“Não se pode ceder em plena batalha”: Bispo Tissier de Mallerais da FSSPX revela existência de carta do Papa Bento XVI enviada ao Superior da Fraternidade puco antes do Capítulo


Existência de carta de Bento XVI é revelada durante conferência do bispo lefebvriano Tissier de Mallerais, que havia dado como impossível o acordo com a Santa Sé.

Por Andrea Tornielli – Vatican Insider | Tradução: §|Olhar Católico|§

Em 30 de junho, poucos dias antes do capítulo geral da Sociedade de São Pio X, Bento XVI escreveu uma carta ao superior lefrebvista, o bispo Bernard Fellay. A existência da carta foi revelada por Dom Bernard Tissier de Mallerais, um dos quatro bispos da Fraternidade de posições conhecidas contrárias ao acordo com Roma, durante uma conferência realizada em 16 de setembro, na França, Priorado St. Louis- . Maria Grignon de Montfort traduzida em italiano aqui.

O bispo disse que: “Em 30 de junho de 2012 – é um segredo que irá revelar, mas que será tornado público – o Papa escreveu de próprio punho uma carta ao nosso Superior Geral, monsenhor Fellay: ‘Lhe confirmo efetivamente que, para serem realmente reintegrados na Igreja precisa aceitar realmente o Concílio Vaticano II e do magistério pós-conciliar’”

“Trata-se propriamente – disse Tissier de Mallerais – de um ponto de parada, porque para nós não é aceitável, e não podemos assinar uma coisa dessas. Pode-se fazer alguns esclarecimentos, porque o Concílio é tão grande que você pode encontrar algumas coisas boas, mas esta não é a essência do Concílio. “

O bispo lefebvriano durante a conferência pronunciou palavras muito duras: “Não se pode ceder em plena batalha, não tentaremos o armistício [N.T.: trégua] enquanto a gerra seb enfurece: com Assis 3º ou 4º no ano passado; com a beatificação de um falso beato, o Papa João Paulo II. Uma coisa falsa, uma falsa beatificação. E com a exigência ,constantemente lembrada pelo Papa Bento XVI, de aceitar o Concílio e as reformas do magistério pós-conciliar. “

Tissier de Mallerais também disse que “a colegialidade, que destrói o poder do Papa, que já não se atreve a resistir às conferências epicscopais”; destrói “o poder dos bispos, que não ousam a resistir às conferências”. Acrescentou ainda que o ecumenismo “defende os valores da salvação de falsas religiões e do protestantismo, coisas que são falsas”, enquanto a liberdade religiosa “deixa de boa vontade construir livremente mesquitas em nossos países.”

“Obviamente – disse o bispo lefebvriano – estas questões não se pode assinar. Sobre este ponto não há acordo e não haverá acordo”. E não obstante a insistência da “Roma modernista”, Tissier assegura: “Pessoalmente, eu não vou assinar nunca estas coisas, é claro. Eu nunca vou dizer que a Missa Nova é legítima ou legal, vou dizer que muitas vezes é inválida, nas palavras do Arcebispo Lefebvre. Eu nunca vou dizer: ‘O Conícilio, se o interpreta-se bem, talvez fosse possível corresponder com a Tradição, se poderia encontrar um sentido aceitável’.”

Depois de definir como “mentiroso” o texto do preâmbulo doutrinal apresentado em 12 de junho pelo Cardeal William Levada para Fellay, o bispo lefebvriano disse que o Capítulo Geral da Sociedade reunido em julho passado tomou “decisões muito doce, suave”, de modo a “apresentar a Roma os obstáculos de Roma que ninguém se atreve a importunar”, dispondo de “condições praticamente impossíveis de impedir que nos leve a novas propostas. Mas o diabo é mau, e eu acho que eles vão voltar para o ataque e eu me preparo com cuidado também para proteger e defender a Fraternidade “.

Frutos do “Livre Exame” Protestante


          

Pra quem não sabe, o livre exame, é uma das teses do herege Lutero, que o mesmo inventou em sua revolta contra a Igreja de Jesus Cristo. Dentre outras teses, e resumidamente falando sobre esta (o livre exame), ele ensina que todo cristão é inspirado pelo Espírito Santo ao ler a Sagrada Escritura, e que não precisa de ninguém que o oriente e que cada interpretação dali retirada é válida (pelo fato deste estar “inspirado” pelo Espírito Santo). Ora, sabemos que o Espírito Santo não se contradiz (isso é impossível para Deus), então por que será que cada denominação protestante (pra dizer seita protestante mesmo) tem sua própria interpretação da Bíblia e cada uma diferente das outras? Será que o Espírito Santo se contradiz, ou será que o espírito que anima a interpretação dos protestantes não é o Santo? E se não é o Espírito Santo, de quem é o espírito que gera dúvidas, erros e divisões?

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Devemos pregar Jesus e não Igreja! O que tem de verdade nesta frase?


Autor: JESUS, Leandro Martins de. Apostolado Veritatis Splendor: LEITOR PERGUNTA SOBRE “PREGAR JESUS” E NÃO IGREJA… . Disponível em http://www.veritatis.com.br/article/5384. Desde 24/12/2008.

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Gostaria de saber o que significa esse termo, Já que alguns protestantes dizem que não pregam religião e sim a Bíblia (Jesus Cristo).

Devo seguir religião ou Igreja? Gostaria de uma explicação sobre os dois temas, já que por diversas vezes escuto os nossos irmãos separados dizer eu prego a bíblia não religião. Eu anuncio Jesus Cristo e não sigo doutrinas de homens. Também queridos irmãos, tenho um amigo que se diz católico e que falou que a Igreja é muito dogmática, ele disse não concordar com isso. Gostaria de poder fazê-lo entender a questão dos dogmas; para isso preciso da vossa ajuda. Peço que envie algum material de estudo para que eu possa apresentar a ele.

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Caro Brito,

Que a graça e a paz de Nosso Senhor e salvador Jesus Cristo esteja conosco!

Os protestantes tem uma visão distorcida da realidade da Igreja. Para eles, a Igreja é uma mera comunidade de cristãos, sem caráter sacramental, dessa forma, para justificar essa multiplicidade de comunidades (igrejas), eles afirmam não pregar uma religião, igreja, mas Jesus Cristo.

É de se notar que os protestantes estão em tremenda contradição!     Continue lendo »

O que significa “Igreja Católica”?


Se alguém lhe interrogar sobre sua religião, creio eu que você será pronto em responder: “-sou católico!”. O triste é que após essa pergunta vem logo outra: “-praticante?”. Mas o que quero analisar nesse breve artigo não é isso (quem sabe em outro), mas sim sobre a palavra católico. Também não é sobre o que é ser católico, mas restritamente, o significado desta palavra, e, para ser fiel ao título deste artigo, o siginificado de “Igreja Católica”.

Na Bíblia encontraremos a palavra “igreja”  85 vezes, e todas elas no Novo Testamento. A primeira vêz que esta palavra é citada na Bíblia é por nada mais, nada menos que Nosso Senhor Jesus Cristo, veja:
E eu te declaro: tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja; as portas do inferno não prevalecerão contra ela.” (Mt. 16, 18)

Recorrendo ao Catecismo da Igreja Católica, e esta sitação você poderá encontrar também lendo o post sobre Ser Igreja, temos que:
A palavra “Igreja” [“ekklésia”, do grego “ekkaléin” – “chamar fora”] significa “convocação”. Designa assembléias do povo, geralmente de caráter religioso. (…) Ao denominar-se “Igreja” a primeira comunidade dos que criam em Cristo se reconhece herdeira dessa assembléia. (CIC 751)

Então fica bem claro, que a palavra Igreja significa chamado, convocação, no nosso caso, convocados/chamados por Jesus Cristo. Aí entramos na segunda palavra: Católica.

Chamados por Jesus para fazer o quê e a quem? Êis a resposta:

Ide, pois, e ensinai a todas as nações; batizai-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.” (Mt. 28, 19)

“(…)e ensinai a todas as nações” ou seja a todo mundo, ao universo. Jesus confia a Sua Igreja sua missão, seu chamado, sua convocação de anunciar o Evangelho, repito, ao universo, e é aí que por este motivo sua Igreja recebe o nome de Igreja Católica. Ainda não ficou claro né. Lendo esta citação do Catecismo da Igreja Católica ficará melhor de entender:

• A palavra “católica” significa “universal” no sentido de “segundo a totalidade” ou “segundo a integralidade”. (…) (Confira CIC 830)” e consequentemente “Por ser “convocação” de todos os homens para a salvação, a Igreja é, por sua própria natureza, missionária enviada por Cristo a todos os povos para fazer deles discípulos. (CIC 767)

Repito mais uma vês: “A palavra “católica” significa “universal” .

