), que o próprio Senhor Jesus proferiu aos onze discípulos após ressuscitar.

Amado uma coisa é certa, podemos perceber que o dom de línguas é plenamente uma inspiração dada pelo Espírito Santo. É uma forma de chegarmos a Deus, pois para orarmos e louvarmos em línguas é preciso que estejamos abertos a ação do Espírito Santo.

Fique com a paz do Nosso Senhor Jesus Cristo e não se limite para ação do Espírito Santo em sua vida, e em todos os momentos de sua vida em que não terás forças ou até mesmo palavras para louvar e bendizer ao nosso Deus, experimente essas força do alto, pois QUANDO O ESPÍRITO SANTO DE DEUS AGE, ELE SURPREENDE.

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo.

Moisés Gomes diz:
29/01/2010 às 12:28 pm

Prezado Rodrigo, a paz de Jesus e o amor de Maria.

Não, eu não me revolto com o verdadeiro falar em línguas, ocorrido em Pentecostes, onde todos os que estavam naquele acontecimento compreendiam o que os Apóstolos falavam.

Este dom caro Rodrigo é extraordinário, e não ordinário como o falso dom da RCC e que ninguém entende nada.

Rodrigo, para que o Espírito Santo interceda por nós junto a Deus não se faz necessário que Ele o faça em nosso ser, e grunhindo línguas ininteligíveis. Não. Deus se revela ao homem através de sua razão, e Deus não fere a nossa razão.

O que São Paulo diz na passagem citada (Rm8, 26) é que o Espírito Santo intercede junto ao Pai (pois Ele é o Nosso Advogado) por coisas que nem nós sabemos pedir, necessidades que nem nós sabemos que temos. Mas isto é um colóquio entre Duas Pessoas da Santíssima Trindade, não um punhado de gemidos ininteligíveis que nem Deus entende.
Ou seja, estes “gemidos inexprimíveis” (e não ininteligíveis) não são os “gemidos espremidos” (e ininteligíveis) praticados nas seitas neopentecostais, como na RCC, e sim um diálogo eterno e infinito entre o Espírito Santo e Deus Pai. Grunhidos ininteligíveis são sinais sim de possessão demoníaca (ou safadeza e fingimento mesmo) e não presença do Santo Espírito.

Recomendo-lhe a leitura destes post’s:
De: Bento XVI Para: os que oram em línguas ININTELIGÍVEIS
Enciclopédia Canção Nova x Bíblia: com quem ficar?
De: Papa S. Gregório/Para: RCC
Os Pais da Igreja também ensinam
Para a RCC: Falar em línguas hoje – é de Deus?

#Fail Padre…

A verdade sobre o dom de línguas


“Achavam-se então em Jerusalém judeus piedosos de todas as nações que há debaixo do céu. Ouvindo aquele ruído, reuniu-se muita gente e maravilhava-se de que cada um os ouvia falar na sua própria língua. Profundamente impressionados, manifestavam a sua admiração: Não são, porventura, galileus todos estes que falam? Como então todos nós os ouvimos falar, cada um em… nossa própria língua materna? Partos, medos, elamitas; os que habitam a Macedônia, a Judéia, a Capadócia, o Ponto, a Ásia, a Frígia, a Panfília, o Egito e as províncias da Líbia próximas a Cirene; peregrinos romanos, judeus ou prosélitos, cretenses e árabes; ouvimo-los publicar em nossas línguas as maravilhas de Deus!” (At 2, 2-11)

Seria falar línguas estrangeiras REALMENTE EXISTENTES ou seriam sons aleatórios (como fazem os pentecostais)? Seriam talvez os dois ao mesmo tempo?
Como saber a verdade se existem tantas opiniões contrárias? Isso seria ou não uma legítima prática católica?
Eis o método:
1 – Analisar o que os primeiros cristãos e os reconhecidos historiadores disseram sobre o fenômeno.
2 – “QUOD UBIQUE, QUOD SEMPER, QUOD AB OMNIBUS – o que em toda parte, sempre e por todos foi ensinado, isso é católico”. São Vicente Lérins (Séc V) Comonitório.

