Frei Rojao, que fez voto de boçalidade, analisa o resultado das eleições em São Paulo


Em Anhangá-Açú não tivemos segundo turno. O prefeito Chico Pilantra Jr. foi reeleito no primeiro turno com 60 e poucos porcentos dos votos, derrotando a oposição do vereador Tonho Bandido. É verdade que o alcaide Chico Pilantra Jr. foi o terceiro maior ladrão da cidade, perdendo apenas para os históricos saques de Anhangá-Açú pelo pirata “Sir” Thomas Cavendish em 1584 e pelos cangaceiros de Lampião em 1932, mas Vox Populi é Vox Populi, não é? Tentei pesquisar quem escreveu este adágio do Vox Populi e não consegui. Deve ter sido o Cramulhão fazendo “marketing negativo”. Afinal, os profetas hebreus já sabiam que o povo, assim como os reis, eram causas de males e idolatria.

Se em Anhangá-Açú foi resolvido, voltei meus olhos para São Paulo, já que o Rio também se resolveu com seu show de horrores e Brasília não tem eleição para prefeito. Como bom mineiro do interior, nascido em São Gonçalo do Brejo das Almas, nem vou falar de BH, Curral del Rey, e se não temos El Rey D. João temos o senhor D. Aécio, esta nova versão do Conde de Assumar, governador das Minas, ex quinhão da capitania de São Paulo, para tristeza dos homens da Capitania do Espírito Santo, a quem cabia Minas por geografia.  Ah, meus patrícios, não há nada mais ridículo que um mineiro que tenta usar a geografia para explicar sua mineiricidade, como se os suíços fossem ricos por terem como nós montanhas e queijos, não por bancos. Eis porque Minas Gerais não é a Suíça. Ops, volto ao tema, que é a terra do colégio de Manoel da Nóbrega, porque a terra de Anchieta também é o Espírito Santo e as Ilhas Canárias, enfim, chega de
geografia irônica!

No aspecto religiosos, a eleição paulistana foi pitoresca:

– Tinhamos um candidato apoiado por uma igreja dona de um partido que culpou a Igreja catolica pelo kit-gay, e que criou confusão com o Cardeal Arcebispo que, naquele momento, teve uma atitude corajosa

– Tinhamos o candidato sob cuja batuta ministerial saiu o malfadado kit que contava com o apoio e campanha irrestrita de um padre com um inquérito nas costas na polícia civil formalmente acusado de corrupção de menores, tendo inclusive financiado uma Land Rover para um inocente rapaz

– Tinhamos um candidato que era guia turístico católico do poderoso da vez, que tentou o voto católico, quis lançar campanha na Catedral e levou um generoso pé-na-bunda do eleitorado.

– Tinhamos um candidato capaz de se beneficiar do voto conservador, mas cujo partido, partideco, partido que merece desaparecer, foge deste eleitorado feito o diabo da cruz, a despeito dele ter dado o segundo segundo-turno consecutivo para seu candidato.

Agora vêm as análises política, ah, as análises. E como metralham o voto conservador. “Não deviam ter falado do kit-gay!” dizem os analistas “isentos” da imprensa “isenta” que gira mais a esquerda que rotatória de trânsito (onde a preferência é sempre de quem vem a esquerda, ou seja, são nossos jornais!). Estava lendo num jornal velho, de idéias velhas, uma psicóloga, esta nova Moisés nos conduzindo à Terra da Promessa, falando a seguinte batatada jurídica: “Como podem reclamar do kit-gay se o STF já deu ganho de causa a favor do casamento gay?”. Puxa! É verdade, vamos ensinar às crianças de 13 anos as sutilezas do sexo anal, não é verdade? Ou os benefícios da bissexualidade! É… e os pedófilos somos nós, padres!

São Paulo é a cabeça do Brasil e terceiro orçamento da República. “Follow the money”, já dizia o Garganta Profunda de Watergate. Felizmente, quem tem São Paulo nem sempre tem o Brasil, como provam sucessivas eleições, e até uma guerra civil em 1932. Mas… será? O PT sabe muito bem usar direitinho a máquina, e o atira o Leviathan de Hobbes sem piedade na cabeça dos seus adversários. Oh, Oh, Oh, a oposição ganhou prefeituras no Norte e Nordeste! Belo troco. Proponho que declarem formada a Confederação do Equador então. Será que não sabem que o enfraquecimento de um aliado é o enfraquecimento de todo partido, ó lideranças, ó presidenciáveis? Se tivesse um partido, o PFR Partido do Frei Rojão, quereria ganhar as eleições do Céu, do Purgatório, do Limbo e do Inferno! Ah, mas até a do limbo? O orçamento é tão pequeno! Ate do limbo, meus caros, porque – na política – a força não nasce da fraqueza, e São Paulo, o
Apóstolo, disse o contrário porque era apóstolo, não político.