 

Unindo então, caros leitores, o significado da palavra Igreja à palavra Católica temos que ela é “convocação” de todos os homens para a salvação“.

E é exatamente por isso que na Bula Unam Sanctam de 1302, o papa Bonifácio VIII diz: “Una, santa, católica e apostólica: esta é a Igreja que devemos crer e professar já que é isso o que a ensina a fé. Nesta Igreja cremos com firmeza e com simplicidade testemunhamos. Fora dela não há salvação, nem remissão dos pecados, como declara o esposo no Cântico: “Uma só é minha pomba sem defeito. Uma só a preferida pela mãe que a gerou” (Ct 6,9). Ela representa o único corpo místico, cuja cabeça é Cristo e Deus é a cabeça de Cristo.

Tendo em vista o expoto, se alguém se deparar com você e lhe interrogar: “-Onde existe a palavra católica na Bíblia?” você estará pronto a responder “-Leia Mt. 28, 19, e lá você verá, não a palavra católica, mas o seu significado:Universal, a todas as nações

Que Maria, Nossa Senhora, Nossa Mãe e Mãe da Igreja de Jesus Cristo, interceda por nós e pela salvação dos homens, Amém!

Qeu Deus nos abençoe e Maria nos guarde!

Moisés Gomes de Lima, catquista da Paróquia de S. João Batista, Cedro-CE.

Catecismo de S. Pio X – “Credo” em geral


Qual é a primeira parte da Doutrina Cristã?

A primeira parte da Doutrina Cristã é o Símbolo dos Apóstolos, chamado vulgarmente Credo.

Por que chamamos ao Credo Símbolo dos Apóstolos?

O Credo chama-se Símbolo dos Apóstolos, porque é um compêndio das verdades da Fé, ensinadas pelos Apóstolos.

Quantos artigos têm o Credo?

O Credo tem doze artigos.

Dizei-os:

1) Creio em Deus Padre, todo-poderoso, Criador do céu e da terra.

2) E em Jesus Crista, um só seu Filho, Nosso Senhor.

3) qual foi concebido pelo poder do Espírito Santo, nasceu de Maria Virgem.

4) Padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado.

5) Desceu aos infernos, ao terceiro dia ressurgiu dos mortos.

6) Subiu ao Céu, está sentado à direita de Deus Padre todo-poderoso.

7) De onde há de vir a julgar os vivos e os mortos.

8) Creio no Espírito Santo.

9) Na Santa Igreja Católica; na comunhão dos Santos.

10) Na remissão dos pecados.

11) Na ressurreição da carne.

12) Na vida eterna. Amém

Que quer dizer a palavra Credo, eu creio que dizeis no começo do Símbolo?

A palavra Credo, eu creio quer dizer: eu tenho por absolutamente verdadeiro tudo o que nestes doze artigos se contém; e o creio mais firmemente do que se o visse com os meus olhos, porque Deus, que não pode nem enganar-Se nem enganar-nos, revelou estas verdades à Santa Igreja Católica, e por meio dEla eis revela também a nós.

Que contêm os artigos do Credo?

Os artigos do Credo contêm tudo o que de mais importante devemos crer acerca de Deus, de Jesus Cristo e da Igreja, sua Esposa.

É muito útil rezar freqüentemente o Credo?

É utilíssimo rezar freqüentemente o Credo, para imprimirmos cada vez mais no coração as verdades da Fé.

Oração pelos Mortos? Frei Rojão responde!


padre, tenho muitas dúvidas. uma delas é sobre como seremos julgados após a nossa passagem: o juízo é imediato? se sim, é verdade que nós mesmos decidiremos? e como ficam as missas em favor dos mortos [as de corpo presente, 7º dia]?

Frei Rojão responde

 

Farejo um herege adventista a vinte léguas de distância… Mas a tática é velha. Leram meia dúzia de bobagens e mentiras contra a Igreja, e nunca lêem a Bíblia, ai vem nos sites católicos como “supostamente com dúvidas” quando na verdade luciferinamente querem nos fazer cair em contradição. Nunca conseguem, mas tentam. Vejam a linguagem macia, melíflua, feito o Cramulhão tentando. Católico não és. O Católico ama a Igreja, porque sabe que até a Bíblia que tem em mãos – e ama e lê a Bíblia – tem autoridade porque a Igreja testemunha e segue a Bíblia. E se fosse católico também saberia que missa de corpo presente é mais difícil de se ver que cabeça de bacalhau. Como cita, não deve conhecer a Igreja nem seus hábitos. E não conhece a Igreja porque é protestante, porque quem conhece a Santa Igreja é arrastado imediatamente no torvelinho do amor de Deus para seu seio.

 

Explicarei para que os católicos, o rebanho de Jesus Cristo, tenham algum aproveitamento.

 

Filho, o julgamento particular ocorre a todo momento, porque o Altíssimo, que vê mancha até nos seus anjos, sabe se você é ovelha ou bode. Na hora da morte, seu destino está decidido, você vai ficar no estado em que o “ladrão entrou na casa sem o dono saber”, quando a morte, a grande ladra, vier te visitar.

 

Porém não se esqueça o Altíssimo é onisciente e acima do tempo. Portanto as orações que foram feitas por um homem que morreu há vinte séculos atrás são tão eficazes quanto as feitas sete dias após sua morte. Deus está acima do tempo. Os espíritos estão fora do tempo, porque o tempo é próprio da criação material. O que Deus fazia antes da criação? Fazia nada, porque fazer pressupõe tempo, e o tempo só existe na criação material. Não é também o que os adoráveis amalucados físicos, crentes e descrentes, dizem da tal expansão do universo? 

As orações dos santos, juntos da glória de Deus (ainda que apenas espíritos, esperando a ressurreição da carne) são também atemporais. E de todas as orações que o Altíssimo ouve, nenhuma é mais grata que aquela que ele trouxe em corpo e alma, a gloriossississississima Mãe de Deus e Nossa, Maria de Nazaré. Por isso os verdadeiros cristãos rezam “Santa Maria, mãe de Deus, rogai por nós, pecadores, agora e na hora de nossa morte“. Que a virgem reze agora compreende-se. Espíritos interagem com o mundo físico, e agem de acordo com o tempo deste mundo. Mas rezar na hora da morte? Sim. É uma maneira humana de expressar a passagem da alma, antes ligada ao tempo, porque animava um corpo material, para o reino espiritual atemporal. Toda oração rompe o tempo, porque a oração é maior que o tempo, é a expressão das criaturas como retribuição ao amor eterno de Deus. Uma Ave-Maria dura mais que as pirâmides egípcias ou que a estrela mais velha no céu.

 

Não podemos deixar de compreender que aqueles que morreram sem merecer o Inferno, mas ainda ligados ao pecado e as suas conseqüências, merecem uma purificação antes de ver a glória imaculada do Altíssimo. Dai os cristãos desde a época apostólica, confiantes no ensinamento de Jesus Cristo, entenderam o purgatório, doutrina santa e bíblica, que os hereges ímpios protestantes, enganados pelo Pai da Mentira, negam. No purgatório não se passa “tempo”, porque o tempo como disse é um conceito da matéria. No purgatório passa-se o equivalente a um processo de purga da alma do apego ao Mal, poderíamos dizer que é um “tempo intelectual” dos espíritos, na passagem por sucessivos estados de purga e aproximação de Deus. É um processo espiritual, o termo “tempo” não é exato aqui, mas é a maneira que o homem tem para expressar. As orações dos vivos tem grande ajuda neste processo de purga, rogando a Deus pelos falecidos, para que este processo se “acelere” (ainda que acelerar pressuponha velocidade, tempo e distância – como disse, é a maneira humana de dizer ).

 

Pode ser que oremos por alguém que está condenado, irremediavelmente, por seus atos. Ainda assim tudo se aproveita, aproveita-se para as outras almas que se purgam, aproveita-se para a edificação da Igreja, aproveita-se para a santificação do orante. Se há algo que só tem benefícios e nenhuma contra-indicação é a oração.

 

Não obstante o julgamento particular, um belo dia, as trombetas soarão e os mortos ressuscitarão. Os santos se unirão a seus corpos, corpos agora gloriosos, e estarão no céu “de corpo e alma”. Os ímpios também ressuscitarão. E seus corpos, agora também imortais, serão atirados – corpo e alma – no Inferno. De onde nunca sairão, até porque sair pressupõe mudança de estado, e mudança pressupõe tempo.

 

Sendo assim, é obra louvável e de grande piedade rezar pelos mortos. Não é a toa que os primeiros cristãos nas catacumbas oravam pelos falecidos. Quem reza pelo perdão dos pecados dos falecidos em muito alcança o perdão de seus próprios pecados.