Santo Agostinho, no século IV, disse que foi um fenômeno daquela época apenas, mas que passou!

"[…]Quem em nossos dias, espera que aqueles a quem são impostas as mãos para que recebam o Espírito Santo, devem portanto falar em línguas , saiba que esses sinais foram necessários para aquele tempo. Pois eles foram dados com o significado de que o Espírito seria derramado sobre os homens de todas as línguas, para demonstrar que o Evangelho de Deus seria proclamado em todas as línguas existentes sobre a Terra. Portanto o que aconteceu, aconteceu com esse significado e passou[…]”
Santo Agostinho (Séc IV) -Homilias em 1 Joao 6 10; NPNF2, v. 7, pp. 497-498.

Santo Agostinho ainda diz mais… Que aquelas línguas eram sinal da Igreja que estava nascendo, e que falaria todas as línguas:

“[…] Aquele vento purificava os corações da palha da carne. Aquele fogo consumia o fogo da velha concupiscência. Aquelas línguas faladas pelos que estavam repletos do Espírito Santo prefiguravam a futura Igreja, que haveria de estar entre as línguas de todos os povos[…]”. Santo Agostinho (Séc IV ) Sermao 271

São João Crisóstomo diz algo que indica serem realmente línguas existentes, faladas:

“[…] e justamente ‘no dia de Pentecostes estavam todos reunidos no mesmo lugar’ (At 2, 1) – e sofreram uma transformação radical: repentinamente tomaram consciência da Palavra de Deus em seu seio e puseram-se a comunicar em todas as línguas as maravilhas de Deus.Sao Joao Crisostomo (Sec IV) Homilia sobre 1 Corintios

Eusébio de Cesaréia, também do século IV, fala de um fenômeno onde "falavam linguas estranhas"…

“[…] um dos novos crentes, chamado Montano, quando Grato era procônsul da Ásia, deu acesso ao inimigo, levado pela ambição imoderada de ocupar os primeiros lugares. Como um possesso, em falso êxtase, pôs-se a falar em seus excessos, a proferir palavras estranhas e a profetizar de forma inteiramente oposta ao uso tradicional conservado pela antiga tradição da Igreja[…]” Eusebio, Bispo de Cesaréia (Séc IV) Historia Eclesiastica 5,16,6

Contudo, já no século II, Santo Irineu de Lião já defendia que que tratava-se de línguas faladas, pois referia-se à "raças" e "povos" quando comenta sobre este dom:

“[…] E ainda este Espírito que Lucas nos diz ter descido, depois da ascensão do Senhor, sobre os discípulos no dia de Pentecostes, com o poder de falar em todas as línguas dos povos e abrir-lhes um novo testamento. Eis por que, na harmonia de todas as línguas, cantavam hinos a Deus, enquanto o Espírito Santo reunia na unidade as raças diferentes e oferecia ao Pai as primícias de todas as nações.[…]” Irineu de Lião (Sec II) Contra as Heresias 3,17,2

Santo Tomás de Aquino, no século XIII, disse que o dom de línguas foi necessário para que pudessem pregar o evangelho aos povos no começo da Igreja, logo… deveria ser uma língua de verdade ao invés de gemidos:

“[…] Porquanto o dom de línguas devemos saber que como na Igreja primitiva eram poucos os consagrados para ensinar pelo mundo a fé de Cristo, a fim de que mais facilmente e a muitos anunciassem a palavra de Deus, o Senhor deu-lhes o dom de línguas, para que a todos ensinassem, não de modo que falando uma só língua fossem entendidos por todos, como alguns dizem, mas sim, bem literalmente, de maneira que nas línguas dos diversos povos, falassem as de todos. Pelo qual disse o Apóstolo: Dou graças a Deus porque falo as línguas de todos vós (1Co 14,18)[…]". Santo Tomás de Aquino (Séc XIII) Comentário à Primeira Carta aos Coríntios

“[…] Além disso, os discípulos enviados eram pobres e sem poder; eles não teriam encontrado facilmente, desde o começo, intérpretes fiéis para traduzir suas palavras ou lhes explicar as dos outros, principalmente por terem sido enviados a povos infiéis. Por esta razão, era necessário que Deus lhes viesse em socorro com o dom das línguas […]
Santo Tomás de Aquino (Séc XIII) Summa Teologica 2-2. Q176

Áh, um tal de TANQUEREY, muito respeitado na Igreja Católica, quando comenta sobre os ‘tipos de graça’, dons, carismas… diz que esse tipo de fenômeno é raro, não é ordinário, é extraordinario.. e transitório.