E para que ser ponta de lança do voto conservador, já que certo deve estar Dom Fernando Antônio Figueiredo, em cima do muro nestas questões morais que a política levanta??? Afinal “O que falar de Marta?” e não é a dúvida pela Marta do Evangelho que se cansava pelo menos para garantir uma boa recepção a Jesus, era pela Marta Vasconcelos Suplicy mesmo! Nada como responder com um sonoro “Sim e não, muito pelo contrário!” a uma questão moral. Valha-me Deus no confessionário responder “Veja bem..” quando me perguntam se tal coisa é pecado ou não. Se o episcopado é assim, porque eu, pároco dos cafundós, vou me estressar? No fundo, o sumo-sacerdote idólatra de Betel, Amasias, é quem tinha razão: “Ô, profeta Amós, vai plantar castanha lá para as suas bandas, não vem falar bobagem no Santuário do Rei!”. Quantos sacerdotes não babam pelo serviço do rei?! Quantos não gostam de que falem mal do rei? Pelo menos Amasias comia do fruto do
santuário, muitos sacerdotes católicos se vendem ao petismo de graça, por gosto, por sabujisse mesmo. É, meus caros, a “Santa” Aliança entre o Altar e o Trono continua emporcalhando a Igreja, a diferença é que o trono é vermelhinho e tem uma estrela. Tristes tempos que a sabujisse aos decadentes Habsburgo, Bragança e Bourbon foi trocada pela sabujisse aos petistas! Covardes! Como ficarão de pé no dia do julgamento?

Agora é muito patético quando ouço: “Pelo menos o PSDB e a Oposição vai se repensar por perder São Paulo, será bom”. Se um dia alguém que acabou de ficar paraplégico por um acidente vier pedir alguma palavra de consolo para mim, posso dizer “Pelo menos, na cadeira de rodas, você pode exercitar seus braços agora”. Ou alguém que perder um filho: “Pelo menos você terá mais tempo e comida para os outros filhos”. Ou alguém que perder um braço: “Pelo menos você economiza ao comprar luvas”. Que a oposição continue achando bom perder eleição atrás de eleição até o PT os jogar todos no Gulag. Perder a eleição é bom, entregar o terceiro orçamento da República para o adversário é excelente, é ótimo mesmo! O PT agradece.

Tucanos não, antas!

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Belo artigo do prof. Orlando – Montfort


Do gol de bicicleta à onipotência suplicante

Orlando Fedeli
 
“La gloria di Colui Che tutto move,
Per l ‘universo penetra e risplende
in una parte più e meno altrove”
 
(Dante, Divina Commedia, Paradiso I, 1-3).
              
“A glória dAquele que tudo move,
pelo universo penetra e resplandece,
numa parte mais e menos noutra”.
 
Esse magnífico terceto com que Dante inicia o primeiro canto de seu Paradiso é um dos mais belos da Divina Comédia e é prenhe de sabedoria. Com efeito, Deus, ato puro, move todas as coisas criadas, concedendo-lhes participação em graus e formas diversas em suas qualidades, fazendo-as passar de potência a ato.
 
Tudo o que se move, isto é, todas as criaturas compostas de ato e potência só podem se mover por uma ação de Deus, ato puro e, por isso mesmo, onipotente, que lhes permite passar de potência de uma qualidade para a posse daquela mesma qualidade em ato, normalmente por meio de uma causa eficiente segunda ou, por vezes, pela ação direta de Deus, causa eficiente primeira.
 
Parece haver uma contradição ao dizer que Deus, ato puro sem potência alguma, é também onipotente. Isto, porém, é correto porque, em Deus, não há potência passiva. Deus não pode receber qualidade alguma, porque possui todas as qualidades em ato e, portanto, tem todas as qualidades em grau máximo, não podendo perdê-las, nem aumentá-las e nem tê-las diminuídas.
 
E como Ele tem todas as qualidades em ato, Ele é capaz de transmitir essas qualidades a outros seres, que tenham potência para recebê-las, em forma e medida variada. Todo ser que tem uma qualidade em ato é capaz de atuar, passando a qualidade que possui em ato a outro ser que tenha potência de recebê-la. Assim, o fogo é quente em ato, e a panela tem potência de ser aquecida. Desse modo, o fogo aquece a panela passando-lhe calor, na medida e na forma em que a panela é capaz de receber essa qualidade.
 
Deus, tendo todas as qualidades em ato em grau absoluto, tem toda potência ativa de transmitir essas qualidades. Por isso Ele é onipotente ativo.
 
Portanto, temos que distinguir potência passiva de potência ativa.
 
Deus não tem nenhuma potência passiva. Deus tem toda potência ativa. Por isso, o Ato puro é Onipotente.
 