Fonte: http://freirojao.blogspot.com/2010/06/e-quando-amanhecer-o-dia-eterno-plena.html

Assistir ou participar da Missa?


Chegou-me a seguinte mensagem:
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“Gostaria de ter um respaldo maior sobre a questão assistir a missa ou
participar da missa.
Vejo em muitas paroquianos dizendo que vai assitir.
Eu sei que a igreja nos convida a participar, até porque o ato de comungar é
a a maior participação.
Estou certo?”
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Ao que respondi:

Bom, o problema maior é na verdade uma confusão entre os vários significados das palavras. *Assistir* e participar podem querer dizer coisas diferentes; “assistir” pode ser “ajudar” (como um “assistente”) e pode ser “ver passivamente”, e “participar” pode ser compreendido como uma ação ativa (“participo de um time de futebol”) ou como receber uma perfeição (a cerveja gelada “participa” do gelo, sem ser gelo; a palavra “gelada” é aliás o “particípio” do verbo “gelar”).
A Igreja nos chama à participação no sentido de receber uma perfeição, e é neste sentido que receber o Santíssimo Sacramento é a maior participação. Estamos assim participando de Cristo, ou seja, recebendo d’Ele uma perfeição. Esta participação pode (mas não precisa) ser expressa exteriormente (o primeiro sentido que dei desta palavra). Assim, por exemplo, não é necessário responder na *Missa*. É melhor participar silenciosamente que responder alto e não participar verdadeiramente, por exemplo. O sujeito que está cantando aos brados pode perfeitamente não estar participando, por não estar somando o seu sacrifício ao de Cristo na Cruz.
Já *assistir* como quem assiste passivamente a um jogo de futebol não é ao que a Igreja nos chama, mas *assistir* como “assistente”, ou seja, somando o nosso sacrifício ao de Cristo, que é oferecido pelo sacerdote, é o “assistir” que a Igreja nos pede e recomenda.

Assim, não se trata de uma escolha entre *assistir* passivamente e participar fisicamente. É na verdade – como aliás em quase tudo – uma escolha muito mais sutil, em que o caminho certo é o do meio.
Em uma extremidade temos a “participação” meramente física, meramente ativa ou emocional; nele não há assistência, não há participação verdadeira. Só atos contam (levantar, sentar, ajoelhar, cantar, chorar, comungar). Não é isso que a Igreja nos pede e recomenda.
Na outra extremidade, oposta àquela, temos a “assistência”, igualmente falsa, que é meramente passiva. É ir para a *Missa* e responder ou não, cantar ou não, comungar ou não, mas ficar pensando em outra coisa ou simplesmente tendo fruição estética, vendo se a casula do padre tem furos de traça ou deliciando-se a música, etc., sem somar o sacrifício individual ao de Cristo na Cruz. Tampouco é isso que a Igreja nos pede e recomenda.
O que a Igreja nos pede e recomenda é que assistamos, em silêncio ou não, cantando ou não, mas ativos *em nossa disposição interior de somar o nosso sacrifício pessoal ao de Cristo na Cruz*, e que assim participemos, em silêncio ou não, cantando ou não, recebendo de Cristo a perfeição de sermos santos, sendo santificados (particípio) pelo que é Santo.
Cabe ainda lembrar que o preceito da Igreja é ouvir *Missa* inteira todo domingo e dia santo. Assim, se a pessoa só vai fisicamente, ela não está pecando (apesar de não estar tendo tantos méritos, etc.), mas pecaria se ficasse em casa sob o pretexto de não conseguir participar.

Do mesmo modo, o preceito é de comungar uma vez por ano, no tempo da Páscoa. Se a pessoa está em pecado mortal (ou seja, se depois de sua última confissão ela faltou a uma *missa* dominical ou ferial, se ela mentiu, se ela roubou, se ela fornicou, se ela cometeu adultério – ainda que em pensamento -, se ela blasfemou, se ela assistiu a pornografia…) ela não pode nem deve comungar. Nesse caso, a comunhão não seria comunhão, isto é, não seria participação em Cristo; seria, nas palavras de São Paulo, “comer e beber a sua própria condenação”.

http://www.luisguilherme.net/HSJOnline/assistirouparticipar.html

Catecismo de S. Pio X – Lição preliminar


1) Sois cristão?

Sim, sou cristão pela graça de Deus.

2) Por que dizeis pela graça de Deus?

Digo: pela graça de Deus, porque o ser cristão é um dom de Deus, inteiramente gratuito, que nós não podemos merecer.

3) E quem é verdadeiro cristão?

Verdadeiro cristão é aquele que é batizado, crê e professa a doutrina cristã e obedece aos legítimos Pastores da Igreja.

4) Que é a Doutrina Cristã?

A Doutrina Cristã é a doutrina que Jesus Cristo Nosso Senhor nos ensinou, para nos mostrar o caminho da salvação.

5) É necessário aprender a doutrina ensinada por Jesus Cristo?

Certamente, é necessário aprender a doutrina ensinada por Jesus Cristo, e cometem falta grave aqueles que se descuidam de o fazer.

6) Os pais e patrões estão obrigados a mandar ao catecismo os seus filhos e dependentes?

Os pais e patrões são obrigados a procurar que seus filhos e dependentes aprendam a Doutrina Cristã; e são culpados diante de Deus, se desprezarem esta obrigação.

7) De quem devemos nós receber e aprender a Dou trina Cristã?

Devemos receber e aprender a Doutrina Cristã da Santa Igreja Católica.

8) Como é que temos a certeza de que a Doutrina Cristã, que recebemos da Santa Igreja Católica, é verdadeira?

Temos a certeza de que a Doutrina Cristã, que recebemos da Igreja Católica, é verdadeira, porque Jesus Cristo, autor divino desta doutrina, a confiou por meio aos seus Apóstolos à Igreja Católica, por Ele fundada e constituída Mestra infalível de todos os homens, prometendo-Lhe a sua divina assistência até à consumação dos séculos.

9) Há mais provas da verdade da Doutrina Cristã?

A verdade da Doutrina Cristã é demonstrada ainda pela santidade eminente de tantos que a professaram e professam, pela heróica fortaleza dos mártires, pela sua rápida e admirável propagação no mundo, e pela sua plena conservação através de tantos séculos de muitas e contínuas lutas.

10) Quantas e quais são as partes principais e mais necessárias da Doutrina Cristã?

As partes principais e mais necessárias da Doutrina Cristã são quatro: o Credo, o Padre-Nosso, os Mandamentos e os Sacramentos.

11) Que nos ensina o Credo?

O Credo ensina-nos os principais artigos da nossa santa Fé.

12) Que nos ensina o Padre-Nosso?

O Padre-Nosso ensina-nos tudo o que devemos esperar de Deus, e tudo o que Lhe devemos pedir.

13) Que nos ensinam os Mandamentos?

Os Mandamentos ensinam-nos tudo o que devemos fazer para agradar a Deus; em resumo, amar a Deus sobre todas as coisas, e amar ao próximo como a nós mesmos, por amor de Deus.

14) Que nos ensina a doutrina dos Sacramentos?

A doutrina dos Sacramentos faz-nos conhecer a natureza e o bom uso desses meios que Jesus Cristo instituiu Para nos perdoar os pecados, comunicar-nos a sua graça, e infundir e aumentar em nós as virtudes da fé, da esperança e da caridade.

Maçonaria – em uma manhã azul do México


Padre Francisco Vera
Padre Francisco Vera

“Hoje, tudo mudou.

Querem que os sacerdotes sejam amáveis, diplomáticos e simpáticos, e não padres “teimosos” como tu, com tua face séria e imperturbável ante a morte”. [Perdoa-me, Padre Francisco, são eles, os modernos, os modernistas, os acrobatas do diálogo, que te diriam isso, não eu. Eu, nunca! Eu nunca!]

Hoje, não se quer que haja sacerdotes intransigentes que terminem mártires: deseja-se o “diálogo”. O diálogo ecumênico e relativista, que é capaz de fazer acordos os mais incríveis. Até com a heresia. Até com o pecado.” (Orlando FedeliEm uma manhã azul do MéxicoMONTFORT Associação Cultural)

Para ver este texto na íntegra, clique na figura acima ou no link a seguir: http://www.montfort.org.br/index.php?secao=veritas&subsecao=religiao&artigo=cristeros&lang=bra

 

Feliz Páscoa 2010!