“[…] já os carismas são “as graças gratuitamente dadas”, são-no principalmente para a utilidade dos outros. São, efetivamente, dons gratuitos extraordinários e transitórios[…]” TANQUEREY, Adolf. Compendio de Teologia Mistica e Ascetica, pg 716

Finalizando com o Papa Leão XIII:

“Posto isso, não é, absolutamente, admissível excogitar-se ou guardar uma segunda, mais ampla e fecunda ‘aparição ou revelação do Espírito Divino’; a que atualmente se efetua na Igreja é deveras perfeita, e nela permanecerá incessantemente até que a Igreja militante, após o percurso do seu período de lutas, seja transplantada para as alegrias da Igreja triunfante no céu” Papa Leao XIII, Enciclica Divinun Illud Múnus, n.10

Gustavo Corção: “Novo Pentecostes”


É a última espetacular novidade religiosa que se espalha com grande sucesso no mundo inteiro. Num recorte recente de “Le Monde” lemos a notícia desse movimento cujo sucesso se contrapõe, na pena de Henri Fesquet, “ao declínio das grandes Igrejas” mais ou menos institucionalizadas. Esse movimento de origem protestante, nascido antes do século, cresceu agora rapidamente. O número de “Assembléias de Deus” que era de 264 em 1963 ultrapassa o número de 400 em 1972. Calcula-se em dez milhões o número de praticantes no mundo inteiro”, diz “Le Monde”; e como era de esperar anuncia que o movimento já entusiasmou o mundo católico onde ganha o nome de “renovação carismática” e até reclama o mais ousado título de “novo pentecostes”.

Em Junho reuniu-se na Universidade Notre Dame, nos Estados Unidos, um “congresso de renovação carismática” com o comparecimento de 25.000 participantes entre os quais figuravam muitos padres, Bispos, e o Cardeal Suhenens, Primaz da Bélgica.

Que dizem de si mesmos esses católicos empenhados em tal movimento? Várias publicações, entre as quais destaco a do jovem casal americano Kevin e Dorothy Ranaghan, num livro traduzido em francês com o título “Le Retour de l’Esprit”, apresentam o movimento pura e simplesmente como uma descontinuidade explosiva surgida na História do Cristianismo e produzida, nem mais nem menos, por uma nova descida do Espírito Santo sobre os milhares de adeptos que recebem, por imposição das mãos de outros, o “batismo do Espírito” e subitamente se convertem, mudam de vida, passam da mais profunda depressão à mais jubilosa exaltação, e começam a “falar em línguas”, como os cristãos da Igreja nascente, e como os apóstolos no dia de Pentecostes (At 2, 1)

Uma as características do estado de espírito produzido nas assembléias carismáticas é a predominância da exteriorização sobre a interiorização, e a marcada emotividade que leva os adeptos a sentirem a presença do Espírito Santo, e a declararem essa convicção com uma espontaneidade — cada um contando sua experiência própria — que se liberta de qualquer compromisso de submissão à aprovação da Igreja. Continue lendo »

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RCC: listando alguns erros


1º – Oração de línguas ininteligíveis
1.1 Chamar isso de dom;
1.2 Ligar este pseudo-dom ao Dom de Línguas em Pentecostes (diga-se de passagem, inteligível);
1.3 Deturpar o dom de Pentecostes para que se assemelhe ao pseudo-dom praticado atualmente (vide: https://verdadeiromododever.wordpress.com/2010/10/05/dom-de-linguas-para-cancao-nova-confusao-para-bento-xvi-comunhao/).