Toda potência, por assim dizer, deseja ser atualizada. E o ato, por assim dizer, deseja transmitir sua qualidade ao que está em potência para ela.
 
Ato e potência desejam-se mutuamente. Pode-se dizer, analogicamente, é claro, que o ato ama a potência, querendo passar-lhe um bem, e a potência deseja ser atualizada pelo ato.
 
Assim, é o amor que tudo move.
 
Por isso, o mesmo Dante finaliza a Divina Comédia, dizendo em seu último verso: “Amor che move Il Sol e le altre stelle”.
 
”Amor que move o Sol e as outras estrelas” (Dante, Divina Commedia, Paradiso, XXXIII, 143).
 
É o amor de Deus que tudo move.
 

O velho e o novo


Nada há de novo debaixo do sol, diz a Bíblia Sagrada. A verdade é uma: não muda e não pode mudar. E os erros, apesar de múltiplos, se repetem sempre.

Deus é sempre o mesmo, sempre novo: “

A verdade, por ser o reflexo de Deus imutável, não muda: é sempre antiga e sempre nova. Assim ensina São Paulo: “

Por outro lado, os erros humanos são sempre repetidos, recopiados. Já disse alguém que o diabo não tem muita originalidade, repete-se sempre. Que foi a tentação e queda dos nossos primeiros pais senão a repetição do gesto orgulhoso de Lúcifer, recusando-se a servir a Deus? Que foram as heresias do passado e a moderna religião do homem senão a iteração da antiga pretensão humana de se fazer deus? E a moderníssima teologia da libertação que é senão a reedição do saduceísmo dos tempos de Cristo? E os erros ditos progressistas, como o liberalismo, o ecumenismo, que são senão doutrinas errôneas antigas já condenadas pelos Papas e Concílios da Igreja, maquiladas e reapresentadas como ultra-modernas? A própria Missa Nova não é senão uma cópia da liturgia anglicana de Cramer do século XVI, mesclada de outras modificações que datam do tempo da reforma protestante! E a contínua retomada de erros antigos em filosofia, sociologia, economia, etc.?! 19

Ironicamente perguntava-se Bertrand Russel por que os homens insistem em repetir erros antigos, havendo tantos erros novos a escolher (!).

A solução para os problemas novos que surgem, sejam eles econômicos, morais, sociais ou religiosos, são os ensinamentos eternos de Nosso Senhor.

Aliás, já disse um grande sociólogo:

A verdade não muda com os tempos. Não é torcermos o Evangelho de Cristo para adaptá-lo ao homem moderno. É o homem moderno – que no fundo é igual aos seus ancestrais – que deve se adaptar aos ensinamentos eternos de Cristo. Só assim será livre e feliz.

Não nos iludamos: a crise em que se debate o mundo não é sobretudo social ou econômica; é principalmente uma crise moral e religiosa.

Deixemos o pecado! Voltemos para Deus! Vida nova! Feliz Ano Novo para todos, sem a repetição de velhos erros!

 

 

Estas coisas perecerão, mas Tu permanecerás, e todas envelhecerão como um vestido… Tu porém és sempre o mesmo, e os teus anos não têm fim” (Salmo 101, 27). Jesus Cristo é sempre o mesmo ontem e hoje; Ele o será também por todos os séculos. Não vos deixeis levar por doutrinas várias e estranhas” (Hebr. 13, 8-9). Por isso a verdade não tem idade nem época. O que era verdadeiro no tempo de Cristo, é verdade hoje e o será sempre. E o que era pecado no tempo de Cristo, foi na Idade Média, é hoje e o será sempre. “Não seriam necessárias muitas leis para a sociedade. Bastam os 10 mandamentos da Lei de Deus: observando-os tudo estaria resolvido”.

Retirado do livro “Quer agrade quer desagrade”, Padre Fernando Arêas Rifan 

 

De: Papa S. Gregório/Para: RCC


Sermão do Papa São Gregório Magno. 

Eis os sinais que acompanharão aqueles que terão acreditado: em meu nome, eles expulsarão os demônios, eles falarão em línguas novas, eles pegarão em serpentes, e se tiverem bebido algum veneno mortal, ele não lhes fará nenhum mal. Eles imporão suas mãos aos doentes e estes serão curados” (São Marcos, XVI,16).
 
Será que, meus caros irmãos, pelo fato de que vós não fazeis nenhum destes milagres, é sinal de que vós não tendes nenhuma fé?
Estes sinais foram necessários no começo da Igreja. Para que a Fé crescesse, era preciso nutri-la com milagres. Também nós, quando nós plantamos árvores, nós as regamos até que as vemos bem implantadas na terra. Uma vez que elas se enraizaram, cessamos de regá-las.
Eis porque São Paulo dizia:”O dom das línguas é um milagre não para os fiéis, mas para os infiéis” (I Cor, XIV,22). Continue lendo »
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