Da Homilia sobre a Páscoa, de Melitão de Sardes, bispo (Séc. 11)
a louvor de Cristo
Prestai atenção, caríssimos: o mistério pascal é ao mesmo tempo novo e antigo, eterno e transitório, corruptível e incorruptível, mortal e imortal. É mistério antigo segundo a Lei, novo segundo a Palavra que se fez carne; transitório pela figura, eterno pela graça; corruptível pela imolação do cordeiro, incorruptível pela vida do Senhor; mortal pela sua sepultura na terra, imortal pela sua ressurreição dentre os mortos. A Lei, na verdade, é antiga, mas a Palavra é nova; a figura é transitória, mas a graça é eterna; o cordeiro é corruptível, mas o Senhor é incorruptível, ele que, imolado como cordeiro, ressuscitou como Deus. Na verdade, era como ovelha levada ao matadouro, e contudo não era ovelha; era como cordeiro silencioso (Is 53,7), e no entanto não era cordeiro. Porque a figura passou e apareceu a realidade perfeita: em lugar de um cordeiro, Deus; em vez de uma ovelha, o homem; no homem, porém, apareceu Cristo que tudo contém.

Por conseguinte, a imolação da ovelha, a celebração da páscoa e a escritura da Lei tiveram a sua perfeita realização em Jesus Cristo; pois tudo o que acontecia na antiga Lei se referia a ele, e mais ainda na nova ordem, tudo converge para ele. Com efeito, a Lei fez-se Palavra e, de antiga, tornou-se nova (ambas oriundas de Sião e de Jerusalém); o preceito deu lugar à graça, a figura transformou-se em realidade, o cordeiro em Filho, a ovelha em homem e o homem em Deus.

O Senhor, sendo Deus, fez-se homem e sofreu por aquele que sofria; foi encarcerado em lugar do prisioneiro, condenado em vez do criminoso e sepultado em vez do que jazia no sepulcro; ressuscitou dentre os mortos e clamou com voz poderosa: “Quem é que me condena? Que de mim se aproxime (Is 50,8). Eu libertei o condenado, dei vida ao morto, ressuscitei o que estava sepultado. Quem pode me contradizer? Eu sou Cristo, diz ele, que destruí a morte, triunfei do inimigo, calquei aos pés o inferno, prendi o violento e arrebatei o homem para as alturas dos céus. Eu, diz ele, sou Cristo.

Vinde, pois, todas as nações da terra oprimidas pelo pecado e recebei o perdão. Eu sou o vosso perdão, vossa páscoa da salvação, o cordeiro por vós imolado, a água que vos purifica, a vossa vida, a vossa ressurreição, a vossa luz, a vossa salvação, o vosso rei. “Eu vos conduzirei para as alturas, vos ressuscitarei e vos mostrarei o Pai que está nos céus; eu vos levantarei com a minha mão direita”.

O machado de Dom Ranjith sobre os movimentos de “renovação”: um basta nas danças, palmas, arbitrariedades na liturgia, “louvor e adoração”.


Colombo (Sri Lanka), Dom Ranjith declara guerra aos desvios litúrgicos dos Neocatecumenais [e dos Carismáticos] : “Vetados os cantos e danças durante a missa, obrigatória a comunhão de joelhos”

CIDADE DO VATICANO (Petrus) – Dom Malcolm Ranjith é alguém que entende de Liturgia. Foi, de fato, Secretário da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos antes de Bento XVI nomeá-lo, no ano passado, arcebispo de Colombo, no Sri Lanka. O Papa confia muito nele, a tal ponto que deve criá-lo Cardeal no próximo consistório. Dom Ranjith (na foto) se tornou muito admirado nos seus anos de serviço no Vaticano pela nobre defesa da gloriosa tradição litúrgica da Igreja, uma batalha que retomou energicamente em sua nova diocese, proibindo extravagância e improvisações durante a celebração da Eucaristia e “recomendando” a administração da Comunhão apenas sobre a língua e aos fiéis ajoelhados, como já é o caso durante a missa presidida pelo Pontífice. Mas aqui está o texto completo, rico em muitíssimos elementos, enviado pelo arcebispo de Colombo a seus sacerdotes e fiéis, com particular referência àqueles pertencentes aos movimentos (entre os quais recai seguramente o Caminho Neocatecumenal, mas Dom Ranjith não o cita explicitamente) que, habitualmente, se aproximam da Eucaristia de um modo diferente do estabelecido pela Igreja ou participam da missa com cantos e danças em torno do altar, permitindo, contudo, a pregação por leigos durante a celebração:

“Queridos irmãos e irmãs,

Recentemente, algumas pessoas e movimentos católicos de renovação desenvolveram muitos exercícios para-litúrgicos não previstos pelo calendário paroquial ordinário. Apreciando as numerosas conversões, o valor do testemunho, o entusiasmo renovado pela oração, a participação dinâmica e a sede da Palavra de Deus, como bispo diocesano e administrador geral dos mistérios de Deus na igreja local a mim confiada, sou o moderador, o promotor e o guardião da vida litúrgica da arquidiocese de Colombo. Como tal, vos convido a refletir sobre os aspectos litúrgicos e eclesiológicos relacionados a esta nova situação e vos peço insistentemente que respeiteis as diretrizes enunciadas na presente circular de efeito imediato. A Eucaristia é a celebração do mistério pascal por excelência dado à Igreja pelo próprio Jesus Cristo. Jesus Cristo é o princípio de toda liturgia na Igreja e por esta razão toda liturgia é essencialmente de origem divina. Ela é o exercício da Sua função sacerdotal e, portanto, não é certamente um simples empreendimento humano ou uma inovação piedosa. Na verdade, é incorreto definí-la uma simples celebração da vida. É muito mais do que isso. É a fonte e o ápice do qual todas as graças divinas enchem a igreja. Este sagrado mistério foi confiado aos apóstolos pelo Senhor e a Igreja cuidadosamente preservou a celebração ao longo dos séculos, dando vida à tradição sagrada e a uma teologia que não cedem à interpretação individual ou privada. Nenhum padre, conseqüentemente, diocesano ou religioso que seja, proveniente de uma outra arquidiocese ou mesmo do exterior, está autorizado a modificar, adicionar ou suprimir qualquer coisa no rito sagrado da missa. Não se trata de uma novidade, mas de uma decisão tomada em 1963 pela Constituição “Sacrosanctum Concilium” (22, 3), a Constituição Dogmática sobre a Sagrada Liturgia do Concílio Vaticano II, posteriormente reiterada várias vezes em documentos como “Sacramentum Caritatis”, de Sua Santidade Bento XVI, e “Ecclesia de Eucharistia” do Papa João Paulo II, de venerada memória. A este respeito, convém mencionar explicitamente alguns elementos: os sacerdotes não estão autorizados a modificar ou improvisar a Oração Eucarística ou outras orações imutáveis da Missa — mesmo quando se trata de dar detalhes sobre um elemento já presente — cantando respostas ou explicações diferentes. Devemos compreender que a liturgia da Igreja é estreitamente ligada à sua fé e sua tradição: “Lex orandi, lex credendi”, a regra da oração é a regra de fé! A liturgia nos foi dada somente pelo Senhor, ninguém mais, portanto, tem o direito de mudá-la; as manifestações do tipo “Praise and Worship” (literalmente “louvor e adoração”, mas aqui diz respeito a uma corrente musical de estilo gospel, NdT) não são permitidos no rito da Missa. A música desordenada e ensurdecedora, as palmas, os longos discursos e os gestos que perturbam a sobriedade da celebração não são autorizados. É muito importante que compreendamos a sensibilidade cultural e religiosa do povo do Sri Lanka. A maioria dos nossos compatriotas são budistas e por este motivo estão habituados a um culto profundamente sóbrio; por sua vez, nem os muçulmanos nem os hindus criam agitação em sua oração. Em nosso país, além do mais, há uma forte oposição às seitas cristãs fundamentalistas e nós, como católicos, nos esforçamos para fazer compreender que os católicos são diferentes dessas seitas. Alguns destes chamados exercícios de louvor e adoração se assemelham mais aos exercícios religiosos fundamentalistas que a um culto católico romano. Que seja permitido respeitar a nossa diversidade cultural e a nossa sensibilidade; a Palavra de Deus prescrita não pode ser alterada aleatoriamente e o Salmo responsorial deve ser cantado e não substituído por cantos de meditação. A dimensão contemplativa da Palavra de Deus é de suma importância. Em alguns serviços para-litúrgicos as pessoas hoje têm a tendência a se tornar extremamente faladoras e tagarelas. Deus fala e nós devemos escutá-Lo; para ouvir bem, o silêncio e a meditação são mais necessários que a exuberância cacofônica; os sacerdotes devem pregar a Palavra de Deus sobre os mistérios litúrgicos celebrados. É expressamente proibido aos leigos pregar durante as celebrações litúrgicas; a Santíssima Eucaristia deve ser administrada com extremo cuidado e máximo respeito, e exclusivamente por aqueles autorizados a fazê-lo. Todos os ministros, ordinários e extraordinários, devem estar revestidos dos ornamentos litúrgicos apropriados. Recomendo a todos os fiéis, inclusive religiosos, receber a comunhão com reverência, de joelhos e na boca. A prática da auto-comunhão é proibida e pediria humildemente a cada sacerdote que a permite que suspendesse imediatamente esta prática; todos os sacerdotes devem seguir o rito da missa como determinado, de modo a não dar espaço a comparações ou opor as Missas celebradas por alguns sacerdotes às outras Missas ditas pelo resto dos sacerdotes; as bênçãos litúrgicas são reservadas exclusivamente aos ministros da liturgia: bispos, sacerdotes e diáconos. Todos podem rezar uns pelos outros. Recomenda-se insistentemente, entretanto, não usar gestos que podem provocar fantasias, confusões ou uma interpretação errônea”.