2º – Repouso no espírito
2.1 Afirmar que esse negócio é ação do Espírito Santo assemelhando-o aos êxtases de alguns santos;
2.2 Os êxtases que ***alguns*** santos tiveram foram extraordinários tanto em quantidade de vezes de êxtases quanto em quantidade de santos (salvo exceções). O da RCC é ordinário e ordinário;
2.3 Os tais “beneficiados” com estes eventos não têm nem uma fama ou atitudes de santidade. Prova: EU!
2.4 É sempre ocorrido em locais de música, iluminação, ruídos (orações em línguas, orações de irmãos sobre você, etc) que amortecem nossos sentidos e emocional propiciando a ocorrência do tal repouso com práticas semelhantes ao xamanismo.

2.5 Nos diz Santa Terezinha de Jesus: “[a] alma nada tem a ganhar com estes desfalecimentos do corpo…Aconselho, pois, às prioresas, que condenem esses longos desmaios” (Les Études Carméllitaines, p. 38, Ed. Desclée de Brouwer, Paris)”

3º Profecias
3.1 Em orações são profetizadas coisas a torto e a direito, tudo “em Nome do Senhor” ou “O Senhor está dizendo” ou ainda “O Senhor nos diz” e etc. e tal;
3.2 São atribuídas a estas revelações autoridade da própria Escritura. Lembro-me que em um G.O. o então coordenador lia as “revelações” do ministério de intercessão (nacional) e dizendo que aquilo era como se fosse uma Carta Paulina para nós!
3.3 Muitos se julgam profetas e acham que receberam este dom que agora é ordinário neles. Ou seja, exercem o ofício de profeta mesmo.

3.4 E ainda Santa Terezinha nos diz: “É evidente que a absoluta perfeição não consiste nas alegrias interiores, nem nos grandes êxtases, visões, nem no espírito da profecia. Consiste em tornar nossa vontade de tal modo conforme a de Deus, que abracemos de todo o coração o que cremos querido por ele e que aceitemos com a mesma alegria o que é amargo e o que é doce, desde que compreendamos que Sua Majestade o quer” (TERESA DE JESUS. Fundações, cap. 5, n.10)

4º Sola Scriptura – muito em voga na RCC

5º Sola Fidei – idem

6º Livre exame – também! (lembro-me de um colega, que é o atual coordenador da RCC em minha cidade natal, que para “discernir” se namorava ou não com uma garota abriu a Bíblia em um salmo, se não me engano o 107, e leu “não ouse tocar nos que me são consagrados” aí o cara pensou que a mina ia ser freira! Resultado: hoje ela namora com outro cara 🙂 )

7º Batismo no Espírito Santo
7.1 Prega que todos devem ter;
7.2 Inicialmente assemelha-se ao Sacramento do Batismo;
7.3 Mas usurpa mesmo é a função do Sacramento do Crisma.

8º – Liturgia
8.1 Toda a bagunça dos itens anteriores só que dentro da Missa…
8.2 …Mais a dança e o teatro, é claro, que não podem faltar.

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RCCista PTista está me espionando!


É isso mesmo! O cara anotou a placa da minha moto! E vejam só: lançou uma profecia! Aliás, uma interpretação a lá RCC misturado com a caridade petista. Vejam só:

teofilo diz:

CONTINUA O MESMO

CARENTE DE AMOR!!!

teofilo diz:
NÃO É A TROCO DE NADA QUE A PLACA DA SUA MOTO É: *666. O QUE VEM A SER ISSO? JÁ PESQUISOU? INTERESSANTE ISSO, NÃO É MESMO??? PROCURE LER O APOCALISPISE DE SÃO JOÃO E VEJA MAIS SOBRE ESTE NUMERO…VC É 666, QUER DIZER NADA, NADA, NADA DIZ SÃO JOÃO. RSRSRS.

teofilo diz: 
HÁ UM DETALHE NÃO APAGUE AS MSG NÃO QUERO VER A SUA REPLICA. FRACASSADO.

https://verdadeiromododever.wordpress.com/2010/09/28/fratres-in-unumos-brumosos-interesses-politicos-das-comunidades-carismaticas/#comment-352

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Desabafo de um sócio Canção Nova


sou socio da cançao nova e me senti traido e enganado graças o senhor eto. vamos entupir os email da canção nova .obrigando como senhor eto retrate publicamente primeiro indica chalita,depois desautoriza a homilia de padre jose algusto. quem e voce senhor eto voce deveria obedecer o sacerdote.que fiel ao papa ao catecismo da igreja catolica. catolicos acordem antes que seja tarde demais. (aqui)

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RCC e Teologia da Libertação: Faces da mesma moeda que levam para a omissão.