 

Fonte: Fratres in Unum http://fratresinunum.com/2010/03/04/o-machado-de-dom-ranjith-sobre-os-movimentos-de-renovacao-nao-as-dancas-palmas-arbitrariedades-na-liturgia-louvor-e-adoracao/>

Sacramento da Eucaristia


Catequese retirada do Catecismo de São Pio X:

Qual é o maior de todos os Sacramentos?

O maior de todos os Sacramentos é o Sacramento da Eucaristia, porque contém não só a graça, mas também ao mesmo Jesus Cristo, autor da graça e dos Sacramentos.

Que é o Sacramento da Eucaristia?

A Eucaristia é um Sacramento que, pela admirável conversão de toda a substância do pão no Corpo de Jesus Cristo, e de toda a substância do vinho no seu precioso Sangue, contém verdadeira, real e substancialmente o Corpo, Sangue, Alma Divindade do mesmo Jesus Cristo Nosso Senhor, debaixo das espécies de pão e de vinho, para ser nosso alimento, espiritual.

Está na Eucaristia o mesmo Jesus Cristo que está no Céu e que nasceu, na terra, da Santíssima Virgem?

Sim, na Eucaristia está verdadeiramente o mesmo Jesus Cristo que está no Céu e que nasceu, na terra, da Santíssima Virgem Maria.

Por que acreditais que no Sacramento da Eucaristia está verdadeiramente Jesus Cristo?

Eu acredito que no Sacramento da Eucaristia está verdadeiramente presente Jesus Cristo, porque Ele mesmo o disse, e assim no-lo ensina a Santa Igreja.

Que é a hóstia antes da consagração?

A hóstia antes da consagração é pão de trigo.

Depois da consagração, que é a hóstia?

Depois da consagração, a hóstia é o verdadeiro Corpo de Nosso Senhor Jesus Cristo, debaixo das espécies de pão.

Que está no cálice antes da consagração?

No cálice, antes da consagração, está vinho com algumas gotas de água.

Depois da consagração, que há no cálice?

Depois da consagração, há no cálice o verdadeiro Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo, debaixo das espécies de vinho.

Quando se faz a mudança do pão no Corpo, e do vinho no Sangue de Jesus Cristo?

A conversão do pão no Corpo, e do vinho no Sangue de Jesus Cristo, faz-se precisamente no ato em que o sacerdote, na santa Missa, pronuncia as palavras da consagração.

Que é a consagração?

A consagração é a renovação, por meio do sacerdote, do milagre operado por Jesus Cristo na última Ceia, quando mudou o pão e o vinho no seu Corpo e no seu Sangue adorável, por estas palavras: Isto é o meu Corpo; este é o meu Sangue.

Como é chamada pela Igreja a miraculosa conversão do pão e do vinho no Corpo e no Sangue de Jesus Cristo?

A miraculosa conversão, que todos os dias se opera sobre os nossos altares é chamada pela Igreja transubstanciação.

Quando Jesus está na hóstia, deixa de estar no Céu?

Quando Jesus está na hóstia, não deixa de estar no Céu, mas encontra-se ao mesmo tempo no Céu e no Santíssimo Sacramento.

Quando instituiu Jesus Cristo o Sacramento da Eucaristia?

Jesus Cristo instituiu o Sacramento da Eucaristia na última ceia que celebrou com seus discípulos, na noite que precedeu sua Paixão.

Por que instituiu Jesus Cristo a Santíssima Eucaristia?

Jesus Cristo instituiu a Santíssima Eucaristia, por três razões principais:

1º para ser o sacrifício da nova lei;

2º para ser alimento da nossa alma;

3º para ser um memorial perpétuo da sua Paixão e Morte, e um penhor precioso do seu amor para conosco e da vida eterna.

Que efeitos produz em nós a Santíssima Eucaristia?

Os principais efeitos que a Santíssima Eucaristia produz em quem a recebe dignamente são estes:

1º conserva e aumenta a vida da alma, que é a graça, como o alimento material sustenta e aumenta a vida do corpo;

2º perdoa os pecados veniais e preserva dos mortais; produz consolação espiritual.

Quantas coisas são necessárias para fazer uma comunhão bem feita?

Para fazer uma comunhão bem feita, são necessárias três coisas:

1º estar em estado de graça;

2º estar em jejum desde uma hora antes da comunhão;

3º saber o que se vai receber e aproximar-se da sagrada Comunhão com devoção.

Que quer dizer: comungar com devoção?

Comungar com devoção quer dizer: aproximar-se da sagrada Comunhão com humildade e modéstia, tanto na própria pessoa como no vestir, e fazer a preparação antes e a ação de graças depois da Comunhão.

Em que consiste a preparação antes da Comunhão?

A preparação antes da Comunhão consiste em nos entretermos algum tempo a considerar quem é Aquele que vamos receber e quem somos nós; e em fazer atos de fé, de esperança, de caridade, de contrição, de adoração, de humildade e de desejo de receber a Jesus Cristo.

Em que consiste a ação de graças depois da Comunhão?

A ação de graças depois da Comunhão consiste em nos conservarmos recolhidos a honrar a presença do Senhor dentro de nós mesmos, renovando os atos de fé, de esperança, de caridade, de adoração, de agradecimento, de oferecimento e de súplica, pedindo sobretudo aquelas graças que são mais necessárias para nós e para aqueles por quem somos obrigados a orar, sobretudo licença especial em razão de moléstia

Como devemos apresentar-nos no ato de receber a sagrada Comunhão?

No ato de receber a sagrada Comunhão devemos estar de joelhos, com a cabeça medianamente levantada, com os olhos modestos e voltados para a sagrada Hóstia, com a boca suficientemente aberta e com a língua um pouco estendida sobre o lábio inferior. Senhoras e meninas devem estar com a cabeça coberta.

Se a sagrada Hóstia se pegar ao céu da boca, que se deve fazer?

Se a sagrada Hóstia se pegar ao céu da boca, é preciso despegá-la com a língua, nunca porém com os dedos.

Deve considerar-se a Eucaristia só como Sacramento?

A Eucaristia não é somente um Sacramento; é também o sacrifício permanente da

Nova Lei, que Jesus Cristo deixou à Igreja, para ser oferecido a Deus pelas mãos dos seus sacerdotes.

Como se chama este sacrifício da Nova Lei?

Este sacrifício da Nova Lei chama-se a santa Missa.

Que é então a santa Missa?

A santa Missa é o sacrifício do Corpo e do Sangue de Jesus Cristo, oferecido sobre os nossos altares, debaixo das espécies de pão e de vinho, em memória do sacrifício da Cruz.

É o Sacrifício da Missa o mesmo que o da Cruz?

O Sacrifício da Missa é substancialmente o mesmo que o da Cruz, porque o mesmo Jesus Cristo, que se ofereceu sobre a Cruz, é que se oferece pelas mãos dos sacerdotes seus ministros, sobre os nossos altares.

Para que fins se oferece o Santo Sacrifício da Missa?

Oferece-se a Deus o Santo Sacrifício da Missa para quatro fins:

1º para honrá-Lo como convém, e sob este ponto de vista o sacrifício é latrêutico;

2º para Lhe dar graças pelos seus benefícios, e sob este ponto de vista o sacrifício é eucarístico;

3º para aplacá-Lo, dar-Lhe a devida satisfação pelos nossos pecados, para sufragar as almas do Purgatório, e sob este ponto de vista o sacrifício é propiciatório;

4º para alcançar todas as graças que nos são necessárias, e sob este ponto de vista o sacrifício é impetratório.

Quantas coisas são necessárias para ouvir bem e com fruto a santa Missa?

Para ouvir bem e com fruto a santa Missa são necessárias duas coisas: 1º modéstia exterior; 2º devoção interior.

Terminada a Missa, que se deve fazer?

Terminada a Missa, devemos dar graças a Deus por nos ter concedido a graça de assistir a este grande sacrifício e pedir-Lhe perdão das faltas cometidas enquanto a assistíamos.

Belo artigo do prof. Orlando – Montfort


Do gol de bicicleta à onipotência suplicante

Orlando Fedeli
 
“La gloria di Colui Che tutto move,
Per l ‘universo penetra e risplende
in una parte più e meno altrove”
 
(Dante, Divina Commedia, Paradiso I, 1-3).
              
“A glória dAquele que tudo move,
pelo universo penetra e resplandece,
numa parte mais e menos noutra”.
 
Esse magnífico terceto com que Dante inicia o primeiro canto de seu Paradiso é um dos mais belos da Divina Comédia e é prenhe de sabedoria. Com efeito, Deus, ato puro, move todas as coisas criadas, concedendo-lhes participação em graus e formas diversas em suas qualidades, fazendo-as passar de potência a ato.
 
Tudo o que se move, isto é, todas as criaturas compostas de ato e potência só podem se mover por uma ação de Deus, ato puro e, por isso mesmo, onipotente, que lhes permite passar de potência de uma qualidade para a posse daquela mesma qualidade em ato, normalmente por meio de uma causa eficiente segunda ou, por vezes, pela ação direta de Deus, causa eficiente primeira.
 
Parece haver uma contradição ao dizer que Deus, ato puro sem potência alguma, é também onipotente. Isto, porém, é correto porque, em Deus, não há potência passiva. Deus não pode receber qualidade alguma, porque possui todas as qualidades em ato e, portanto, tem todas as qualidades em grau máximo, não podendo perdê-las, nem aumentá-las e nem tê-las diminuídas.
 
E como Ele tem todas as qualidades em ato, Ele é capaz de transmitir essas qualidades a outros seres, que tenham potência para recebê-las, em forma e medida variada. Todo ser que tem uma qualidade em ato é capaz de atuar, passando a qualidade que possui em ato a outro ser que tenha potência de recebê-la. Assim, o fogo é quente em ato, e a panela tem potência de ser aquecida. Desse modo, o fogo aquece a panela passando-lhe calor, na medida e na forma em que a panela é capaz de receber essa qualidade.
 
Deus, tendo todas as qualidades em ato em grau absoluto, tem toda potência ativa de transmitir essas qualidades. Por isso Ele é onipotente ativo.
 
Portanto, temos que distinguir potência passiva de potência ativa.
 
Deus não tem nenhuma potência passiva. Deus tem toda potência ativa. Por isso, o Ato puro é Onipotente.
 
Toda potência, por assim dizer, deseja ser atualizada. E o ato, por assim dizer, deseja transmitir sua qualidade ao que está em potência para ela.
 
Ato e potência desejam-se mutuamente. Pode-se dizer, analogicamente, é claro, que o ato ama a potência, querendo passar-lhe um bem, e a potência deseja ser atualizada pelo ato.
 
Assim, é o amor que tudo move.
 
Por isso, o mesmo Dante finaliza a Divina Comédia, dizendo em seu último verso: “Amor che move Il Sol e le altre stelle”.
 
”Amor que move o Sol e as outras estrelas” (Dante, Divina Commedia, Paradiso, XXXIII, 143).
 
É o amor de Deus que tudo move.
 

Santo Agostinho nos ensina:

Não é lícito negar a comunhão na boca


É isso mesmo pessoal!

Negar comunhão na boca é ÍLICITO!

Deus perdoe e tenha mizericórdia do Padre que me negou a comunhão na boca com o pretexto de que, segundo ele “é orientação da igreja”, devido a Gripe Suína.

Ele só não disse de que igreja era esta orientação, pois a Católica Apostólica Romana, Única e Verdadeira de Nosso Senhor Jesus Cristo, fora da qual não há Salvação ensina que não é LÍCITO negar a comunhão na boca.

Já a igreja do Boff e do Betto…

É só clicar neste link para acessar a carta da Congregação para o Culto Divino para um fiel da Grã Bretanha, e logo após a tradução. Este mesmo fiel teve a comunhão negada como eu.

Que o Senhor Jesus, por intercessão de São João Maria Vianey, nos conceda Sacerdotes santos e fiéis a Igreja.

 
 
 
 
A paz de Jesus e o amor de Maria!
Moisés Gomes de Lima
Catequista, por Misericórdia do Senhor!
Paróquia de S. João Batista – Cedro/CE
Diocese de S. José – Iguatu/CE
blog.olharcatolico@gmail.com
moisesgomeslima@gmail.com
“A concórdia não é uniformidade de opiniões, mas concordância de vontades” (S. Tomas de Aquino).

Bispo de Quixadá sofre calúnias de Movimentos da Igreja e Politicagem na região


O Bispo Diocesano de Quixadá, D. Angelo Pignole, têm sofrido calúnias e pressão por parte de movimentos simpatizantes do seu predecessor, D. Adélio Tomasim, e movimentos políticos partidários aproveitam para atacar também. Veja a seguir resposta do Bispo Reinante às acusações, retirada de uma repostagem do site da Revista Central:

 

“A  VERDADE  VOS  LIBERTARÁ!”

Aos fiéis católicos e pessoas de boa vontade desta Diocese: Graça e Paz da parte de Deus nosso Pai e de Jesus nosso Salvador.

 

1. A Santa Igreja de Deus, tal como a barca de Pedro no lago de Genesaré, sempre foi batida por ventos tempestuosos que a sacodem sem jamais destruí-la. Nossa querida Diocese de Quixadá, povo de Deus peregrino neste Sertão Central do Ceará, não escapa a estas vicissitudes. “Fere o Pastor, que as ovelhas sejam dispersadas!” (Zc 13, 7), já profetizou Zacarias no Antigo Testamento. Esta continua sendo a permanente tática que o “Príncipe das trevas” e “mentiroso desde o início” emprega, através da história, para impedir o crescimento do Reino de Deus e é o que eu e o nossos fiéis temos assistido há tempo, tornando-se insistente nesses últimos dias em nossa Igreja diocesana, contra seu legítimo e único Pastor.

 

2. Mantive até agora um silêncio humilde. Mas não desejo que sua continuação seja considerada como timidez ou omissão indevida do Bispo diocesano. Por isso, frente às manifestações injuriosas e caluniosas desses dias, usando dos meios de comunicação contra minha pessoa e o modo como venho dirigindo a Diocese de Quixadá, faço pública esta mensagem, esperando levar luz e paz às pessoas que amam a verdade.

 

3. Fui nomeado Bispo da Igreja Católica e designado como Sucessor dos Apóstolos para a porção do rebanho de Cristo que está na Diocese de Quixadá, pelo Papa Bento XVI, e tomei posse desta Diocese aos 25 de março de 2007. Aqui exerço a função de “governar, ensinar e santificar” o povo de Deus, construindo o Seu Reino e pregando o Evangelho, sem nenhum interesse que não a salvação das almas, que é o bem supremo da Igreja. O poder do Bispo é espiritual e, por isso, sua autoridade tem origem divina, de tal modo que a ele perfeitamente se aplicam as palavras de Jesus dirigidas aos Apóstolos: “quem vos recebe, a mim recebe, e quem me recebe, recebe Aquele que me enviou” (Mt 10, 40).

 

4. Desde os inícios da Igreja a cada comunidade orgânica de católicos é dado um único Sucessor dos Apóstolos, como Bispo e Pastor, centro e fundamento visível da unidade da Igreja particular, colaborando com ele os presbíteros que são fiéis à sua vocação. Sucedo assim a Dom Adélio Tomasin, que, por sua vez, sucedeu a Dom Joaquim Rufino do Rego, numa clara demonstração da continuidade dinâmica da Santa Igreja, que, desde Jesus Cristo e os Apóstolos e até o fim dos tempos, age e continuará agindo, através de seus ministros.

 

5. Conhecido e amado, Dom Adélio é grande benfeitor do Sertão Central e merece nossa gratidão e reconhecimento pela doação de sua vida e pelos serviços prestados, tanto no campo espiritual, quanto social. Por isto, por merecida deferência, como um de meus primeiros atos, a ele transferi a função honrosa de Chanceler da Faculdade Católica, continuando, porém, eu a exercer a função irrenunciável de Presidente da Mantenedora, com as relevantes tarefas que regimentalmente me cabem, associadas à responsabilidade de Bispo diocesano.