Prof. Hermes Rodrigues Nery

Em meio ao contexto problemático do 2º turno das eleições presidenciais, vamos percebendo uma tensão de posicionamentos no seio da Igreja Católica Apostólica Romana no Brasil, em que a maioria prefere ficar indiferente, acuada, quieta, esperando o resultado das urnas, para depois ver o que se pode fazer com o quadro político que sair vencedor. É a lógica do oportunismo, pois muitos esperam tirar (ou manter) vantagens de quem ganhar o pleito. Entre os cristãos, poucos têm tido a coragem de colocar o dedo na ferida e deixar claro, claríssimo o projeto anti-cristão do PT, exposto no PNDH3, como o fez o Pe. José Augusto da TV Canção Nova. Rapidamente o seu posicionamento corajoso e lúcido foi censurado, posto de escanteio e até condenado pela direção da Canção Nova, que não quer perder privilégios temporais.
Depois da influência nefasta da teologia da libertação, que tanto mal fez à “sã doutrina católica” em nosso País, agindo como o demônio que tentou Jesus no deserto oferecendo-lhe o pão do mundo, com a ilusão de um paraíso terrestre que deve ser vivido, aqui e agora, num afã desmesurado e desesperado da prosperidade material. A teologia da libertação tirou o horizonte soteriológico dos cristãos católicos, que querem o Messias temporal, a garantir segurança e conforto neste mundo, esquecendo-se de que Jesus foi categórico diante de Pilatos: “O Meu Reino não é deste mundo!”,e prometeu o consolo definitivo aos que choram pela justiça e que buscam primeiro o Reino de Deus, para que venham os bens verdadeiros por acréscimo. A teologia da libertação impregnou como um câncer, vastos setores da fé católica, que hoje muitos vêem a Igreja como ONG e não como sacramento salvífico.

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Eto: dois pesos duas medidas


Eto

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Chalita

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

mirian

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Eto2

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Eros

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Eto3

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fim

Dom de línguas. Para Canção Nova: Confusão. Para Bento XVI: Comunhão


A malfadada e anticatólica enciclopédia Canção Nova mostra a sua “união” com a Doutrina Católica. Comparemos o que a mesma “ensina” com o que o Papa Bento XVI ensina:

Canção Nova:

Enciclopédia Canção Nova: só confusão

Enciclopédia Canção Nova: só confusão

O primeiro dom que se manifestou foi o de línguas. Em pentecostes, os discípulos, junto com Maria, ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a orar, a louvar, a cantar numa língua nova, a língua do Espírito. Alguns interpretaram o acontecimento e disseram: Eles louvam a Deus, estão cantando as glórias de Deus, e nós estamos entendendo com o coração. Outros estavam ali como curiosos, brincando, zombando, dizendo que os discípulos estavam bêbados. Pedro explicou: Não estamos bêbados; pelo contrário, está se cumprindo a profecia de Joel. O primeiro dom criou confusão. (Fonte)

Sua Santidade Papa Bento XVI:

Só rezando

Só rezando...

“De forma diferente do que aconteceu com a torre de Babel, quando os homens que queriam construir com as suas mãos um caminho para o céu terminaram por destruir a sua própria capacidade de se compreenderem reciprocamente, o Pentecostes do Espírito, com o dom das línguas, mostra que sua presença une e transforma a confusão em comunhão” (Fonte)

E ainda vem neguingo aqui me dizer que o Papa “aprova” a Canção Nova! Que a Canção Nova está em plena comunhão com a Igreja. De que adianta, se a “Canção Nova não aprova o Papa”!? Não segue a Doutrina Católica, deturpa as Sagradas Escrituras e atropela a Tradição! Como diria uma certa blogueira: “Plena comunhão… da desobediência!”