 

6. A estrutura orgânica da Diocese de Quixadá, constando de paróquias, do seminário, do santuário e das obras educativas e sociais, exige de mim, principal responsável perante Deus e perante os homens, um permanente acompanhamento, sempre em vista da clareza e transparência, tanto perante as leis civis, quanto para com a Santa Sé Apostólica. Entre nossas instituições educativas emerge, pelo vulto e importância regional, a Faculdade Católica, na qual estudam nossos futuros padres e que, com numerosos cursos, presta relevante serviço cívico ao Nordeste, sem perder seu caráter expressamente católico.

 

7. A Diocese de Quixadá é uma organização religiosa, sem fins lucrativos e imune de impostos, mas que no seu balanço anual ultrapassa os limites econômicos de uma instituição de pequeno porte, exatamente por causa de nossa Faculdade Católica. Esta, por sua dimensão e complexidade, chama-me a permanente e preocupada atenção, despertando-me o maior zelo e cuidado.

 

8. Administrar e supervisionar, nos tempos hodiernos, são atividades complexas, a exigirem permanente conhecimento da realidade. Para que, portanto, como responsável maior da Faculdade Católica, eu possa cumprir meu dever de alta direção, contínuo acompanhamento e supervisão, é necessário ter uma percepção mais exata e objetiva, da sua situação estática e dinâmica. Ora, cheguei à convicção de não ser possível conseguir esta visão clara, complexiva e fundamentada da realidade da Faculdade, apenas através de eventuais contatos e relatórios. Precisamos de algo mais amplo e profundo. Fundamentado nisso tudo, eu, como Presidente da Mantenedora da Faculdade e dentro da competência de Bispo diocesano, que deve supervisionar as entidades da Diocese, ou a ela sujeitas, decidi contratar uma empresa especializada, para realizar uma auditoria independente na Faculdade, a fim de obter uma visão completa, atualizada e autorizada da Católica.

 

9. É supérfluo relevar que tal decisão não significa desconfiança de ninguém. Trata-se de uma medida de acompanhamento e controle, legítima e normal numa administração moderna. Valer-se, pois, dos recursos da ciência e da tecnologia para melhor conhecer, acompanhar e avaliar a Faculdade Católica é medida previdente, que nos orientará os passos no futuro de sua administração.

 

10. Nesta circunstância, é preciso que os projetos extraordinários da Faculdade fiquem suspensos temporariamente, até que tenhamos pleno conhecimento da situação. Esta decisão não é arbitrária: foi tomada em conjunto com o Núncio Apostólico, representante do Santo Padre no Brasil, Dom Lorenzo Baldisseri, que de cada passo que dou está informado. Por isto, é incompreensível e surpreendente a celeuma que imediatamente se criou, o barulho que se fez, usando de falsidades, calúnias ou meias-verdades, querendo jogar a autoridade maior e legítima do Pastor da Diocese contra seus padres, o Bispo emérito e a Faculdade Católica, esquecendo-se daquela grave advertência da Escritura: “não toqueis nos meus ungidos!” (1Cr 16, 22).

 

11. Nenhum aluno ou professor nutra receios de que a Faculdade Católica venha a fechar suas portas. Esta possibilidade não existe. Os cursos em andamento continuarão a funcionar na sua plena normalidade. As atividades ordinárias dos campi terão seu andamento inalterado. A Faculdade Católica não diminuirá e vai crescer, por graça de Deus. Não se deve dar ouvidos, portanto, a quem semeia tempestades e maledicências.

 

12. Movimentos cujas lideranças ostentam a bandeira de um catolicismo bastante duvidoso (“as minhas ovelhas conhecem a minha voz, eu as conheço e elas me seguem” – Jo 10, 27) e cujo bordão comum é uma pretensa solidariedade a Dom Adélio, mas que por trás têm uma clara intenção política, dirigem a mim os mais absurdos adjetivos, as mais mentirosas e desrespeitosas afirmações. Tais afirmações precisariam ser provadas, dadas a gravidade e celeuma que estão provocando.

 

13. Não é verdade que estou expulsando Dom Adélio de Quixadá. A hipótese de sua partida seria decisão pessoal dele. Além disso, esse “terrorismo psicológico”, prognosticando um eventual fechamento da Faculdade Católica, é mentira triste, digna do mais veemente repúdio. Lamento a tentativa de manobrar o corpo docente e discente da instituição, por parte de pessoas inescrupulosas, que procuram semear o terror na mente e no coração de professores e alunos, da maneira mais grotesca possível. O que não podemos admitir é que a Faculdade Católica venha a ser indevidamente utilizada para plataforma política de quem quer que seja, nem para interesses pessoais ou de grupos, já que é um patrimônio eclesial, para o bem de todos, edificado com a generosidade e o espírito de sacrifício de tantos.

 

14. Igualmente é falso afirmar que o patrimônio da Diocese de Quixadá está sendo destruído por mim. Se algum bem foi até então vendido, é preciso entender que “venda” significa transformação de bens móveis ou imóveis em capital e não necessariamente “dilapidação”. O único imóvel vendido, uma pequena casa, teve seu valor aplicado na reforma da Catedral. Por outro lado, a Diocese herdou diversos encargos financeiros que ela precisa saldar. Para exemplificar, a Rádio Cultura de Quixadá (que não foi vendida, nem arrendada a ninguém, mas continua sob pleno domínio e administração da diocese através da contratação de novos funcionários) ainda pena para pagar multa eleitoral na monta de mais de R$ 150.000,00 que nos foi deixada. A maternidade vive cotidianamente em apuros financeiros, fruto do atraso no repasse de verbas de convênios, como também de dívidas contraídas em administrações anteriores.

 

15. No entanto, temos a alegria de ver pronta a nova ala do Seminário Pio XII, assim como de noticiar que já estamos com os recursos para a construção da sede apropriada da Cúria Diocesana. A reforma da Catedral está quase concluída. Assim, é caluniosa a afirmação de que o patrimônio da Diocese está sendo destruído ou, como foi dito em emissoras de rádio, “vem sendo roubado pelo Bispo diocesano”. Triste e sintomático é o silêncio daqueles que podiam e até deviam sair em defesa do Pastor legítimo da Diocese e não estão fazendo.

 

16. Não condizente com a verdade é a afirmação de que persigo os padres da Diocese. Visando preservar aqui a fama das pessoas envolvidas, limito-me a afirmar que, algumas vezes, recebo lamentos de fieis leigos, preocupados com atitudes de alguns sacerdotes que precisariam ser alertados quanto à sua conduta e, em caso de contumácia, ser punidos na forma da lei canônica, para o bem do próprio povo de Deus. Outros sacerdotes estão se ausentando da Diocese por motivos de estudo ou por motivos pessoais. Infelizmente, porém, acontece que uns falam mal do Bispo se este não toma medida e outros falam mal, quando se¬¬ tomam medidas sofridas, com relação a algum sacerdote, cujo comportamento desedifica a Santa Igreja.

 

17. Evidentemente, na ausência de provas e perante tamanhas afrontas, ações judiciais poderiam ser movidas contra pessoas e grupos bem identificáveis, seja no âmbito criminal, seja no âmbito civil da legislação brasileira, não excluídas medidas penais do direito canônico, especificamente quando diz que seja punido com a pena de interdito ou outras justas penas quem excita publicamente aversão ou ódio dos súditos contra o Bispo diocesano, em razão de algum ato de poder ou de ministério eclesiástico, ou incita os súditos à desobediência a ele (cf. cânon 1373). Esta determinação da lei eclesiástica é menos uma ameaça e mais um alerta aos fieis para não se deixarem enganar por falsos profetas de calamidades.

 

18. Por fim, faço um veemente apelo a que nenhum partido e nenhum político interfiram indevidamente nos assuntos reservados à autoridade diocesana de Quixadá. Estou pronto ao diálogo franco e respeitoso, à colaboração leal. Tal intromissão indevida comprometeria as sadias relações entre Igreja e Estado, independentes e harmoniosas, cada qual no seu campo, como, aliás, se estabelece, no Acordo recentemente feito entre o Governo e a Santa Sé. Faço também uma advertência ao povo de Deus para o risco da manipulação velada que corre.

 

19. Reitero aqui a informação de que as decisões tomadas até então e agora publicadas oficialmente foram tratadas com os meus superiores hierárquicos, a saber, o Santo Padre, o Papa, por meio dos Dicastérios Romanos (departamentos de governo da Igreja), em recente visita a Roma, e o Senhor Núncio Apostólico no Brasil, aos quais devo prestar contas. Este tem pleno conhecimento e dá total apoio a tudo o que nesta mensagem está expressa, a bem da verdade.

 

Certo de que o Espírito de Deus iluminará as mentes e os corações de todos e fará reinar a unidade em nosso meio, “a fim de que todos sejam um… para que o mundo creia” (Jo 17, 21), subscrevo-me paternalmente,

 

Quixadá, 23 de novembro de 2009.