E como diria esta mesma blogueira ainda: Canção Nova, passar bem… Longe de mim!

Post relacionado: Enciclopédia Canção Nova x Bíblia: com quem ficar?

Fratres in Unum:Os brumosos interesses políticos das comunidades carismáticas.


Os brumosos interesses políticos das comunidades carismáticas.

Clique para ampliar

O vice-presidente da Canção Nova, Wellington Silva Jardim, conhecido como Eto, e Gilberto Gomes Barbosa, fundador da comunidade Obra de Maria, através de um cartaz (foto), pretendem indicar “verdadeiros representantes da nossa Igreja” para os cargos eletivos em disputa no próximo domingo. Não bastasse a ousadia de falar em nome da Igreja, é notável o fato de que os indicados sequer puderam se comprometer contra a maldição do aborto, sendo um deles inclusive do PT! Não é demais recordar a punição de dois deputados petistas que ousaram defender a vida, tendo, nas palavras do partido, assumido “uma dimensão militante e agressiva contra diretriz definida em resolução do 3º Congresso Nacional do PT”. 

Tais indicação renovam antigas suspeitas sobre as ligações políticas da entidade de maior expressão da Renovação Carismática no Brasil, a Canção Nova. 

No início de 2006, a doação à comunidade de uma fazenda de 87 hectáres  em Lorena, SP, pelo  governo de Geraldo Alckmin, cujo então secretário da educação era Gabriel Chalita, conhecido colaborador da Canção Nova, foi alvo de grande desconfiança. 

Chalita, brilhante intelectual, com mais de 40 livros escritos, homem de princípios, não se envergonha de retificar seus caminhos quando necessário — ou quando as alianças do Partido Socialista Brasileiro, ao qual pertence, exigem: hoje considera Lula “um dos maiores estadistas de nosso tempo” e “tem muita empolgação” pela campanha de Dilma Roussef, “uma mulher corajosa, que tem sensibilidade, que tem essa visão de ser humano que aprendeu muito com o Lula”. Sua firmeza em seus ideais o obrigou a processar uma comunidade católica que, supostamente, teria divulgado  “vídeos nos quais [Chalita] tecia alguns elogios a Marta Suplicy e à candidata à Presidência da República pelo mesmo PT“. Eis a integridade acima de qualquer suspeita! 

Outra obscura manobra envolveu, ainda em 2006, um dos homens de confiança da Canção Nova na política: o Deputado Federal Salvador Zimbaldi, à época também do PSB,  acusado de ter ligações com a máfia dos sanguessugas, que superfaturava ambulâncias, teria intercedido para que algumas delas fossem encaminhadas à Fundação João Paulo II. Sob fogo cruzado, mais tarde a Canção Nova viria abandonar Zimbaldi e rejeitar sua amizade. No entanto, o episódio parece não ter abalado sua relação com outras figuras da Renovação Carismática; candidato à reeleição, Zimbaldi tem como grandes cabos eleitorais Ironi Spuldaro, que também apresenta um programa na TV Canção Nova, e o fundador da TV Século XXI, Pe. Eduardo Dougherty.

Ao fim e ao cabo, entre outros dons, os carismáticos aspiram também os das benesses da política. No entanto, as recorrentes suspeitas e alianças espúrias permitem desconfiar que esse interesse seja mais interessante que os outros.

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Extra! Extra! Comunidade processada por Chalita recorre ao Supremo!

Canção Nova e a Missa Tridentina: nem uma amizade


Vejam a imagem abaixo (ou clique na mesma).

Demonstra o “interesse” que a Canção Nova têm pelo Motu Proprio Summorum Pontificum de S.S. Papa Bento XVI. E fazem questão de exclamar que estão com a Igreja, que o Papa os aprova! Pode até ser que o Papa os reconheça… Mas eles não seguem o Papa.

Três anos se passaram após o Motu Proprio Summorum Pontificum e somente agora eles noticiaram algo depois de sua publicação.

Nada de promovê-lo, de praticá-lo, de obedecê-lo ou de seguí-lo. Pelo contrário, continuam os gemidos que ninguém entende e as aberrações em suas Missas.