Angelo Pignoli
Bispo diocesano de Quixadá.

A fé sem obras não é verdadeira


Intervenção por ocasião do Ângelus

CASTEL GANDOLFO, domingo, 13 de setembro de 2009 (ZENIT.org).- Publicamos as palavras que Bento XVI dirigiu neste domingo por ocasião do Ângelus aos peregrinos congregados na residência pontifícia de Castel Gandolfo.

* * *

Queridos irmãos e irmãs:

Neste domingo, o vigésimo quarto do Tempo Comum, a Palavra de Deus nos interpela com duas perguntas cruciais que resumiremos assim: “Quem é Jesus de Nazaré para você?” e “Sua fé se traduz em obras ou não?”. A primeira pergunta encontramos no Evangelho do dia, quando Jesus pergunta a seus discípulos: “E vós, quem dizeis que eu sou?”(Marcos 8, 29). A resposta de Pedro é clara e imediata: “Tu és o Cristo”, ou seja, o Messias, o consagrado de Deus, enviado para salvar seu povo. Pedro e os demais apóstolos, portanto, diferentemente da maior parte das pessoas, crêem que Jesus não só é um grande mestre, ou um profeta, mas muito mais. Têm fé: crêem que nele Deus está presente e atua. Imediatamente depois desta profissão de fé, contudo, quando Jesus anuncia abertamente pela primeira vez que terá que sofrer e morrer, o próprio Pedro se opõe à perspectiva de sofrimento e morte. Então Jesus tem de repreendê-lo com vigor para dar-lhe a entender que não basta crer que Ele é Deus, mas que movidos pela caridade é necessário segui-lo por seu mesmo caminho, o da cruz (cf. Marcos 8, 31-33). Jesus não veio para ensinar-nos uma filosofia, mas para mostrar-nos um caminho, e mais, o caminho que leva à vida.

Este caminho é o amor, que é a expressão da verdadeira fé. Se alguém ama o próximo com coração puro e generoso, quer dizer que conhece verdadeiramente Deus. Se, pelo contrário, alguém diz que tem fé, mas não ama os irmãos, não é um verdadeiro crente. Deus não vive nele. São Tiago afirma claramente na segunda leitura da missa deste domingo: “se não está acompanhada de obras [a fé], está completamente morta” (Tiago 2, 17). Neste sentido, quero citar uma passagem de São João Crisóstomo, um dos grandes padres da Igreja, que o calendário litúrgico nos convida a recordar hoje. Ao comentar a passagem citada da Carta de São Tiago, escreve: “alguém pode ter uma reta fé no Pai e no filho, assim como no Espírito Santo, mas se não segue a reta via, sua fé não lhe servirá para a salvação. Portanto, quando se lê no Evangelho: ‘A vida eterna é que eles te conheçam a ti, o único verdadeiro Deus’ (João 17, 3), não pense que este versículo basta para salvar-nos: requer-se uma vida e um comportamento puríssimo (citado in J. A. Cramer, Catenae graecorum Patrum in N.T., vol. VIII: In Epist. Cath. et Apoc., Oxford 1844).

Queridos amigos, amanhã celebraremos a festa da Exaltação da Santa Cruz, e no dia seguinte Nossa Senhora das Dores. A Virgem Maria, que acreditou na palavra do Senhor, não perdeu sua fé em Deus quando viu seu Filho rejeitado, ultrajado e crucificado, mas permaneceu ao seu lado, sofrendo e orando, até o final. E viu a aurora radiante de sua Ressurreição. Aprendamos com Ela a testemunhar nossa fé com uma vida de humilde serviço, dispostos a pagar o preço necessário para permanecer fiéis ao Evangelho da caridade e da verdade, seguros de que não se perde nada do que fazemos.

Bento XVI: Maria e o sacerdócio


Queridos irmãos e irmãs, 

é iminente a celebração da Solenidade da Assunção da Virgem Maria, no sábado, e nós estamos no contexto do Ano Sacerdotal; então eu gostaria de falar sobre a relação entre Maria e o sacerdócio. É uma relação profundamente enraizada no mistério da Encarnação.. Quando Deus decidiu tornar-se homem no seu Filho, ele precisava do “sim” de uma criatura livre. Deus não age contra nossa liberdade. E sucede uma coisa verdadeiramente extraordinária: Deus se faz dependente da liberdade, do “sim” de uma criatura, espera este “sim”. São Bernardo de Claraval, em uma de suas homilias, explicou de modo comovente este momento decisivo da história universal, onde o céu, a terra e o próprio Deus esperam a palavra desta criatura.

O “sim” de Maria é a porta através da qual Deus é capaz de entrar no mundo, fazer-se homem. Então Maria é verdadeira e profundamente envolvida no mistério da Encarnação, de nossa salvação. E a Encarnação, o fazer-se homem do Filho, foi concebida a partir da doação de si; o doar-se com muito amor na Cruz, para tornar-se pão para a vida do mundo. Assim, sacrifício, sacerdócio e a Encarnação caminham juntos, e Maria está no centro deste mistério. Continue lendo »

Os Pais da Igreja também ensinam


O DOM DAS LÍNGUAS NÃO É BLÁ BLÁ BLÁ
O VERDADEIRO DOM DAS LÍNGUAS (TEXTO ATUALIZADO)

A virgem Santíssima e o dom das línguas
Questão IV: Se a Virgem recebeu o dom de línguas, chamado por alguns “glossolalia”.
a) “Afirmativamente, porque recebeu este dom com os apóstolos no dia dePentecostes, e, como disse Santo Alberto Magno: A Virgem estava com eles quando apareceram as línguas repartidas como de fogo, logo recebeu o dom das línguas com eles” (Mariale, q. CXVII); b) Ademais, ainda que não tivesse de ir pregar o Evangelho as diversas nações e gentes, todavia, no principio da Igreja nascente se concedia com freqüência este dom aos fiéis, ainda a aqueles a quem não se havia conferido o ministério de pregar e propagar o Evangelho como consta (At, XIX, 6); c) E assim convinha, porque acudindo Maria muitos fiéis de diversas nações, já por piedade filial, e que buscavam de instruções, devia conhecer seus idiomas para entendê-los e instruí-los plenamente nas coisas da fé. d) Finalmente, Suarez julga provável que ainda antes dePentecostes, Maria já tivesse usado desta graça, caso a necessidade ou a ocasião tivesse exigido, como quando Cristo foi adorado pelos magos, é de crer que Mariaentendeu a sua linguagem, como é também crível que, quando foi ao Egito, entendia e falava a língua dos egípcios. (In 3, disp. XX) – (ALASTRUEY, Gregório. Tratado de la Virgen Santíssima. Madrid: BAC, 1945, p. 350-351) Continue lendo »

Protestante questiona culto à Maria e acusa a Igreja de assasina de inocentes


Comentário Protestante:

 Uma vez, quando Jesus estava falando, uma mulher na multidão proclamou: “Bem-aventurado o ventre que te trouxe e os peitos em que mamaste” (Lucas 11:27). Nunca houve melhor oportunidade para Jesus declarar que Maria era verdadeiramente digna de louvor e adoração. Mas qual foi a resposta de Jesus? “Antes bem aventurados os que ouvem a palavra de Deus e a guardam” (Lucas 11:28). Para Jesus, a obediência à Palavra de Deus era MAIS IMPORTANTE do que ser a mulher que o pôs no mundo. Muitos já morreram por guerras religiosas, guerra que principalmente a Igreja Católica em sua caça as bruxas na santa inquisição matou muitos inocentes, então caros, nem Maria, José ou Sebastião… só Jesus morreu na cruz para nos salvar, maria meramente é nossa irmã em cristo e devemos respeito por isso, porém somente Jesus é o caminnho…

Resposta Olhar Católico: 

Prezado Marcelo, a paz de Jesus e o amor de Maria!

Meu caro, e quem mais guardou e ouviu a Palavra de Deus melhor do que a Mãe de Deus? Que outra criatura que já pisou esta Terra mais glorificou o Senhor, senão sua Mãe? Acaso você não lê a Bíblia? Estaria Nosso Senhor em contradição com a Escritura, pois no ventre de Sua Santa Mãe escutou Ela mesma dizer: “desde agora, me proclamarão bem-aventurada todas as gerações” (Lc1, 48b)? E pouco antes o Espírito Santo na boca de Santa Izabel, sua prima: “Donde me vem esta honra de vir a mim a mãe de meu Senhor?” (Lc1, 43) ou ainda “bem-aventurada és tu que creste” (Lc1, 45a)? Ou será que você arrancou este trecho de sua Bíblia como fez Lutero com os outros, inclusive com a epístola de São Tiago? Continue lendo »

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