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Quando o homem torna-se o centro…


Deus é deixado de lado:

"Encenação" absurda em uma Missa há alguns anos atrás quando eu era membro da RCC de Cedro - CE.

“(..) a decadência [da liturgia] chega quando o culto divino é submetido ao sentimentalismo e ao ativismo pessoais de clérigos e leigos que, penetrando-o, transformam-no em obra humana e entretenimento espetacular: um sintoma hoje é, por exemplo, o aplauso na Igreja, que sublinha indistintamente o batismo de um recém-nascido e a saída de um caixão em um funeral.” (Pe. Nicola Bux, consultor do Ofício de Celebrações Litúrgicas do Sumo Pontífice, em entrevista a Zenit)

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Dialogando com a RCC – comentando uma notícia

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O machado de Dom Ranjith sobre os movimentos de “renovação”: um basta nas danças, palmas, arbitrariedades na liturgia, “louvor e adoração”.


Colombo (Sri Lanka), Dom Ranjith declara guerra aos desvios litúrgicos dos Neocatecumenais [e dos Carismáticos] : “Vetados os cantos e danças durante a missa, obrigatória a comunhão de joelhos”

CIDADE DO VATICANO (Petrus) – Dom Malcolm Ranjith é alguém que entende de Liturgia. Foi, de fato, Secretário da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos antes de Bento XVI nomeá-lo, no ano passado, arcebispo de Colombo, no Sri Lanka. O Papa confia muito nele, a tal ponto que deve criá-lo Cardeal no próximo consistório. Dom Ranjith (na foto) se tornou muito admirado nos seus anos de serviço no Vaticano pela nobre defesa da gloriosa tradição litúrgica da Igreja, uma batalha que retomou energicamente em sua nova diocese, proibindo extravagância e improvisações durante a celebração da Eucaristia e “recomendando” a administração da Comunhão apenas sobre a língua e aos fiéis ajoelhados, como já é o caso durante a missa presidida pelo Pontífice. Mas aqui está o texto completo, rico em muitíssimos elementos, enviado pelo arcebispo de Colombo a seus sacerdotes e fiéis, com particular referência àqueles pertencentes aos movimentos (entre os quais recai seguramente o Caminho Neocatecumenal, mas Dom Ranjith não o cita explicitamente) que, habitualmente, se aproximam da Eucaristia de um modo diferente do estabelecido pela Igreja ou participam da missa com cantos e danças em torno do altar, permitindo, contudo, a pregação por leigos durante a celebração:

“Queridos irmãos e irmãs,

Recentemente, algumas pessoas e movimentos católicos de renovação desenvolveram muitos exercícios para-litúrgicos não previstos pelo calendário paroquial ordinário. Apreciando as numerosas conversões, o valor do testemunho, o entusiasmo renovado pela oração, a participação dinâmica e a sede da Palavra de Deus, como bispo diocesano e administrador geral dos mistérios de Deus na igreja local a mim confiada, sou o moderador, o promotor e o guardião da vida litúrgica da arquidiocese de Colombo. Como tal, vos convido a refletir sobre os aspectos litúrgicos e eclesiológicos relacionados a esta nova situação e vos peço insistentemente que respeiteis as diretrizes enunciadas na presente circular de efeito imediato. A Eucaristia é a celebração do mistério pascal por excelência dado à Igreja pelo próprio Jesus Cristo. Jesus Cristo é o princípio de toda liturgia na Igreja e por esta razão toda liturgia é essencialmente de origem divina. Ela é o exercício da Sua função sacerdotal e, portanto, não é certamente um simples empreendimento humano ou uma inovação piedosa. Na verdade, é incorreto definí-la uma simples celebração da vida. É muito mais do que isso. É a fonte e o ápice do qual todas as graças divinas enchem a igreja. Este sagrado mistério foi confiado aos apóstolos pelo Senhor e a Igreja cuidadosamente preservou a celebração ao longo dos séculos, dando vida à tradição sagrada e a uma teologia que não cedem à interpretação individual ou privada. Nenhum padre, conseqüentemente, diocesano ou religioso que seja, proveniente de uma outra arquidiocese ou mesmo do exterior, está autorizado a modificar, adicionar ou suprimir qualquer coisa no rito sagrado da missa. Não se trata de uma novidade, mas de uma decisão tomada em 1963 pela Constituição “Sacrosanctum Concilium” (22, 3), a Constituição Dogmática sobre a Sagrada Liturgia do Concílio Vaticano II, posteriormente reiterada várias vezes em documentos como “Sacramentum Caritatis”, de Sua Santidade Bento XVI, e “Ecclesia de Eucharistia” do Papa João Paulo II, de venerada memória. A este respeito, convém mencionar explicitamente alguns elementos: os sacerdotes não estão autorizados a modificar ou improvisar a Oração Eucarística ou outras orações imutáveis da Missa — mesmo quando se trata de dar detalhes sobre um elemento já presente — cantando respostas ou explicações diferentes. Devemos compreender que a liturgia da Igreja é estreitamente ligada à sua fé e sua tradição: “Lex orandi, lex credendi”, a regra da oração é a regra de fé! A liturgia nos foi dada somente pelo Senhor, ninguém mais, portanto, tem o direito de mudá-la; as manifestações do tipo “Praise and Worship” (literalmente “louvor e adoração”, mas aqui diz respeito a uma corrente musical de estilo gospel, NdT) não são permitidos no rito da Missa. A música desordenada e ensurdecedora, as palmas, os longos discursos e os gestos que perturbam a sobriedade da celebração não são autorizados. É muito importante que compreendamos a sensibilidade cultural e religiosa do povo do Sri Lanka. A maioria dos nossos compatriotas são budistas e por este motivo estão habituados a um culto profundamente sóbrio; por sua vez, nem os muçulmanos nem os hindus criam agitação em sua oração. Em nosso país, além do mais, há uma forte oposição às seitas cristãs fundamentalistas e nós, como católicos, nos esforçamos para fazer compreender que os católicos são diferentes dessas seitas. Alguns destes chamados exercícios de louvor e adoração se assemelham mais aos exercícios religiosos fundamentalistas que a um culto católico romano. Que seja permitido respeitar a nossa diversidade cultural e a nossa sensibilidade; a Palavra de Deus prescrita não pode ser alterada aleatoriamente e o Salmo responsorial deve ser cantado e não substituído por cantos de meditação. A dimensão contemplativa da Palavra de Deus é de suma importância. Em alguns serviços para-litúrgicos as pessoas hoje têm a tendência a se tornar extremamente faladoras e tagarelas. Deus fala e nós devemos escutá-Lo; para ouvir bem, o silêncio e a meditação são mais necessários que a exuberância cacofônica; os sacerdotes devem pregar a Palavra de Deus sobre os mistérios litúrgicos celebrados. É expressamente proibido aos leigos pregar durante as celebrações litúrgicas; a Santíssima Eucaristia deve ser administrada com extremo cuidado e máximo respeito, e exclusivamente por aqueles autorizados a fazê-lo. Todos os ministros, ordinários e extraordinários, devem estar revestidos dos ornamentos litúrgicos apropriados. Recomendo a todos os fiéis, inclusive religiosos, receber a comunhão com reverência, de joelhos e na boca. A prática da auto-comunhão é proibida e pediria humildemente a cada sacerdote que a permite que suspendesse imediatamente esta prática; todos os sacerdotes devem seguir o rito da missa como determinado, de modo a não dar espaço a comparações ou opor as Missas celebradas por alguns sacerdotes às outras Missas ditas pelo resto dos sacerdotes; as bênçãos litúrgicas são reservadas exclusivamente aos ministros da liturgia: bispos, sacerdotes e diáconos. Todos podem rezar uns pelos outros. Recomenda-se insistentemente, entretanto, não usar gestos que podem provocar fantasias, confusões ou uma interpretação errônea”.

 

Fonte: Fratres in Unum http://fratresinunum.com/2010/03/04/o-machado-de-dom-ranjith-sobre-os-movimentos-de-renovacao-nao-as-dancas-palmas-arbitrariedades-na-liturgia-louvor-e-adoracao/>

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